quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Gestão municipal debate políticas de reintegração com a Fundação CASA



 


23/09/2026

O prefeito da Estância Turística de Barretos, Odair Silva, recebeu em seu gabinete representantes da Fundação CASA para a apresentação oficial do programa "Depois do Amanhã". O encontro, focado na construção de políticas públicas efetivas, teve como objetivo principal estreitar laços e alinhar parcerias estratégicas entre a instituição e o Poder Público municipal, visando a reintegração social de adolescentes que cumprem medida socioeducativa.

 

O programa “Depois do Amanhã” visa o acompanhamento dos jovens no pós-medida socioeducativa voltada a apoiá-los no retorno à sociedade.

 

Atualmente, o município de Barretos conta com 47 jovens assistidos por centros socioeducativos da Fundação CASA localizados nas cidades de Araraquara, Ribeirão Preto, São José do Rio Pardo e Sertãozinho. A aproximação entre a gestão municipal e a Fundação busca criar uma rede de apoio estruturada para que esses adolescentes tenham um retorno digno e produtivo à sociedade após o cumprimento de suas medidas.

 

Durante a reunião, o chefe do Executivo destacou a importância de ações integradas e reafirmou o compromisso da administração com o futuro desses adolescentes, ressaltando o papel da empregabilidade no processo. "Eu acredito profundamente no potencial transformador de projetos dessa natureza. O nosso município está de portas abertas e pretende firmar parcerias sólidas para garantir que esses jovens tenham oportunidades reais de trabalho e qualificação assim que forem ressocializados", afirmou o prefeito.

 

A assistente social da Divisão Regional Interior (DR4) da Fundação CASA, Flávia Matias, pontuou que a integração com o poder público local é o pilar para o sucesso da transição desses adolescentes de volta às suas comunidades. "A melhor forma de ressocializar é por meio do diálogo constante e efetivo entre a Fundação e os municípios de origem dos adolescentes. Estamos muito felizes com a reciprocidade e a excelente acolhida que encontramos aqui em Barretos", destacou a assistente social.

 

Para ampliar e fortalecer essa rede de proteção, a administração municipal já planeja os próximos passos. Está prevista a realização de uma reunião intersetorial ampla envolvendo a Prefeitura, o Ministério Público, o Juizado de Menores e a Defensoria Pública. A intenção é unir forças de todas as esferas garantidoras de direitos para criar uma frente de trabalho capaz de atender a essa demanda de forma integral, humana e eficiente. Também participaram da reunião Luciana Freitas supervisora da DR4; os encarregados técnicos Cibele Mello e Michael Amorim; a presidente do Fundo Social, Roselaine Silva; a assistente social Ana Lívia Caligaris e os secretários Juliana Adão (Assistência Social); Angelo Gonçalves (Saúde); Mirka Costa (Educação); Adelaide Lavanini (Comunicação) e a Cassiane Melo (Procuradora do Município).

 

Assimp-923-2026
Redação: Assessoria de Imprensa
Foto: Prefeitura

TST define tese sobre extinção do direito de cobrar dívida trabalhista

 

Segundo tese definida pelo Pleno, a prescrição intercorrente atinge títulos executivos judiciais anteriores à Reforma Trabalhista, desde que o credor não responda a determinações judiciais posteriores à mudança na lei

Sessão do Tribunal Pleno

 

Resumo:

  • O TST definiu que a prescrição intercorrente se aplica a execuções trabalhistas anteriores à Reforma de 2017, desde que a inércia do credor ocorra após a vigência da lei. 
  • Para que o processo seja arquivado, é exigido o descumprimento, por dois anos, de uma ordem judicial específica emitida a partir de 11 de novembro de 2017. 
  • Além disso, a regra exige a intimação pessoal do credor e concede direito de manifestação antes do reconhecimento da prescrição.


22/9/2026 - O Tribunal Superior do Trabalho fixou, nesta terça-feira (22), tese jurídica vinculante sobre a chamada prescrição intercorrente. De acordo com a decisão, pessoas que deixarem de se manifestar num processo na fase de execução por mais de dois anos, a partir de novembro de 2017, quando entrou em vigor a Reforma Trabalhista, podem perder o direito de receber seus créditos, mesmo em ações iniciadas antes da nova lei. 

O entendimento, firmado no julgamento de incidente de recurso de revista (Tema 39), deve orientar as decisões da Justiça do Trabalho em todas as instâncias.

