sexta-feira, 3 de julho de 2026

Acacio Miranda é designado para presidir Fundação Casa

 


Aliado de Paulo Serra foi nomeado pelo governador Tarcísio de Freitas ao próximo biênio

Bruno Coelho
04/07/2026 | 00:23
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 Claudinei Plaza/DGABC
Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

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Acacio se torna o segundo nome do Grande ABC a chefiar a instituição no governo Tarcísio. Em 2023, logo após assumir o Palácio dos Bandeirantes, o governador escolheu João Veríssimo Fernandes (PSD) para presidir a instituição. O pessedista ficou no cargo até o ano seguinte, quando se desligou para concorrer à eleição de vice-prefeito de Mauá na chapa encabeçada pelo prefeito Marcelo Oliveira (PT) – vitoriosa naquele pleito. Na sequência, Cláudia Carletto foi nomeada, mas também deixou o posto para comandar a Secretaria de Esportes do Estado em abril.

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Desse modo, a Fundação Casa estava sob gestão interina de Oswaldo Caetano Junior. Justamente neste período, Paulo Serra seguia como nome citado nas pesquisas de intenção de voto ao governo de São Paulo, geralmente em terceiro lugar, atrás do ex-ministro Fernando Haddad (PT) e de Tarcísio, pré-candidato à reeleição. Entretanto, o ex-prefeito anunciou empreitada para a Câmara Federal. Tal gesto foi visto pelo Palácio dos Bandeirantes como uma abertura para reaproximação com a ala tucana.

Embora não haja oficiali-zação do PSDB no palanque de Tarcísio, a nomeação de Acacio pode ser interpretada como um indicativo de aproximação entre os dois grupos. O novo presidente da instituição chegou a ser anunciado por Paulo Serra para coordenar a campanha da dobrada que fará com a mulher e deputada estadual Ana Carolina Serra (PSDB), candidata à reeleição para um segundo mandato na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Homem de confiança de Paulo Serra, Acacio foi secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, entre 2021 e 2022, quando o tucano era presidente do colegiado. Na sequência, aceitou convite do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), para comandar a Secretaria Executiva de Limpeza Urbana. No ano seguinte, voltou para Santo André, chegando, sob tutela do atual presidente do PSDB, a chefiar as pastas de Planejamento Estratégico e Licenciamento, e Saúde.

Já na gestão do prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania), indicado por Paulo Serra à sucessão, Acacio assumiu a Secretaria de Infraestrutura e Obras. No entanto, acabou exonerado do primeiro escalão andreense em dezembro do ano passado. Apesar da saída do governo municipal, o novo presidente da Fundação Casa mantém proximidade com o ex-prefeito e, inclusive, participou do jantar realizado na última terça-feira para promover a dobrada do tucano com Ana Carolina.

Procurados, Acacio e Paulo Serra não retornaram aos contados da reportagem.

Porte de arma para os Agentes Socieducativos em andamento

 



Cumprindo com o compromisso firmado o Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados , Merlong Solano Nogueira incluiu na pauta da comissão do dia 08/07 o PL 4256/2019 que trata do porte de armas para os oficiais de justiça e agentes socioeducativos.

O relatório do Deputado Emanuel Pinheiro Neto já encontra-se disponível e sua articulação em parceria com a Deputada Laura Carneiro foi crucial para que tivéssemos êxito nessa demanda.

O PL, já aprovado no Senado, é um direito pedido antigo da nossa categoria sendo um passo para importante para a nossa valorização, sofremos anos de descaso e abandono onde, tanto o autor do projeto, o Senador Fabiano Contarato, quanto o Presidente da CFT, Merlong Solano, se mostram defensores e preocupados com a nossa categoria e teremos em breve mais um passo dado em busca da aprovação desse projeto.

Projeto amplia porte de arma de fogo para guardas civis municipais e vigilantes

 


Proposta também inclui essas categorias no Sistema Único de Segurança Pública

02/07/2026 - 16:29  

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado Gilvan da Federal fala ao microfone
Gilvan: proposta promove o armamento responsável, regulado e compatível com a função

O Projeto de Lei 302/26, do deputado Gilvan da Federal (PL-ES), amplia o direito ao porte de arma de fogo para guardas civis municipais e vigilantes. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto reconhece o risco permanente da atividade de guardas civis municipais e vigilantes. Em razão disso, prevê a necessidade de porte de arma como instrumento de defesa pessoal e coletiva.

