Projeto foi acordado com o Executivo após trabalhadores fazerem dois dias de greve em SP

18/08/2026 • 20:19 • Atualizado em 18/08/2026 • 20:19

CPTM
Reprodução/Agência SP
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (18), o projeto de lei que autoriza a absorção de empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por outros órgãos da administração pública estadual. A proposta visa garantir a estabilidade profissional dos trabalhadores de linhas que foram ou serão concedidas à iniciativa privada.
O texto estabelece que os funcionários das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade poderão ser reaproveitados por diversas modalidades legais, como redistribuição, cessão, aproveitamento ou remanejamento, sendo que os critérios específicos ainda serão regulamentados por decreto. A proposta tramitou em regime de urgência, passando por reuniões conjuntas de comissões antes de chegar ao Plenário.
A decisão do Legislativo surge como uma resposta a um cenário de forte instabilidade no setor ferroviário. No início de agosto de 2026, os trabalhadores das linhas 11, 12 e 13 realizaram uma greve de dois dias motivada pelo impasse trabalhista gerado pela transição operacional. Na ocasião, o sindicato da categoria alertou para o risco de demissão de cerca de 500 funcionários.
A tensão aumentou após a CPTM ter de reassumir temporariamente o controle desses ramais por 90 dias, devido a sucessivas panes graves e problemas operacionais registrados sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens. O acordo que encerrou a paralisação foi mediado por uma audiência de conciliação entre o governo, a companhia e o sindicato, onde foi acordado o projeto de lei aprovado agora.
Com a aprovação na Alesp, o projeto de lei segue agora para a sanção do governador, consolidando a segurança jurídica para o reaproveitamento dos ferroviários em outras frentes da administração estadual.













