Campanha nacional é antecipada para proteger população antes do pico de circulação do vírus; mais de 14 mil casos graves já foram registrados neste ano.
Por Redação g1
Vacinação contra gripe começa neste sábado (28) em todo o país.
Brasil já soma mais de 14 mil casos graves respiratórios em 2026.
Campanha prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças.
Gripe pode evoluir para quadros graves, como pneumonia.
Vacina reduz risco de internações e mortes, mesmo sem impedir todos os casos.
Campanha de vacinação começa neste sábado (28) em todo o país. — Foto: Prefeitura de Cabo Frio
A vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em todo o país em um cenário de aumento de doenças respiratórias.
Dados do Ministério da Saúde indicam mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026 —com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.
A estratégia de imunização, com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, tenta justamente antecipar esse avanço. A ideia é proteger a população antes do período de maior circulação do vírus, quando historicamente crescem as internações.
Por que a campanha começa agora
A lógica da vacinação não é reagir ao pico —é chegar antes dele.
O vírus da gripe tende a se espalhar com mais intensidade nos meses seguintes, e o organismo precisa de tempo para desenvolver proteção após a aplicação.
Adiar a vacinação, portanto, aumenta o risco de infecção em um momento de maior circulação viral.
Quem está no foco da campanha
Neste primeiro momento, a vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é direcionada aos grupos com maior risco de complicações.
Entram nessa lista idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais de áreas essenciais, como saúde e educação.
A priorização leva em conta o risco maior de hospitalização e morte nesses públicos, segundo o Ministério da Saúde.
Pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários podem receber a vacina na rede privada.
Em alguns casos, doses remanescentes da campanha pública são liberadas depois, mas isso depende de disponibilidade e não deve ser considerado uma estratégia.
Situações comuns: quando adiar a vacina
Quadros leves, como coriza ou mal-estar discreto, não impedem a vacinação.
Já sintomas mais intensos, especialmente com febre, indicam que o ideal é aguardar a recuperação.
Quem teve Covid-19 ou gripe recentemente também pode se vacinar, desde que já esteja sem sintomas relevantes.
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