quarta-feira, 4 de março de 2026

Crise dentro e fora das grades O sistema prisional também caminha para o colapso sob o olhar indiferente de Tarcísio


 

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Crise dentro e fora das grades


O sistema prisional também caminha para o colapso sob o olhar indiferente de Tarcísio. A Polícia Penal viu seu efetivo cair 20% enquanto o número de presídios aumentou, gerando uma sobrecarga que facilita a autogestão das facções criminosas dentro dos pavilhões. Há unidades prisionais operando com computadores que ainda rodam o Windows 95, a falta de scanners corporais e o sucateamento das viaturas da SAP é uma realidade constante. Segundo o Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal), aproximadamente um terço da frota da SAP está inservível, expondo os policiais a mais riscos.


O Sindicato acredita que o sucateamento tem um objetivo oculto: justificar a entrega do sistema para a iniciativa privada por meio de parcerias público-privadas. “O governo sucateia deliberadamente para depois vender a ideia de que a privatização é a única saída, enquanto nossos policiais trabalham em condições insalubres e adoecem diariamente. Sem contar com o amparo do estado para cuidar da saúde mental, muitos companheiros acabam tirando a própria vida. Em dois meses de 2026, já tivemos dois suicídios”, afirma Fábio Jabá, presidente do Sinppenal.


Ele destaca que o risco para os policiais penais é iminente e que a segurança das unidades está por um fio. “A Polícia Penal, que votou em peso no governador, foi abandonada e esquecida por Tarcísio. Nossos companheiros estão sofrendo com a sobrecarga de trabalho e o estresse de uma profissão que precisa lidar diariamente com todas aquelas pessoas que oferecem risco à sociedade e estão confinadas em um espaço de superlotação e precariedade. Os problemas da profissão são muitos, mas nem isso sensibiliza o governo a valorizar os policiais”, diz.


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