Direito de cobrar dívida pode ser extinto

A prescrição intercorrente é a perda do direito de continuar cobrando judicialmente uma dívida porque, na fase de execução, a pessoa que tem o direito reconhecido deixa de tomar uma providência que era necessária para fazer o processo avançar. 

Antes da Reforma Trabalhista, a Súmula 114 do TST estabelecia que a prescrição intercorrente não se aplicava à Justiça do Trabalho. A Lei 13.467/2017, porém, incluiu o artigo 11-A na CLT, que passou a prever prescrição intercorrente de dois anos, contados a partir do momento em que o trabalhador deixa de cumprir uma determinação judicial durante a execução. A Instrução Normativa 41/2018 do TST, por sua vez, estabeleceu que esse prazo começa a ser contado quando a determinação descumprida foi posterior a 11 de novembro de 2017, quando a reforma entrou em vigor.

Diante da divergência entre as Turmas do TST sobre a aplicação dessa regra às execuções iniciadas antes da reforma, o caso foi levado ao Pleno para a fixação de precedente vinculante.

O que o TST decidiu

Para que haja a prescrição intercorrente, ou seja, para que a execução seja extinta, o trabalhador precisa ter deixado de cumprir uma ordem do juiz emitida a partir de novembro de 2017 (quando entrou em vigor a Reforma Trabalhista). Mesmo que os valores tenham sido reconhecidos antes disso, o que conta é ter ignorado a ordem do juiz depois dessa data.

Para que isso ocorra, porém, o juiz precisa mandar um aviso específico e direto ao trabalhador, explicando exatamente o que ele deve fazer e avisando sobre o risco do prazo começar a correr. Avisos padronizados, automáticos ou genéricos não valem para essa finalidade.

A conduta que justifica a aplicação da prescrição intercorrente pressupõe a intimação pessoal do credor, sem prejuízo da intimação do advogado.

Por fim, antes de decretar que o trabalhador perdeu a possibilidade de receber o crédito por ter ficado inerte, o juiz obrigatoriamente precisa dar a chance para que ele explique se houve algum motivo justo para o atraso.

Tese

A tese aprovada foi a seguinte:

I – O fato gerador da prescrição intercorrente trabalhista (art. 11-A, § 1º, da CLT) é a inércia qualificada do exequente, que se materializa pelo descumprimento de ordem judicial exarada a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, independentemente da data de trânsito em julgado da decisão exequenda; 

II – A intimação apta a deflagrar o fluxo prescricional deve ser específica, cominatória e contextualizada à realidade dos autos, evidenciando que a paralisação do feito decorre exclusivamente da inércia da parte exequente; veda-se, para esse fim, o uso de intimações padronizadas, automáticas ou genéricas; 

III - Por configurar ato de despojamento de direito decorrente de inércia injustificada, a conduta desidiosa que atrai a sanção do art. 11-A da CLT pressupõe a intimação pessoal do credor, sem prejuízo da intimação do advogado.

IV - É nula a decisão que reconhece a prescrição intercorrente sem que antes a parte prejudicada seja ouvida para opor fato impeditivo à extinção da execução (arts. 5º, LV, da CF, 9º, 10, e 921, §5º, do CPC).

(Guilherme Santos e Carmem Feijó. Foto: Nelson Junior/TST)

Processo: IncJulgRREmbRep 0045200-20.2003.5.02.0042



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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lei regulamenta atividade de psicopedagogia

 


Da Agência Senado | 23/09/2026, 17h55

Já está em vigor a lei que regulamenta o livre exercício da atividade de psicopedagogia — que une conhecimentos da psicologia e da pedagogia para a atuação nos processos de aprendizagem.

A norma em questão é a Lei 15.519, de 2026, que foi sancionada pela Presidência da República com um veto parcial. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23).

O veto excluiu o dispositivo que, entre outras medidas, exigia a graduação em psicopedagogia para o exercício da atividade (ou outro curso superior combinado com experiência na área).

O projeto que deu origem a essa norma é o PL 1.675/2023, de autoria do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Antes de se tornar lei, o projeto teve de ser aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

A nova lei assegura, para quem já ocupava cargos ou funções de psicopedagogo (em órgãos ou instituições públicas e privadas) antes da publicação da norma, o direito de continuar exercendo suas atividades.

