domingo, 15 de março de 2026

Tarcísio, inimigo número 1 do serviço público


 O Decreto nº 70.410 representa um duro golpe na educação pública do Estado de São Paulo. Em um momento em que milhares de jovens buscam uma oportunidade para estudar e se qualificar nas ETECs e FATECs, o governo decide seguir na contramão das necessidades da população, extinguindo cargos que poderiam fortalecer justamente essas instituições.

Enquanto faltam professores, salas de aula e mais vagas para atender a demanda crescente de estudantes, a solução apresentada é o corte. Cortar cargos na educação significa, na prática, reduzir oportunidades, limitar o acesso ao ensino e dificultar o futuro de milhares de jovens que veem na educação técnica e tecnológica um caminho para o mercado de trabalho e para uma vida melhor.

Menos professores significa menos aulas, menos turmas abertas e mais jovens ficando de fora do sistema educacional. Em vez de ampliar investimentos, valorizar os profissionais e fortalecer as escolas técnicas, a decisão de eliminar postos de trabalho enfraquece uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento do Estado.

Educação deveria ser tratada como prioridade absoluta, como investimento no futuro da sociedade. No entanto, medidas como essa demonstram uma visão equivocada, que trata a educação como despesa a ser reduzida, e não como a base para o crescimento, a inovação e a justiça social.

A juventude paulista merece mais oportunidades, mais professores e mais acesso à educação de qualidade — não menos. Defender a educação é defender o futuro de São Paulo.

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