domingo, 22 de fevereiro de 2026

Gestão privada em presídios avança no Congresso, mas tem resistência da esquerda

 

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Imagem ilustrativa. (Foto: Albari Rosa / Arquivo Gazeta do Povo)

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Três projetos com tramitação avançada no Congresso propõem ampliar a participação da iniciativa privada em presídios, permitindo que empresas assumam a gestão administrativa e ofereçam educação, saúde e trabalho aos detentos. As propostas enfrentam resistência de setores da esquerda, que veem nelas uma tentativa de privatizar o sistema penitenciário.

Em dezembro, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto que autoriza empresas privadas a atuarem em áreas como alimentação, vestuário, saúde, educação e atividades esportivas nos presídios, por meio de parcerias público-privadas. O texto, de relatoria do deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

No Senado, dois projetos com enfoque semelhante também avançaram no mesmo mês, ambos também de parlamentares da oposição. Um deles, relatado pelo senador Márcio Bittar (PL-AC), permite a terceirização de serviços de assistência material, jurídica, educacional, social, religiosa e de saúde. O outro, do senador Alan Rick (União-AC), autoriza que entidades privadas gerenciem o trabalho e a formação profissional de presos, incluindo a oferta de oficinas nos presídios.

A Lei das PPPs, em vigor desde 2004, já permite que o poder público contrate empresas para a prestação de serviços e obras em presídios, e a própria Lei de Execução Penal admite que atividades de apoio e serviços materiais dentro dos presídios sejam executados por terceiros. Com essa combinação, o funcionamento das PPPs em presídios já tem base legal.

Os projetos, contudo, podem dar mais segurança jurídica ao modelo e impulsioná-lo no Brasil. É o que pensa Leonardo Grilo, presidente da Gestores Prisionais Associados (GPA) – empresa responsável pela primeira PPP para presídios do Brasil, no Complexo Penitenciário de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais. "O que eu vejo [com os projetos] é maior segurança jurídica para que as atividades ofertadas sejam ampliadas", afirma.

Relatório do CNJ é positivo, mas esquerda radical é contra o modelo

No último relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado em agosto de 2025, a penitenciária administrada pela GPA teve suas condições classificadas como “excelentes”. Apenas 60 dos 2.222 presídios do Brasil tiveram essa mesma avaliação, o que corresponde a 2,95% do total do país.

As penitenciárias brasileiras que têm suas condições avaliadas como péssimas são 24,7%. Pouco mais de um terço dos presídios do Brasil são classificados pelo CNJ como "regulares" (34,4%). Os bons são 15,4%, e os ruins são 6%.

Mesmo com os bons resultados da primeira experiência, há uma resistência à expansão das PPPs em presídios no Brasil, que parte principalmente de parlamentares mais radicais ligados a partidos como PT e PSOL, além de movimentos sociais e organizações de direitos humanos com o mesmo viés. O presidente Lula tem sido criticado até por aliados por já ter permitido alguns leilões para PPPs no atual governo.

Em 2024, o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse que considera PPPs em presídios "uma coisa inaceitável", e que inclusive havia questionado o governo Lula por não se opor à ideia.

Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, também era um crítico pesado do modelo. "Isso não deu certo em lugar nenhum. Abre espaço para que interesses que não são públicos se imiscuam em um lugar ultra problemático e para que agentes privados façam a execução da pena ou apliquem a medida socioeducativa", disse em 2024.

Críticos do modelo costumam dizer que as PPPs prisionais abrem espaço para a privatização do poder de punir, tratam o preso como fonte de lucro e podem estimular o encarceramento em massa. Já seus apoiadores afirmam que as PPPs melhoram a estrutura dos presídios, oferecem serviços mais dignos e aumentam as chances de o preso estudar e trabalhar durante o cumprimento da pena.

"Em projetos bem estruturados, bem regulados e bem fiscalizados, a tendência de entrega de resultados satisfatórios é muito alta. Mas é fundamental que sejam contratos bem desenhados, bem regulados, bem fiscalizados. E é importante que exista entre o contratante, que é o poder público, e a contratada uma relação de parceria", afirma Leonardo Grilo.

O empresário compara a experiência da penitenciária de Ribeirão das Neves com o sistema convencional e garante que, na PPP que ele administra, há muito mais presos em atividades profissionais ou de educação do que em presídios puramente públicos.