Principais tarefas

O texto determina que a psicopedagogia tem as seguintes atribuições (a lista a seguir não restringe as atividades de outros profissionais de saúde e educação):

  • intervenção psicopedagógica com foco no indivíduo, nas instituições e nos grupos (nos contextos da educação e da saúde);
  • realização de avaliação e intervenção exclusivamente psicopedagógica, com o uso de instrumentos e técnicas próprios da psicopedagogia;
  • uso de métodos, técnicas e instrumentos psicopedagógicos para a pesquisa, a prevenção, a avaliação e a intervenção relacionadas à aprendizagem;
  • consultoria e assessoria psicopedagógicas para identificação, compreensão e análise de problemas no processo de aprendizagem em espaços institucionais e clínicos;
  • apoio psicopedagógico aos trabalhos realizados em espaços institucionais;
  • supervisão de profissionais em trabalhos teóricos e práticos de psicopedagogia;
  • orientação, coordenação e supervisão de cursos de psicopedagogia;
  • direção de serviços de psicopedagogia em estabelecimentos públicos ou privados;
  • projeção, direção ou realização de pesquisas psicopedagógicas.

Sigilo

A lei determina que o psicopedagogo deve manter sigilo sobre o que vier a conhecer em razão do exercício de sua atividade.

Mas há uma exceção: se o cliente autorizar, o psicopedagogo poderá compartilhar essas informações com outros profissionais envolvidos no atendimento do mesmo cliente.

Se essas regras forem desrespeitadas, ficará caracterizada a violação de segredo profissional — e o infrator estará sujeito a sanções civis e penais.

Veto parcial

A Presidência da República vetou o dispositivo que restringia a atividade a dois grupos: os que possuem graduação em psicopedagogia e os que têm curso superior e já exercem ou exerceram a atividade por pelo menos um ano antes da nova lei.

O dispositivo vetado também determinava que os profissionais formados em psicologia, pedagogia, licenciatura ou fonoaudiologia somente poderiam exercer a psicopedagogia se fizessem um curso de especialização de 600 horas em até 60 meses após a publicação da lei.

Ao explicar por que adotou esse veto parcial (VET 54/2026), o Executivo alegou que o dispositivo excluído "contraria o interesse público ao criar restrições ao exercício da psicopedagogia (...), o que reduziria a oferta de atendimento nas redes de educação e de saúde".

Esse veto ainda deverá ser analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo.

Tramitação no Congresso

Quando apresentou o projeto, em 2023, o senador Hamilton Mourão argumentou que "a participação do psicopedagogo — que não se confunde com a do orientador educacional nem com a do psicólogo escolar — no processo educacional é essencial, pois ainda que não seja possível prevenir todos os problemas que podem ocorrer, é fundamental para o acompanhamento e diagnóstico das patologias do aprendizado e pela sua correção, se for o caso".

O projeto foi analisado em dois colegiados do Senado: a Comissão de Educação (CE) e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Nesta última, a matéria foi aprovada em março deste ano em decisão terminativa (quando não é necessária a votação no Plenário do Senado e o texto pode ser encaminhado diretamente à Câmara dos Deputados).

No final de agosto, a Câmara aprovou a proposta, que em seguida foi enviada à sanção da Presidência da República — que ocorreu na terça-feira (22).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

HOMENAGEM AO SERVIDOR JEFFERSON SALLES: 31 ANOS DE DEDICAÇÃO À FUNDAÇÃO CASA


 

O BLOG AGENTES NA NET presta uma homenagem especial ao servidor Jefferson Salles, que encerra um importante ciclo de sua vida profissional após 31 anos de serviços prestados à Fundação CASA, chegando à merecida aposentadoria.

São mais de três décadas de uma trajetória construída com trabalho, experiência, convivência e dedicação ao serviço socioeducativo. Ao longo desses anos, Jefferson teve passagem por diversos centros da Fundação CASA, conhecendo diferentes equipes, realidades e gerações de trabalhadores. Em cada local por onde passou, deixou um pouco de sua história e também levou consigo amizades e experiências que fizeram parte de sua caminhada profissional.

Seu último local de trabalho foi a Fundação CASA Portinari, onde concluiu uma jornada iniciada há 31 anos. Uma história tão longa não pode ser resumida apenas pelo tempo de serviço. São milhares de dias de trabalho, desafios enfrentados, mudanças acompanhadas, dificuldades superadas e, principalmente, muitas pessoas que cruzaram seu caminho.

Ao longo dessa trajetória, colegas tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado, compartilhar plantões e jornadas, trocar conhecimentos e aprender com a experiência acumulada durante tantos anos de Fundação CASA. Para muitos, Jefferson não foi somente um companheiro de trabalho, mas também alguém com quem foi possível construir uma verdadeira amizade.

