segunda-feira, 20 de julho de 2026

Agentes encontram maconha durante visita na Fundação Casa



Agentes encontraram entorpecentes durante visita de mãe e irmão do jovem internado




Rogério Martinez


20/07/2026 10:55

Marília - Agentes da Fundação CASA em Marília

apreenderam 8,14 gramas de maconha durante a revista rotineira em período de visita aos internos no domingo.

A equipe da instituição realizou a fiscalização após identificar comportamento suspeito entre os adolescentes ao término do horário de visitas.

Segundo registro do caso, o jovem disse que a mãe levou os entorpecentes. A mulher negou o crime e apontou outro filho, de 13 anos, como responsável. O menino disse aos agentes que foi ele quem levou a droga.

A Polícia Civil registrou a apreensão do entorpecente e instaurou procedimentos adicionais.

A investigação deve analisar imagens das câmeras de monitoramento para esclarecer a dinâmica da entrada do entorpecente na unidade.






Redução da maioridade penal avança contra os dados e a própria Constituição

 

Nenhum país se torna desenvolvido e seguro sem proteger suas infâncias. Não se pode permitir que respostas fáceis, desenhadas para caçar likes e atender ao clamor punitivista, contaminem esse debate

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*Por Ana Potyara, diretora-executiva da Andi e membro da equipe executiva da Agenda 227 e Thaisi Bauer, secretária-executiva da Coalização pela Socioeducação e integrante da Agenda 227

Às vésperas de uma eleição em que a segurança pública ocupará o centro do debate, um grupo de parlamentares escolheu oferecer ao eleitor a mais antiga e ineficiente das respostas fáceis. Ao criar uma comissão especial para analisar a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes graves, já admitida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Câmara inverte a ordem de prioridades da Constituição: em vez de proteger crianças e adolescentes com absoluta prioridade, como manda o artigo 227, propõe-se puni-los com prioridade absoluta. Uma proposta apensada admite responsabilização a partir dos 12 anos.

O artigo 227 da Constituição Federal não deixa dúvida. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à vida, à saúde, à educação e à dignidade, colocando-os a salvo de toda forma de negligência, violência, crueldade e opressão. A expressão "absoluta prioridade" aparece na Constituição uma única vez, e é ali. Contudo, a PEC propõe que essa geração conheça o Estado antes pela punição do que pela garantia de seus direitos.

A proposta apoia-se em duas premissas frágeis. A primeira é a de que adolescentes ficam impunes. Não ficam. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê um sistema próprio de responsabilização, que vai da advertência à internação, com privação de liberdade de até três anos e acompanhamento posterior. É um modelo desenhado para pessoas em desenvolvimento, nem por isso desprovido de rigor, alinhado à Convenção sobre os Direitos da Criança. 

Segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as polícias apreenderam 72.790 adolescentes em 2024, uma taxa de 499 apreensões por 100 mil habitantes de 12 a 17 anos, ou cerca de 0,5%. Em medidas socioeducativas de meio fechado havia 12.054 adolescentes. Quando o Congresso debateu essa mesma proposta em 2015, o Unicef já apontava que apenas 0,013% dos adolescentes brasileiros haviam cometido atos contra a vida.

O mesmo Anuário registrou 2.356 mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes em 2024, das quais 2.103 na faixa de 12 a 17 anos. Entre os adolescentes, quase uma em cada cinco dessas mortes (19,2%) resultou de intervenção policial. As armas de fogo estiveram presentes em 87,3% do total. Das vítimas de 0 a 19 anos contabilizadas pelo Fórum e pelo Unicef entre 2021 e 2023, 82,9% eram negras; entre os adolescentes internados, a maioria também se declara preta ou parda, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Para a imensa maioria dos adolescentes brasileiros, sobretudo negros e pobres, o risco real não é cometer um crime. É morrer antes de chegar à vida adulta.

A segunda premissa é a de que o encarceramento reduz a criminalidade. A experiência brasileira sugere o contrário. Temos a terceira maior população carcerária do mundo (atrás apenas de Estados Unidos e China), um deficit de 40% de vagas e um sistema que o Supremo Tribunal Federal (STF) classificou como estado de coisas inconstitucional. As duas maiores facções criminosas do país nasceram dentro dos presídios. Quando o CNJ comparou os dois sistemas, encontrou taxa de reincidência de 42,5% no prisional adulto, contra 23,9% no socioeducativo. Transferir adolescentes de um para o outro significa entregá-los, na idade de maior vulnerabilidade, ao aliciamento pelo crime organizado.

A redução da maioridade não combate o tráfico de armas, as facções e as milícias. Tampouco o racismo, a evasão escolar, a ausência do Estado nos territórios onde a violência se reproduz. Quem organiza, financia e lucra com a violência não está na mira do Congresso. Apontar para adolescentes e dizer que o problema está neles é mais cômodo do que encarar as estruturas que produzem insegurança todos os dias.

Nenhum país se torna desenvolvido e seguro sem proteger suas infâncias. Garantir a cada criança e adolescente proteção contra violências, segurança alimentar e nutricional, acesso à escola, à saúde, à cultura, ao esporte e ao lazer e aos serviços socioassistenciais é um dos poucos consensos do acirrado debate público brasileiro. Cada adolescente com ensino de qualidade, a salvo do aliciamento e longe de uma arma, é um problema que o país não terá de enfrentar dali a alguns anos. Não se pode permitir que respostas fáceis, desenhadas para caçar likes e atender ao clamor punitivista, contaminem esse debate.

A Constituição definiu a prioridade e a qualificou como absoluta. Falta ao Estado brasileiro a disposição de cumpri-la. Proteger crianças e adolescentes e combater a violência são o mesmo trabalho, em tempos diferentes.

 

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    Adolescentes são apreendidos com mais de 450 pinos de cocaína e são encaminhados pra Fundação CASA

     


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    Adolescentes são apreendidos com 450 pinos de cocaína em Limeira

    Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos por tráfico de drogas na manhã deste sábado (18), em Limeira. A ação ocorreu no bairro Nova Conquista durante uma operação da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), da Guarda Civil Municipal (GCM).

    No total, os agentes apreenderam 456 pinos de cocaína, 11 microtubos de maconha, dinheiro e um celular.

    De acordo com a GCM, uma equipe da ROMU Motos realizava uma operação na região quando suspeitou da atitude da dupla. Ao perceber a aproximação dos guardas, um dos jovens tentou se desfazer de parte do material e arremessou sete pinos de cocaína sobre o telhado de uma casa.

    Durante a abordagem e a revista pessoal, os agentes encontraram duas porções de maconha, um aparelho celular e R$ 321 em dinheiro trocado com o outro adolescente.

    Adolescentes são apreendidos com 450 pinos de cocaína em Limeira

    Foto: reprodução

    Apoio do Canil

    A maior parte do material foi localizada com o auxílio do Canil da GCM. O cão farejador realizou buscas em uma área verde próxima ao ponto da abordagem, onde foram encontrados os demais entorpecentes.

    Encaminhados à Fundação CASA

    Os adolescentes foram levados para a Central de Flagrantes da Polícia Civil e, em seguida, encaminhados à Fundação CASA, onde permanecem à disposição da Justiça.