domingo, 8 de março de 2026

Mais um Agente é agredido, queremos trabalhar, não queremos ser agredidos e nem morrer


 Infelizmente, mais um episódio grave de violência foi registrado contra um policial penal, desta vez na Penitenciária 2 de Lavínia, unidade pertencente à Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo. O caso evidencia, mais uma vez, a realidade dura e perigosa enfrentada diariamente pelos profissionais da segurança penitenciária em todo o Estado de São Paulo.

O SINDPPESP segue acompanhando atentamente a situação e cobra da Diretoria Geral de Polícia Penal providências imediatas, rigor na apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Não se trata apenas de um episódio isolado, mas de um problema estrutural que vem se repetindo com frequência preocupante dentro das unidades prisionais.

Os policiais penais são profissionais responsáveis por garantir a segurança da sociedade dentro dos estabelecimentos prisionais. São eles que mantêm a ordem, asseguram o cumprimento da pena e evitam que organizações criminosas ampliem ainda mais sua atuação. No entanto, mesmo exercendo uma função essencial para o funcionamento do sistema de justiça criminal, esses servidores continuam enfrentando condições de trabalho extremamente difíceis.

A agressão ocorrida na Penitenciária 2 de Lavínia não pode ser tratada como apenas mais um número em estatísticas de violência no sistema prisional. Cada caso representa um trabalhador que saiu de casa para cumprir seu dever e foi vítima da violência dentro do ambiente de trabalho. Representa também famílias que vivem diariamente com o medo e a insegurança de que algo grave possa acontecer.

Diante desse cenário, é fundamental que a administração penitenciária adote medidas firmes e rápidas. Entre elas, a apuração célere dos fatos e a adoção das medidas legais cabíveis junto ao juiz da Vara de Execuções Criminais, incluindo a possibilidade de transferência do sentenciado agressor para o Regime Disciplinar Diferenciado, mecanismo previsto na legislação justamente para lidar com presos de alta periculosidade ou que atentam contra a ordem e a disciplina no sistema prisional.

A aplicação do RDD não é apenas uma punição ao agressor, mas também uma medida de proteção institucional. Quando um preso agride um servidor público dentro de uma unidade prisional, ele não está apenas cometendo um crime contra uma pessoa, mas atentando contra toda a estrutura do Estado e contra o funcionamento do sistema penitenciário.

É preciso deixar claro que a violência contra policiais penais não pode ser normalizada. Não pode ser tratada como parte da rotina de trabalho. Nenhum trabalhador deve aceitar agressões como algo natural de sua profissão. O Estado tem o dever constitucional de garantir condições adequadas de trabalho, segurança e respeito aos seus servidores.

Os policiais penais estão na linha de frente do sistema de segurança pública. Lidam diariamente com indivíduos de alta periculosidade, enfrentam superlotação carcerária, falta de efetivo, estruturas muitas vezes precárias e a constante pressão psicológica de um ambiente hostil. Mesmo assim, continuam desempenhando suas funções com profissionalismo e dedicação.

Por isso, cresce entre a categoria um sentimento legítimo de indignação. Não aguentamos mais ver colegas sendo agredidos. Não aguentamos mais assistir a episódios de violência que poderiam ser evitados com medidas de prevenção, reforço de efetivo, investimentos em segurança e políticas institucionais que valorizem o trabalho dos policiais penais.

É urgente que o poder público trate essa questão com a seriedade que ela merece. Investir em segurança dentro das unidades prisionais não é apenas proteger servidores, mas também garantir estabilidade no sistema penitenciário e segurança para toda a sociedade.

O respeito ao policial penal precisa deixar de ser apenas discurso e se transformar em ações concretas. Isso passa por melhores condições de trabalho, estrutura adequada, efetivo suficiente, equipamentos de segurança e respaldo institucional quando ocorrem situações de violência.

Cada agressão contra um policial penal é um alerta. Um alerta de que algo precisa mudar. Um alerta de que a segurança dentro das unidades prisionais precisa ser fortalecida. Um alerta de que os profissionais que sustentam o funcionamento do sistema penitenciário precisam ser respeitados e protegidos.

O SINDPPESP continuará cobrando providências, acompanhando a apuração dos fatos e defendendo firmemente os direitos da categoria. A luta por respeito, segurança e valorização dos policiais penais é permanente.

Chega de agressões.

Chega de descaso.

Os policiais penais exigem respeito, dignidade e condições reais de trabalho para exercer uma função que é essencial para a segurança da sociedade. 

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