É justamente esse reconhecimento dos colegas que torna este momento ainda mais especial. Aqueles que conviveram com Jefferson nos diferentes centros por onde passou sentem-se honrados por terem compartilhado parte dessa caminhada, aprendido com sua experiência e, acima de tudo, conquistado sua amizade.

A aposentadoria representa o encerramento de um ciclo profissional, mas jamais apaga a história construída. Os anos passam, os locais de trabalho mudam e novas gerações chegam, porém permanecem as lembranças, os ensinamentos, as histórias vividas e os vínculos criados ao longo do caminho.

Depois de 31 anos dedicados à Fundação CASA, chega o momento de Jefferson aproveitar uma nova etapa da vida, com mais tempo para a família, para os amigos, para seus projetos pessoais e para tudo aquilo que tantas vezes precisou esperar diante das responsabilidades profissionais.

O BLOG AGENTES NA NET registra publicamente seu reconhecimento e agradecimento ao servidor Jefferson Salles por toda essa trajetória.

Parabéns pela aposentadoria, Jefferson!

Que esta nova fase seja marcada por muita saúde, paz, felicidade e realizações. Que você possa olhar para trás com orgulho da história que construiu e seguir em frente sabendo que deixou amigos e boas lembranças nos locais por onde passou.

Foram 31 anos de Fundação CASA. Uma trajetória que chega ao fim profissionalmente, mas uma história e amizades que permanecem.

BLOG AGENTES NA NET

Homenagem a quem fez parte da história da Fundação CASA.


Para Deputado federal 

Votem Gilberto Braw

7080



 


BRASIL DISCUTE PUNIÇÕES MAIS DURAS PARA DENÚNCIAS FALSAS E DEBATE DIVIDE OPINIÕES


 

O Brasil voltou a debater uma proposta que promete gerar intensas discussões no meio jurídico e na sociedade: o aumento das penalidades para pessoas que realizarem acusações comprovadamente falsas contra terceiros.

Os defensores da medida afirmam que denúncias feitas de forma intencional e fraudulenta podem causar sérios prejuízos, incluindo danos à reputação, impactos na vida profissional, afastamento familiar e até consequências legais para inocentes. Por isso, defendem que o sistema de Justiça tenha mecanismos mais rigorosos para responsabilizar quem agir de má-fé.

Segundo os apoiadores do projeto, a proposta não busca punir vítimas que não consigam comprovar suas alegações, mas sim indivíduos que, após investigação e decisão judicial, tenham sua intenção de enganar as autoridades comprovada.

O tema, entretanto, divide especialistas e setores da sociedade. Enquanto uma parcela considera o endurecimento das punições uma forma de proteger cidadãos contra acusações fraudulentas, outra alerta que mudanças desse tipo podem gerar receio em vítimas reais e dificultar denúncias legítimas.

A discussão evidencia um desafio presente em diversas democracias: garantir proteção às vítimas de violência sem abrir espaço para o uso indevido do sistema judicial.



(Reprodução: welcometobraziloficial)

VEJAM OS VÍDEOS, MAIS UM FURTO EM SUPERMERCADO CHAMA A ATENÇÃO EM RIBEIRÃO PRETO Homem teria colocado diversos tipos de carne em uma sacola e deixado o estabelecimento sem pagar; comerciantes acumulam prejuízos e cobram mais segurança Mais um caso de furto em supermercado foi registrado em Ribeirão Preto. A ocorrência aconteceu no último dia 21 de setembro, quando um homem teria entrado tranquilamente em um estabelecimento comercial e passado a recolher diversos tipos de carne. Segundo as informações recebidas, enquanto circulava pelo supermercado, o homem teria tentado disfarçar a ação, colocando gradativamente os produtos dentro de uma sacola. Após recolher as mercadorias, ele teria deixado o estabelecimento sem efetuar o pagamento. A situação aumenta a preocupação de comerciantes que convivem com furtos de mercadorias e precisam arcar diretamente com os prejuízos. Além dos produtos levados, os estabelecimentos ainda enfrentam gastos com câmeras, sistemas de monitoramento, segurança e outras medidas para tentar impedir novas ocorrências. Outro ponto que gera indignação entre comerciantes é a sensação de impunidade e o temor da reincidência. Há relatos de proprietários que reclamam que pessoas flagradas em furtos acabam retornando posteriormente ao comércio. É importante ressaltar, porém, que cada ocorrência possui circunstâncias próprias e que eventual prisão, liberação ou aplicação de medidas cautelares depende da legislação e das decisões das autoridades policiais e do Poder Judiciário. O episódio do dia 21 reforça um problema que merece atenção das autoridades. Comerciantes não podem ser obrigados a conviver permanentemente com prejuízos e insegurança. Mais segurança, prevenção, investigação e responsabilização dentro da lei são reivindicações fundamentais para proteger quem trabalha, gera empregos e mantém as portas abertas diariamente em Ribeirão Preto. BLOG AGENTES NA NET


