
As circunstâncias que causaram a morte de um interno da Fundação Casa nesta terça-feira (28) está sendo investigada pela Polícia Civil. O jovem de 18 anos cumpria medida socioeducativa em uma unidade em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
Em menos de um mês, ele relatou não se sentir bem e foi encaminhado cinco vezes a unidades de saúde, retornando ao internato sem receber um diagnóstico preciso. O jovem estava na Fundação Casa havia cerca de oito meses.
Em nota, a instituição lamentou a morte e disse que "apura internamente as circunstâncias do caso e colabora com as investigações das autoridades policiais".
O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita e lesão corporal --o que aponta para possível agressão. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que investiga a morte.
Segundo a Fundação Casa, a primeira queixa do jovem ocorreu em 22 de junho, quando apresentou os primeiros sintomas e foi encaminhado a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). De acordo com a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), após novos episódios de mal-estar, ele retornou para avaliação em outras três ocasiões -- nos dias 26 e 29 de junho e 6 de julho --, quando foram realizadas novas avaliações e prescrições médicas.
Em 10 de julho, após nova queixa sobre o quadro de saúde, o jovem foi encaminhado à UPA Itaquera. No local, teria tentado fugir, ação impedida pelo servidor da Fundação Casa que o acompanhava e pela equipe do hospital.
Como o quadro se agravou, o interno foi transferido para o Hospital Geral de São Mateus, onde permaneceu internado. Segundo a Fundação Casa, ele passou por exames, avaliações e procedimentos necessários para o acompanhamento clínico.
O governo afirmou que, durante o período de internação, o adolescente foi acompanhado por profissionais das áreas psicossocial e de enfermagem da unidade de Itaquera.
O Departamento de Execuções da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça disse que monitora a ocorrência e que poderá atuar, por meio do Juízo Corregedor da Fundação Casa, caso seja verificada alguma irregularidade.
A Justiça e o Ministério Público informaram que o processo está sob segredo.
A Defensoria Pública informou que não atua no caso, após a família ter contratado um advogado.



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