“Não há segurança pública possível quando o Estado dificulta o acesso aos meios legítimos de defesa por parte de seus próprios agentes”, afirma Gilvan.

Regras
Segundo o projeto, o porte será válido em todo o Brasil, independentemente do número de habitantes do município.

Os guardas municipais poderão portar arma de fogo em serviço e fora dele. O porte fora do horário de trabalho decorrerá automaticamente do exercício do cargo e só poderá ser suspenso por decisão administrativa ou judicial.

Já o porte de arma para vigilantes fica permitido durante o serviço e no deslocamento entre a residência e o local de trabalho.

A proposta dispensa a comprovação individual de efetiva necessidade para a concessão do porte, por considerar que o risco faz parte da atividade.

Armas permitidas
Pela proposta, as guardas civis municipais e os vigilantes poderão utilizar:

  • armas de fogo de uso permitido e restrito;
  • munições compatíveis; e
  • equipamentos de menor potencial ofensivo.

As armas poderão ser da instituição ou de propriedade particular, desde que estejam regularmente registradas.

Capacitação
O projeto determina que a capacitação dos guardas e vigilantes para usar arma de fogo siga critérios objetivos e periódicos.

Essas exigências não poderão ser usadas para restringir o direito ao porte.

Sistema de Segurança Pública
O texto também prevê que guardas civis municipais e vigilantes passem a integrar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), como auxiliares de prevenção e proteção.

Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado por deputados e senadores.

Reportagem – Raquel Keoui
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Porte de arma fica mais fácil para brasileiros; veja como fazer o pedido

 

O porte de arma está ficando mais fácil para brasileiros.
Porte de arma fica mais fácil para brasileiros
O porte de arma está ficando mais fácil para brasileiros. Crédito: Divulgação
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Brasileiros que querem pedir posse ou porte de arma de fogo podem ganhar uma mudança importante nas regras nos próximos meses. Um projeto em análise no Congresso Nacional tenta facilitar uma das etapas mais difíceis do processo: a comprovação da chamada “efetiva necessidade”.

Hoje, quem faz o pedido precisa justificar por que deseja ter uma arma. Além disso, precisa apresentar elementos que sustentem essa justificativa. Na prática, a Polícia Federal avalia se existe risco real, ameaça à integridade física ou atividade profissional considerada perigosa.

Agora, uma proposta aprovada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados quer mudar essa análise. O texto permite que uma declaração formal de risco feita pelo próprio interessado sirva como fundamento para o pedido de posse ou porte de arma de fogo de uso permitido.

Com isso, o processo pode ficar menos burocrático. No entanto, a proposta ainda não libera arma automaticamente para qualquer cidadão. O interessado continuará obrigado a cumprir requisitos legais, apresentar documentos, passar por avaliação psicológica, comprovar capacidade técnica e aguardar a análise da Polícia Federal.

O que muda no pedido de porte de arma?

A principal mudança está na forma de justificar o pedido. Pela regra atual, o cidadão precisa demonstrar a efetiva necessidade da arma por causa de profissão de risco ou ameaça à integridade física.

O Projeto de Lei 1539/25 tenta tornar esse critério mais objetivo. Assim, a declaração formal de risco apresentada pelo próprio requerente passaria a ter mais peso dentro do processo.

Na prática, o texto reduz a dependência de documentos externos para provar uma ameaça. Para defensores da proposta, muitas pessoas vivem situações de perigo, mas não conseguem reunir provas formais suficientes.

Mesmo assim, a Polícia Federal continuaria responsável pelo controle, pelo registro e pela fiscalização. Além disso, a proposta mantém exigências como capacidade técnica, aptidão psicológica e ausência de antecedentes criminais.

Nova regra já está valendo?

A mudança ainda não entrou em vigor.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou o projeto, mas o texto ainda precisa avançar. Agora, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania deve analisar a proposta. Depois, o projeto ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado para virar lei.

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Portanto, nada muda de forma imediata para o cidadão. Quem pretende pedir posse ou porte de arma hoje continua seguindo as regras atuais, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Ou seja, o porte de arma pode ficar mais fácil no futuro. Porém, até a aprovação final, a Polícia Federal segue exigindo a comprovação da efetiva necessidade.