 



MAIS UM FURTO EM SUPERMERCADO CHAMA A ATENÇÃO EM RIBEIRÃO PRETO
Homem teria colocado diversos tipos de carne em uma sacola e deixado o estabelecimento sem pagar; comerciantes acumulam prejuízos e cobram mais segurança
Mais um caso de furto em supermercado foi registrado em Ribeirão Preto. A ocorrência aconteceu no último dia 21 de setembro, quando um homem teria entrado tranquilamente em um estabelecimento comercial e passado a recolher diversos tipos de carne.
Segundo as informações recebidas, enquanto circulava pelo supermercado, o homem teria tentado disfarçar a ação, colocando gradativamente os produtos dentro de uma sacola. Após recolher as mercadorias, ele teria deixado o estabelecimento sem efetuar o pagamento.
A situação aumenta a preocupação de comerciantes que convivem com furtos de mercadorias e precisam arcar diretamente com os prejuízos.
Além dos produtos levados, os estabelecimentos ainda enfrentam gastos com câmeras, sistemas de monitoramento, segurança e outras medidas para tentar impedir novas ocorrências.
Outro ponto que gera indignação entre comerciantes é a sensação de impunidade e o temor da reincidência. Há relatos de proprietários que reclamam que pessoas flagradas em furtos acabam retornando posteriormente ao comércio.
É importante ressaltar, porém, que cada ocorrência possui circunstâncias próprias e que eventual prisão, liberação ou aplicação de medidas cautelares depende da legislação e das decisões das autoridades policiais e do Poder Judiciário.
O episódio do dia 21 reforça um problema que merece atenção das autoridades. Comerciantes não podem ser obrigados a conviver permanentemente com prejuízos e insegurança.
Mais segurança, prevenção, investigação e responsabilização dentro da lei são reivindicações fundamentais para proteger quem trabalha, gera empregos e mantém as portas abertas diariamente em Ribeirão Preto.
BLOG AGENTES NA NET


Para Deputado Estadual 
Votem Waldir Filé 







terça-feira, 22 de setembro de 2026

Delegados sindicais da DR4 – Marília são eleitos para o Congresso do SITSESP


 

O BLOG AGENTES NA NET parabeniza os servidores eleitos como delegados sindicais da DR4 – Marília, que representarão os trabalhadores no Congresso do SITSESP.

Foram eleitos Mario Fernando, da Fundação CASA Araraquara; Luciane Santos, da Fundação CASA Anita Garibaldi; Vanessa Almeida, da Fundação CASA Araçatuba; e Rosa Batista, da Fundação CASA Nelson Mandela, em Bauru.

A participação dos delegados no Congresso é um importante espaço de representação da categoria, onde os trabalhadores podem levar as demandas das unidades, participar dos debates e contribuir para as discussões e decisões relacionadas à atuação sindical.

O BLOG AGENTES NA NET deseja aos eleitos uma excelente participação, marcada pelo diálogo, responsabilidade e compromisso com a representação dos servidores do sistema socioeducativo.

Parabéns, Mario Fernando, Luciane Santos, Vanessa Almeida e Rosa Batista pela conquista!

BLOG AGENTES NA NET — informação e voz para os servidores da Fundação CASA.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

TST adia julgamento sobre dissídio dos Correios; greve continua

Gabriela Boechat
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O TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu nesta segunda-feira (21) adiar o julgamento do dissídio coletivo de greve dos Correios e deu um prazo de 48 horas para que as federações dos trabalhadores se manifestem sobre documentos apresentados pela empresa no processo.

Segundo os Correios, o material comprovaria a suposta abusividade da paralisação.

A decisão de interromper o julgamento foi tomada pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho. Segundo ele, os documentos, que incluem relatos e vídeos de trabalhadores dos Correios bloqueando a entrada e a saída de cargas e caminhões, foram anexados ao processo na noite de sexta-feira (18) e no sábado (19).