"Nós temos cerca de mil presos trabalhando e 1.400 presos em atividades de ensino. Veja que, em um presídio convencional, muitas vezes os níveis de ocupação da mão de obra carcerária são inferiores a 10% da população. Na escola, 15% a 20%. Em um universo de 2.164 presos, temos mil presos trabalhando. São mais de 40% da população carcerária trabalhando e auferindo renda. Na educação, com 1.400, estamos falando de cerca de 60% dos presos envolvidos em algum tipo de atividade escolar. Esses números são muito superiores aos números do sistema convencional. O preso na PPP é, de fato, assistido de uma forma integral", comenta.

Leilões recentes podem impulsionar PPPs em presídios no Brasil

Até hoje, o Complexo Penal de Ribeirão das Neves (MG), pioneiro no país, continua sendo a única experiência mais sólida do modelo de PPP no sistema prisional brasileiro, excluídas as parcerias para terceirização de serviços pontuais.

O projeto está em funcionamento desde 2013 e é frequentemente citado como referência para defender a expansão do modelo. Nos últimos anos, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também avançaram com contratos de PPP. Em Erechim (RS), a obra está em andamento, e em Blumenau (SC), uma PPP foi contratada em dezembro de 2025 com previsão de abertura de cerca de 3 mil vagas.

Outros estados, como Espírito Santo, Paraná e São Paulo, estão em fases distintas de planejamento. Há também casos de fracasso, como a PPP de Itaquitinga, em Pernambuco, encerrada antes de entrar em operação.

Em Santa Catarina, além de Blumenau, havia a previsão para a construção de presídios com PPPs em Chapecó, Xanxerê e Lages, mas, no fim do ano passado, o Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) determinou a suspensão cautelar do processo de contratação, apontando supostas irregularidades no julgamento de técnica e preço por parte da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE).

Além dos leilões, o debate sobre PPPs em presídios pode ganhar impulso no Brasil em 2026 entrando no bolo das discussões do Congresso sobre segurança pública. Na abertura do ano legislativo, no início do mês, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elencou essa área como uma das prioridades do Legislativo para este ano.



Recorde de afastamentos torna IA no RH essencial para NR-1

 


Colunista Analice Nicolau

20/02/2026 12h25

Com 530 mil casos em 2025, People Analytics da Factorial mapeia riscos psicossociais e evita passivos bilionários para empresas

Em 2025, o Brasil registrou 530 mil afastamentos por transtornos mentais segundo o Ministério da Previdência, com Justiça do Trabalho consumindo R$ 50 bi em sentenças, números que gritam urgência para o RH de 2026. A NR-1 atualizada exige gerenciamento de riscos psicossociais no PGR, transformando bem-estar em compliance obrigatório. 

Factorial, HRTech unicórnio barcelonita presente no Brasil desde 2022 (US$ 200 mi em aportes Tiger Global), reposiciona RH como intérprete de dados. “Não somos mais executores, somos preventores. IA tira o RH da gaveta da NR-1 para o cuidado real”, afirma Renan Conde, CEO Brasil, com 80 mil empresas atendidas como O Boticário e Rock in Rio. Sua expertise global entrega ferramentas que mapeiam o invisível antes do colapso.

People Analytics cruza horas extras com absenteísmo, detectando burnout em departamentos inteiros, intervenção cirúrgica que evita afastamentos. Escuta ativa via pesquisas anônimas processadas por IA capta “humor” em tempo real, diagnosticando clima tóxico sem filtros humanos. Automação do PGR atualiza riscos dinamicamente, gerando provas auditáveis para fiscalizações, ou seja, adeus a passivos surpresa.

Empresas como Play9 e Unimed já colhem: 78% dos profissionais usam IA rotineiramente segundo estudo da Factorial global, otimizando tempo, cortando custos e focando no humano. Fundada em 2016 por Jordi Romero e Bernat Farrero, a startup opera em 9 países, digitalizando RH/DP com IA preditiva, do inventário de riscos à otimização estratégica.