Como pedir autorização de arma hoje?

Atualmente, o pedido começa nos canais eletrônicos da Polícia Federal. O processo muda conforme o objetivo do interessado: comprar e registrar uma arma para manter em casa ou no trabalho, ou pedir autorização para circular armado fora desses locais.

Para pedir autorização de aquisição de arma de fogo, o cidadão deve preencher o requerimento eletrônico, escolher a categoria correta, acessar o sistema com login Gov.br e anexar a documentação exigida. A PF também informa que pode solicitar documentos complementares e comparecimento presencial durante a análise.

Entre os requisitos atuais, o interessado precisa ter pelo menos 25 anos, declarar a efetiva necessidade, comprovar idoneidade, apresentar ocupação lícita, demonstrar residência certa, comprovar capacidade técnica e apresentar aptidão psicológica para manusear arma de fogo.

Além disso, o pedido exige documentos como identidade, CPF, certidões negativas de antecedentes criminais, comprovante de residência, comprovante de ocupação lícita, laudo psicológico, comprovante de capacidade técnica e comprovante de pagamento da taxa.

Qual a diferença entre posse e porte de arma?

A posse e o porte são autorizações diferentes.

A posse permite manter a arma dentro da residência ou no local de trabalho, desde que o proprietário também responda legalmente pelo estabelecimento. Dessa forma, ela não autoriza o cidadão a circular armado pelas ruas. A Polícia Federal explica que o registro permite manter a arma exclusivamente dentro desses locais.

Já o porte permite transportar e trazer a arma consigo fora de casa ou do trabalho. Por esse motivo, o porte passa por análise mais rigorosa.

Na prática, uma pessoa pode ter autorização para possuir uma arma em casa e, ainda assim, não ter permissão para andar armada fora do imóvel.

Advogados e corretores também podem ter porte de arma?

Outras propostas em análise no Congresso também tentam ampliar o acesso ao porte de arma para categorias profissionais específicas.

Uma delas trata dos advogados. O Senado já analisou projeto que autoriza o porte de arma para profissionais regularmente inscritos na OAB, mas o texto ainda precisa passar por novas etapas antes de virar lei. A proposta também prevê restrições em locais como fóruns, tribunais e estabelecimentos prisionais.

Outra proposta trata dos corretores de imóveis. A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou projeto que autoriza o porte de arma para corretores registrados no Creci durante o exercício da profissão. No entanto, o texto segue em análise e também não vale de forma automática.

No caso dos corretores, o projeto reconhece o risco da atividade porque esses profissionais visitam imóveis vazios, circulam por áreas afastadas e atendem pessoas desconhecidas durante negociações. Ainda assim, o porte ficaria restrito ao exercício da profissão.

Porte de arma não será automático

Mesmo que os projetos avancem, o porte de arma não se transformará em liberação automática.

O interessado ainda precisará cumprir etapas, apresentar documentos, comprovar aptidão psicológica, comprovar capacidade técnica e aguardar autorização formal. Além disso, a Polícia Federal continuará analisando cada pedido de forma individual.

Portanto, a possível mudança facilita uma etapa importante, mas não acaba com as demais exigências legais.

Quem já pode portar arma no Brasil?

A legislação brasileira já permite porte de arma para algumas categorias, principalmente ligadas à segurança pública, defesa, fiscalização e atividades de risco. A lista inclui integrantes das Forças Armadas, policiais, bombeiros militares, agentes penitenciários, guardas municipais em situações previstas na lei, profissionais de segurança privada e outras carreiras com regras próprias.

Ainda assim, cada categoria precisa seguir condições específicas. Em muitos casos, o interessado também precisa comprovar requisitos técnicos, psicológicos e funcionais.

Porte de arma pode ficar menos burocrático?

O projeto que tramita na Câmara pode facilitar o caminho para quem deseja pedir posse ou porte de arma no Brasil. O ponto central é dar mais força à declaração formal de risco feita pelo próprio cidadão.

No entanto, a proposta ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. Enquanto isso, seguem valendo as regras atuais da Polícia Federal.

Assim, o porte de arma pode ficar menos burocrático no futuro. Porém, o cidadão ainda precisa seguir o processo legal, apresentar os documentos exigidos e cumprir todos os requisitos previstos na legislação brasileira.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.