O ministro argumentou que não houve tempo hábil para que as federações e os representantes dos trabalhadoresse defendessem e apresentassem contraditório sobre o material.


"Não houve contraditório sobre esses documentos. Ou seja, estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária. Eu acho, na condição de presidente, isso absolutamente temerário, pois estaríamos decidindo sobre ilações", disse.

A discussão sobre a abusividade da greve ganhou força depois que a relatora do caso, ministra Maria de Nazaré Rocha, apresentou seu voto.

Ela propôs considerar a paralisação não abusiva e autorizar a compensação dos dias parados. Segundo a ministra, houve diversas tentativas de acordo, e a greve só foi deflagrada depois que as partes não chegaram a um consenso, o que, segundo ela, é dioreito dos trabalhadores.

Já a ministra Cristiana Peduzzi abriu divergência nesse ponto. Ela afirmou que os documentos apresentados pelos Correios sobre os protestos e bloqueios indicariam abusividade da greve e apontou também para o possível descumprimento da liminar do TST que determinava a manutenção de ao menos 80% do efetivo da empresa em atividade.

O ministro Ives Gandra também disse que acompanharia o entendimento de que houve abusividade.

Segundo o presidente do TST, caso a paralisação seja considerada abusiva, o sindicato poderá ser multado em R$ 200 mil.

Por isso, diante da divergência e da apresentação dos novos documentos, Vieira de Mello propôs conceder 48 horas para que os presidentes das federações apresentem suas manifestações e reagendar o julgamento do dissídio para quinta-feira (24), às 15h30.

“Eu não vou continuar um julgamento sem que a parte tenha vista de documentos essenciais à sua própria discussão em torno da abusividade da greve”, afirmou.

Voto da relatora

Antes da suspensão da sessão, a ministra relatora, Maria de Nazaré Rocha, havia apresentado seu voto sobre os demais pontos do dissídio. A ministra propôs manter a data-base da categoria, considerar a greve não abusiva e permitir a compensação dos dias parados.

Ela também propôs que as condições definidas na sentença normativa sejam aplicadas a todos os empregados dos Correios, tenham ou não participado da paralisação. A relatora sugeriu ainda rejeitar pedidos da Findect que não correspondam à proposta apresentada pelos Correios, como o vale-cultura e o adicional de complexidade.

Um dos principais pontos de disputa entre os trabalhadores e os Correios é o plano de saúde. Sobre o tema, a relatora propôs manter a redação apresentada pela própria empresa, repetindo o que já havia sido estabelecido no julgamento anterior.

Entenda

Os funcionários dos Correios entraram greve por tempo indeterminado no último dia 10 de setembro. A decisão foi aprovada durante assembleias realizadas pela Findect (Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares) em diversas regiões do país.

Segundo a Findect, a greve marca uma nova etapa da campanha salarial, após as negociações terminarem sem acordo.

Segundo a entidade, um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde dos trabalhadores. Os Correios propuseram alterar sua condição de mantenedora do plano, isto é, a responsável por prover os recursos financeiros, administrativos e estruturais para o funcionamento do benefício.

"Com a greve deflagrada, o momento agora é de ampliar a mobilização, fortalecer a organização nas unidades e cobrar uma resposta da direção dos Correios e do governo federal. A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil", diz a entidade em nota.

No último dia 10, o Tribunal Superior do Trabalho reuniu representantes dos Correios e das federações sindicais Fentect e Findect em tentativa de acordo por meio da mediação. Mesmo com a manutenção de 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho e da recomposição da inflação sobre salários e benefícios, não houve consenso.

Em nota, os Correios afirmaram que acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação. Entre as medidas adotadas está a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

A paralisação acontece em um momento que os Correios implementam um plano de reestruturação financeira. O crédito é uma das frentes do plano de reestruturação dos Correios para 2025–2027. Além da captação de recursos, o programa prevê medidas para reduzir despesas, elevar receitas e vender ativos.

Na apresentação do plano, os Correios estimaram uma redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e obtenção de R$ 1,5 bilhão com venda de imóveis.

Entre as medidas estão ainda o PDV (Programa de Demissão Voluntária), renegociação de contratos e passivos, mudanças no plano de saúde dos funcionários e fechamento de parte das agências.

Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo consecutivo desde 2021. Somente no primeiro semestre de 2026, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões.