quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dia Mundial de Conscientização do Autismo – 2 de Abril


 

O Blog Agentes na Net reforça a importância do dia 2 de abril, data dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais do que uma data simbólica, é um momento de reflexão, respeito e compromisso com a inclusão.

O autismo não é uma doença, mas uma condição que faz parte da diversidade humana. Cada pessoa no espectro possui suas próprias características, habilidades e desafios. Por isso, é fundamental combater o preconceito e promover informação de qualidade, garantindo direitos, dignidade e oportunidades para todos.

A conscientização começa com atitudes simples: respeitar as diferenças, ouvir mais, acolher e buscar conhecimento. A inclusão verdadeira acontece quando a sociedade se adapta para que todos tenham espaço, voz e igualdade de condições.

Neste dia, vestimos azul, levantamos a bandeira da empatia e reforçamos que inclusão não é favor — é direito.

Respeitar, entender e incluir: esse é o caminho.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Briga entre adolescentes termina com ferido na Fundação Casa



Uma briga entre dois adolescentes terminou com um jovem ferido na tarde do último domingo (29), na unidade da Fundação Casa, emAraçatuba.

A confusão aconteceu por volta das 18h30, quando dois internos, de 13 e 14 anos, desceram de um dos dormitórios e entraram em vias de fato.

Durante a agressão, o adolescente de 13 anos sofreu escoriações no nariz e precisou ser atendido no ambulatório da própria unidade.

Ainda segundo o registro policial, foi necessária a intervenção dos agentes para conter os envolvidos e encerrar a briga.

A direção da unidade comunicou o caso à polícia, e foi expedida requisição para exame de corpo de delito no jovem ferido.

A ocorrência foi registrada como ato infracional análogo a lesão corporal, e o caso será apurado pelas autoridades competentes.

Matéria atualizada em 01/04/2026 10:05


Alesp aprova aumento de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos

Proposta do Executivo abarca cerca de 198 mil servidores, entre ativos e inativos; parlamentares criticaram tamanho do reajuste e ausência de policiais penais
31/03/2026 19:30 | Plenário | João Pedro Barreto - Fotos: Rodrigo Romeo

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, na noite desta terça-feira (31), o aumento salarial de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos. O PL 226/2026 foi enviado à Casa pelo Executivo há menos de duas semanas e recebeu o aval do Plenário de forma unânime. Agora, o texto segue para sanção do governador e deverá produzir efeitos já a partir de 1° de abril.

O aumento vai incidir sobre os vencimentos de todas as classes e carreiras da Lei Complementar 731/1993. Segundo o Governo, isso abrange mais de 198 mil servidores entre ativos e inativos. O impacto orçamentário será, em 2026, de pouco mais de R$ 1 bilhão.

"A saúde fiscal do estado não sofrerá qualquer risco no presente ano, nem nos dois anos subsequentes", afirma a Secretaria da Segurança Pública (SSP) na justificativa da propositura. Nos próximos anos, o impacto será de pouco mais de R$ 1,75 bilhão.

Nos âmbitos das polícias Civil e Técnico-Científica, serão beneficiados com a nova legislação delegados, escrivães, investigadores, peritos criminais, agentes de telecomunicações, médicos legistas, auxiliares de necropsia, papiloscopistas e seus auxiliares, fotógrafos e desenhistas técnico-periciais, atendentes de necrotério, carcereiros e agentes policiais. Também receberão aumento o delegado-geral de Polícia e o superintendente da Polícia Técnico-Científica.

No âmbito da Polícia Militar, estão abarcadas todas as patentes, de soldados a coronéis, incluindo também o comandante geral da PM. "Não é o suficiente ainda pelo trabalho que as polícias exercem, mas é um esforço grande dentro do Orçamento que o Governo tem. Isso incentiva os policiais a trabalharem melhor, porque terão condições de dar mais assistência a suas casas e famílias. É um incentivo para que prestem um serviço com cada vez mais qualidade", disse o líder do Governo na Alesp, deputado Gilmaci Santos (Republicanos).

Valorização

O projeto foi alvo de amplo debate durante a tramitação. Nas comissões, parlamentares defenderam um reajuste maior para os agentes da Segurança. "Não é razoável os policiais de São Paulo não serem os mais bem pagos do Brasil", disse o presidente da Comissão de Segurança Pública e Administração Penitenciária da Alesp, deputado Major Mecca (PL).

Ele disse não concordar com o valor de 10%. Na sua opinião, o valor deveria ser, no mínimo, 14,3%, o que corresponderia a um aumento real de 10% acima da inflação. "O turno de serviço de um policial não é menos de 16 horas por dia e isso deve ser levado em consideração pelo governo na política de valorização e reconhecimento", defendeu Mecca.

O deputado Reis (PT) foi outro a criticar a colocação do estado no ranking salarial de agentes de Segurança. "Temos estados pobres e em condições piores pagando mais aos seus policiais que São Paulo", afirmou.

O parlamentar enfatizou que os salários defasados, principalmente no caso de patentes mais baixas, obriga policiais a vender dias de folga e trabalhar quase todos os dias do mês para "fechar as contas". "O índice de estresse vai lá em cima. O policial se mata de trabalhar e não tem tempo para a família."

Já o deputado Capitão Telhada (PP), por sua vez, enalteceu o esforço do Executivo para que chegasse ao valor enviado ao Parlamento. "Brigamos pelos dois dígitos, o que era um compromisso da atual gestão. Vimos a SSP fazer ajustes no próprio orçamento para chegar a esse valor acima da inflação. Não nos deixa sorridentes, felizes e saltitantes, porém precisamos ter compromisso com a verdade", defendeu.

O parlamentar ainda enfatizou que o atual Governo, com a aprovação do PL 226/2026, chegará a 35% em aumentos aos policiais desde o início da legislatura. Em 2023, o Executivo concedeu uma média de 20% de aumento de forma escalonada para os agentes. Em 2024 não houve aumento, mas, em maio do ano passado, a Casa aprovou um reajuste de 5%.

Inclusão policiais penais

Outro ponto de crítica dos parlamentares foi a ausência dos policiais penais no projeto. A proposta inclui apenas agentes no escopo da SSP e não abrange os da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

"Apesar de serem da SAP, são policiais que desempenham papel estratégico no funcionamento no sistema de Justiça criminal e atuam diretamente na contenção da criminalidade e na manutenção da ordem no ambiente prisional. Sei o quanto é árduo esse serviço e como arriscam as vidas dentro dos presídios", disse a deputada Profª Camila Godoi (PSB). "Incluir os policiais penais seria de suma importância", pontuou a parlamentar.

O deputado Capitão Telhada também apontou que seria justo incluir essa categoria profissional. Já Carlos Giannazi (Psol) foi além e defendeu que policiais penais, motoristas de unidades prisionais e servidores da Fundação Casa estivessem no escopo do projeto.

Tramitação

Enviado pelo Executivo há menos de duas semanas, o projeto tramitou na Casa em regime de urgência e recebeu o aval das comissões permanentes na última quarta-feira (25). Ao todo, o PL 226/2026 recebeu 32 emendas. Todas foram rejeitadas pelo relator.

Assista à Sessão, na íntegra, na transmissão da TV Alesp:


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terça-feira, 31 de março de 2026

Lula sanciona projeto de lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias; veja regras

 

Por 
Ivan Martínez-Vargas
 e 
Jeniffer Gularte
 — Brasília

 


RESUMO

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil, de 5 para 20 dias de maneira gradual até 2029. Aprovado pelo Congresso, o texto também cria o chamado salário-paternidade, benefício pago pela Previdência Social durante o período de licença.

A ampliação será feita de maneira progressiva: para 10 dias em 2027, para 15 em 2028 e para 20 dias a partir de 2029. O afastamento é garantido em casos de nascimento, adoção ou guarda para fins de adoção.

Como fica:

  • Em 2027: 10 dias
  • Em 2028: 15 dias
  • Em 2029: 20 dias

— A mulher já conquistou o mercado de trabalho fora, mas o homem ainda não conquistou a cozinha, não aprendeu a ir para a cozinha. E essa lei aqui vai ensinar os homens a dar banho na criança, acordar de noite para cuidar da criança quando chora. Ele (o pai) vai ter que aprender a trocar fralda — afirmou Lula durante o ato em que assinou a lei.

A ministra Gleisi Hoffmann, que deixa nesta semana a pasta das Relações Institucionais para ser candidata ao senado pelo Paraná, também discursou.

— São 38 anos de espera para regulamentar e ampliar a licença-paternidade. Foi uma conquista conjunta da sociedade civil, com o parlamento e a nossa participação — disse Gleisi, que elogiou a autora do texto, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e os relatores da matéria na Câmara, Pedro Campos (PSB-PE) e no Senado, Ana Paula Lobato (PSB-MA).

A lei também equipara a licença-paternidade à licença-maternidade, o que assegura a estabilidade no emprego para os pais desde a comunicação ao empregador até um mês após o término da licença. A norma ainda permite o parcelamento do período. Também consta a prorrogação da licença em caso de internação da mãe ou do bebê, além da ampliação do afastamento quando o pai assume integralmente os cuidados.

Atualmente, embora a licença-paternidade seja direito previsto na Constituição, o tema nunca foi regulamentado em lei. Desde 1988, o benefício é aplicado com base numa regra provisória do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que fixa o prazo mínimo de cinco dias para o afastamento.

Na Câmara, a proposta chegou a prever uma ampliação maior da licença, que poderia alcançar até 60 dias. O texto, porém, enfrentou resistências devido ao impacto fiscal estimado e acabou sendo reduzido para um modelo escalonado que chega a 20 dias ao longo de quatro anos, com custo estimado de cerca de R$ 5,4 bilhões até 2030.

O que muda com a lei

  • O projeto cria o salário-paternidade, benefício previdenciário semelhante ao salário-maternidade. Enquanto a licença-paternidade corresponde ao período em que o pai poderá se afastar do trabalho após o nascimento do filho, o salário-paternidade é o valor pago durante esse período, equivalente à remuneração do trabalhador.
  • O texto prevê estabilidade provisória para o trabalhador após o período de licença, além de ajustes nas regras trabalhistas para garantir a manutenção do vínculo empregatício.
  • Se a mãe da criança morrer, o pai poderá usufruir licença de até 120 dias, nos mesmos moldes da licença-maternidade.
  • Incentivo para empresas ampliarem o benefício
  • A proposta inclui a licença-paternidade no Programa Empresa Cidadã, que concede incentivos fiscais a empresas que ampliam licenças familiares.
  • Proteção contra discriminação
  • O projeto altera normas da legislação trabalhista e previdenciária para impedir discriminação contra trabalhadores que utilizem o benefício e garantir remuneração integral durante o afastamento.

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