NR-1 não é burocracia, é oportunidade bilionária disfarçada. Sem prevenção, RH vira hospital de campanhas; com IA Factorial, vira consultoria interna de performance. Renan Conde resume: “2026 exige RH visionário: dados viram escudo contra o imprevisível.” Líderes atentos migram do reativo para o preditivo agora, ou pagam o preço em 2027.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Custo alto afasta quase 60% dos brasileiros dos planos de saúde

 


De acordo com informações do Valor Econômico, em reportagem publicada no dia 20 de fevereiro, quase 60% dos brasileiros já deixaram de usar o plano de saúde por causa do custo. O dado acende um alerta não apenas para o setor de saúde suplementar, mas também para empresas que dependem desse benefício como ferramenta estratégica de gestão de pessoas.

A informação faz parte do Relatório Global sobre Saúde Corporativa de 2026, elaborado pela Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade. O estudo ouviu 442 empregadores, sendo 27 no Brasil, e 1.460 funcionários de empresas, traçando um panorama detalhado dos desafios enfrentados pelo setor.

Os números mostram um cenário preocupante: 54,2% dos entrevistados globalmente e 59,2% no Brasil afirmaram que os custos, como a coparticipação, já os impediram de buscar atendimento médico quando necessário. O avanço desse modelo nos planos corporativos brasileiros tem sido uma das principais explicações para o fenômeno.

“Para buscar maior controle de utilização e viabilizar a sustentabilidade do segmento, as operadoras de saúde precisaram disponibilizar para as empresas clientes outras formas de controle, e sem dúvida, o aumento dos contratos com coparticipação é reflexo disso”, afirma Cláudia Machado, vice-presidente de benefícios da Howden Brasil.

“Além disso, nos últimos anos, o mercado de saúde privada investiu muito no controle de fraudes, implementando mecanismos de checagem e controle para pagamentos de reembolso, códigos de uso único para liberação de atendimento na rede credenciada, biometria facial, entre tantos outros. Tudo isso faz com que o paciente tenha que assumir parte do custo do seu tratamento. A chave aqui é o equilíbrio. Todas essas medidas são necessárias e importantes, mas a dose do remédio não pode se transformar no veneno.”

Esse movimento tem consequências diretas dentro das empresas. Ao evitar cuidados médicos por conta dos custos, os trabalhadores tendem a agravar quadros de saúde, o que impacta diretamente na produtividade e nos custos corporativos.

“Os custos [desse cenário] são altos”, diz Machado. “Envolvem afastamentos temporários ou definitivos, absenteísmo, presenteísmo, e principalmente, queda de performance. Somam-se a isso os custos de treinamento e substituição do time.”

A tendência é de aumento contínuo. Segundo o levantamento, 93% dos empregadores ouvidos globalmente esperam que o custo dos benefícios de saúde volte a subir em 2026.

Saúde mental entra no centro da discussão

Além do acesso aos serviços médicos, o relatório evidencia um ponto cada vez mais sensível no ambiente corporativo: a saúde mental.

Globalmente, 49% dos funcionários buscaram algum tipo de assistência psicológica no último ano. Ainda assim, 16% disseram não se sentir confortáveis em utilizar os serviços oferecidos pelas empresas, principalmente por receio de exposição ou impactos na carreira.

Para Cláudia Machado, esse comportamento está diretamente ligado ao estigma ainda presente nas organizações.

“Infelizmente, a experiência com nossos clientes comprova a realidade dos dados. Saúde mental é um tema complexo, que envolve questões pessoais e profissionais, e o receio da exposição e uma retaliação ou prejuízo na carreira acabam levando algumas situações ao limite, e agravam os prejuízos”, comenta Machado, pontuando que “o custo desse silêncio é alto”.

O impacto já aparece nas estatísticas. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por questões relacionadas à saúde mental, o segundo maior número da série histórica do Ministério da Previdência. Casos de ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior e já representam o segundo principal motivo de afastamento do trabalho no país, atrás apenas das doenças da coluna.

“A expectativa de como será o retorno ao trabalho [após um afastamento por saúde mental] também é um ponto. Se o retorno ao trabalho após uma cirurgia ortopédica pode ser complicado, o retorno após um afastamento por burnout pode ter impactos mais difíceis de serem geridos: os colegas temem aproximar-se e serem invasivos, a liderança não sabe como cobrar e receia uma acusação de assédio, os liderados temem uma reação desproporcional, e a empresa teme uma crise reputacional. Prato feito para problemas sérios de performance.”

Apesar disso, há sinais positivos. O estudo aponta que 79,9% dos trabalhadores globalmente se dizem confortáveis ou muito confortáveis com as opções de tratamento oferecidas pelas empresas. No Brasil, esse índice sobe para 92,6%, indicando maior aceitação dos benefícios disponíveis.

Benefício estratégico na disputa por talentos

Mesmo diante dos desafios, o plano de saúde segue como um dos principais diferenciais competitivos no mercado de trabalho.

De acordo com o relatório, 55% dos respondentes globalmente e 78% no Brasil afirmam que ter um bom plano de saúde ajuda a atrair talentos. Já para 74% globalmente e 78% no Brasil, o benefício é essencial para a retenção de profissionais.

“No Brasil, estar empregado representa um diferencial importante no acesso a saúde”, pontua Machado.

Outro dado reforça esse cenário. 60% dos entrevistados globalmente e 63% no Brasil afirmam que tendem a permanecer mais tempo em empresas que oferecem um bom pacote de assistência médica. Além disso, 63% globalmente e 80% no Brasil dizem que o benefício impacta diretamente na produtividade.

“A dificuldade de acesso à saúde pública, que apresenta tempo alto de espera para atendimento, faz com que funcionários atendidos por bons planos de saúde tenham menos absenteísmo, presenteísmo e se tratem com mais assertividade”, conclui Machado.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

PEC da Segurança inclui redução da maioridade penal para crimes hediondos

 

Proposta prevê referendo até 2028 para que a população decida sobre a responsabilização criminal de jovens a partir de 16 anos em casos de crimes graves

Da redação

Por Da redação

PEC da Segurança inclui redução da maioridade penal para crimes hediondos
PEC da Segurança é discutida no Congresso
Lula Marques/Agência Brasil

A discussão sobre a redução da maioridade penal no Brasil, estagnada há mais de três décadas no Congresso Nacional, retorna ao centro do debate legislativo. O tema foi oficialmente incluído no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida foca especialmente em crimes hediondos, cometidos com violência ou grave ameaça, e propõe uma mudança estrutural na forma como o Estado brasileiro lida com delitos praticados por adolescentes.

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Atualmente, a legislação brasileira estabelece que a responsabilidade criminal plena ocorre apenas a partir dos 18 anos. Jovens abaixo dessa idade que cometem infrações ficam sujeitos a medidas socioeducativas, com tempo máximo de internação limitado a três anos, independentemente da gravidade do ato. Relatos de familiares de vítimas, como Marisa Rita Deppman e Ari Friedenbach, reforçam o clamor de setores da sociedade que consideram a punição atual insuficiente diante de crimes brutais.

Proposta de referendo e cenário internacional

O relator da PEC na Câmara, Mendonça Filho, sugere a realização de um referendo popular até o ano de 2028. O objetivo é permitir que os cidadãos decidam se a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos em situações específicas de violência. Segundo Mendonça Filho, a intenção é oferecer uma resposta legal distinta das medidas socioeducacionais vigentes, submetendo os jovens à legislação penal comum quando envolvidos em crimes de alto impacto.

No cenário internacional, diversos países já adotam idades de responsabilidade penal inferiores à brasileira. Na Itália e na Alemanha, o limite é de 14 anos; na França, 13 anos; na Inglaterra, 10 anos; e na Escócia, o marco inicial é de 8 anos. Recentemente, a Argentina também decidiu reduzir sua maioridade penal para 14 anos.

Para o jurista Edilson Bonfim, a mudança é necessária para enfrentar a realidade das organizações criminosas, que utilizam jovens entre 16 e 18 anos como instrumentos para a prática de crimes hediondos, aproveitando-se da proteção legal atual. Segundo sua avaliação, a medida garantiria que essa faixa etária estivesse sujeita à mesma legislação penal aplicada aos adultos em casos idênticos.

Divergências políticas no Congresso

A inclusão do tema na PEC da Segurança Pública aprofunda a divisão política em Brasília. A oposição manifesta apoio integral ao projeto, defendendo que a redução da maioridade penal é um passo fundamental para combater a impunidade e reduzir os índices de violência no país.

Por outro lado, o Governo Federal mantém-se contrário à proposta. A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados já sinalizou que o texto é considerado inegociável dentro do pacote da PEC da Segurança. O impasse deve marcar as próximas etapas de negociação do projeto no Legislativo.

Quer ser mesário? Justiça Eleitoral mantém inscrições pela internet





 O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) de São Paulo divulgou que as inscrições para mesários voluntários que desejam atuar nas eleições deste ano estão abertas e podem ser feitas pela internet, no site do órgão.


Além da ficha de inscrição, a página reúne informações sobre a função, benefíciose as principais dúvidas a respeito de treinamento e convocação, entre outros assuntos.


A Justiça Eleitoral paulista lançou a campanha para que busca incentivar as inscrições com peças que destacam experiências positivas de mesários voluntários da vida real. Os cartazes da campanha foram enviados às zonas eleitorais do estado para divulgação local.


As inscrições para mesários voluntários também podem ser feitas por meio do aplicativo e-Título ou diretamente nos cartórios (consulte a unidade mais próxima).


Como regra, qualquer pessoa maior de 18 anos e em situação regular com a Justiça Eleitoral pode se tornar mesário ou mesária.


Entretanto, há algumas exceções: candidatas e candidatos, seus cônjuges e parentes até o segundo grau; membros de diretórios de partidos políticos com função executiva; autoridades e agentes policiais; funcionários e funcionárias do Executivo em cargos de confiança; pessoas que pertencem ao serviço eleitoral; agentes de segurança penitenciária, de escolta e vigilância penitenciária e guardas civis municipais, mesmo que a título voluntário.


Benefícios para os voluntários


• Dois dias de folga para cada dia trabalhado.


• Dois dias de folga para um ciclo completo de treinamento, em qualquer modalidade (presencial ou on-line).


• Certificado dos serviços prestados à Justiça Eleitoral.


• Auxílio-alimentação por dia de atuação (com valor de R$ 65 para as eleições de 2026, conforme Portaria nº 86/2025 do TSE).


• Preferência no desempate em concursos públicos (se previsto em edital).


• Utilização das horas trabalhadas para atividades complementares em faculdades.


Nas eleições municipais de 2024, 52% dos cidadãos que atuaram na linha de frente da votação em todo o país participaram de forma espontânea.


➡️ Leia mais no metropoles.com


🤳Tânia Rêgo-Agência Brasil

Adolescente relata ter sido vítima de assédio sexual em unidade da Fundação Casa

 



Segundo a Instituição, vítima foi transferida e caso é investigado pela polícia

Por Luis Filipe Santos

Um adolescente que cumpre medidas socioeducativas relatou ter sofrido assédio sexual dentro de uma unidade da Fundação Casa por outro interno na Vila Maria, na zona Norte de São Paulo. O caso teria ocorrido em 20 de dezembro e foi relatado para a equipe psicossocial da unidade em 23 de janeiro.

Segundo a vítima, a violência ocorreu no quarto em que estava na noite de 20 de dezembro, mesmo espaço onde o agressor cumpria a medida socioeducativa determinada.

Caso de assédio sexual ocorreu na Fundação Casa da Vila Maria, em São Paulo
Caso de assédio sexual ocorreu na Fundação Casa da Vila Maria, em São Paulo Foto: Reprodução/Google Street View
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A Fundação Casa afirmou que não houve estupro no caso, mas não esclareceu qual teria sido o abuso cometido. A instituição disse que a vítima foi acolhida e levada para consulta médica.

Posteriormente, o boletim de ocorrência foi registrado por uma pessoa ligada à fundação no 30º DP (Tatuapé), e transferido para o 81º DP (Belém). A Polícia Civil investiga o caso, assim como a Corregedoria da Fundação.

A oitiva imediata do adolescente é prevista em lei, já que menores de 18 anos vítimas de violência têm direito a escuta especializada e a depoimento especial. O delegado de plantão requisitou exame sexológico ao IML (Instituto Médico Legal).

Segundo a Fundação Casa, o jovem agredido pediu para ser transferido para outra unidade e foi atendido no mesmo dia. O episódio não motivou o afastamento de nenhum servidor, e a fundação afirmou que a chefia da unidade foi trocada em fevereiro por decisão administrativa sem relação com a ocorrência citada.