segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 de setembro, Independência do Brasil

 

O dia 7 de setembro é uma data comemorativa que relembra a declaração de independência do Brasil, realizada nesse mesmo dia em 1822.

O 7 de setembro é uma das datas comemorativas mais importantes do Brasil, justamente por abrigar um dos principais acontecimentos da nossa história: a nossa independência. Foi nesse dia, em 1822, que d. Pedro deu início a nossa trajetória como nação independente. Atualmente, o 7 de setembro é um feriado nacional que é marcado por comemorações públicas nas grandes cidades.

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História da Independência do Brasil

A independência do Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1822, quando, supostamente, d. Pedro (futuro d. Pedro I) proclamou o grito da independência às margens do Rio Ipiranga, na atual cidade de São Paulo. Com isso, o Brasil rompeu sua ligação com Portugal e consolidou-se como nação independente.

  • Quais foram as causas da independência?

A independência foi resultado de um processo de desgaste nas relações entre os colonos brasileiros, sobretudo da elite, com Portugal. Isso teve relação direta com a Revolução Liberal do Porto de 1820, mas podemos considerar que tudo começou com a transferência da família real portuguesa para o Brasil, em 1808.

A transferência da família real foi uma consequência da Era Napoleônica e motivada pela invasão de Portugal pelas tropas francesas. A mudança da família real portuguesa para o Rio de Janeiro foi, portanto, uma fuga. Após se instalar no Rio de Janeiro, foi iniciado o que ficou conhecido como Período Joanino.

Esse nome faz referência a d. João VI, regente que esteve à frente de Portugal e só se tornou rei português a partir de 1816. Aqui no Brasil, d. João VI realizou uma série de medidas que contribuiu para a modernização do Brasil, promovendo desenvolvimento econômico e florescimento cultural e artístico.

Duas medidas de destaque foram a abertura dos portos, em 1808, e a elevação do Brasil à condição de reino, em 1815. Com essa última medida, o Brasil deixou de ser uma colônia e tornou-se parte do reino português. Essa situação, no entanto, desagradava a muitos em Portugal. Assim, em 1820, estourou a citada Revolução Liberal do Porto.

Essa revolução mobilizou a elite de Portugal pelo desejo de reformas no país, que incluíam o retorno do rei para Lisboa. O ponto de partida para o processo de independência do Brasil foi, portanto, a intenção da Corte portuguesa (instituição à frente dessa revolução em Portugal) de revogar todas as medidas tomadas por d. João VI durante o Período Joanino.


  • Processo de independência do Brasil

Foi por causa da possibilidade de recolonização do Brasil que o nosso processo de independência iniciou-se. A elite econômica do país – nesse caso, a elite do Sudeste – não aceitava essa possibilidade porque afetaria seus interesses econômicos. Negociações estenderam-se durante 1820 e 1821, mas, a partir de 1822, o sentimento separatista começou a ganhar força.

Quem encabeçou a independência do Brasil foi o príncipe regente d. Pedro. À medida que a situação foi tornando-se irreconciliável, o príncipe foi convencido a liderar o processo de independência do Brasil. Em 7 de setembro de 1822, a situação mostrou-se insustentável, e o regente declarou a independência.

É importante dizer que o nosso processo de independência não foi pacífico, uma vez que houve resistência, o que resultou em batalhas em locais como Bahia, Pará e Cisplatina (atual Uruguai). As tropas ditas “brasileiras” venceram e conseguiram subjugar os movimentos de resistência.

Portugal acabou reconhecendo nossa independência em 1824, depois que os ingleses mediaram um acordo entre brasileiros e portugueses. O Brasil, como nação independente, organizou-se como uma monarquia e d. Pedro foi aclamado e coroado como imperador do Brasil. Assim, a partir de 1822, ele começou a ser de d. Pedro I.

Caso queira saber mais sobre todo o processo de independência do Brasil, sugerimos a leitura dos seguintes textos: Independência do Brasil e Guerras de Independência.


Feriado de 07 de setembro

O 7 de setembro é um dia extremamente importante para a nossa história. A memória coletiva em nosso país consolidou essa data como o dia em que d. Pedro realizou o grito da nossa independência, sendo esse acontecimento um marco de fundação de nosso país. Apesar disso, os historiadores atualmente não têm certeza se d. Pedro realizou, de fato, o Grito do Ipiranga.

Sendo considerado um dos marcos fundadores, a data é entendida como um momento importante para a memória coletiva do brasileiro e, por isso, deve ser celebrada. A importância da data é facilmente identificada pelo fato de que ela é um feriado nacional e é um dos três feriados que comemoram acontecimentos marcantes da história brasileira (os outros são o Dia de Tiradentes e o Dia da Proclamação da República).

Acesse também: Tiradentes, um dos grandes nomes da história brasileira

O 7 de setembro só foi transformado em feriado nacional durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, o primeiro presidente do Brasil após a ditadura de Vargas. Essa lei decretou a existência de sete feriados no calendário brasileiro e foi reforçada e modificada por uma lei assinada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

As duas leis foram as seguintes:

  • Lei nº 662, de 6 de abril de 1949;


  • Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002.

As comemorações da independência no Brasil acontecem sobretudo nas grandes cidades do Brasil e são marcadas por desfiles realizados pelo Exército brasileiro. Na capital, Brasília, são realizados desfiles de membros das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), assim como acontecem desfiles de bandas e até de veteranos da Força Expedicionária Brasileira, que lutou na Segunda Guerra.

Soldados desfilando no Dia da Independência do Brasil
No dia 7 de setembro, são realizados desfiles militares nas grandes cidades do Brasil.

A Esquadrilha da Fumaça, destacamento da Aeronáutica famoso por realizar exibições acrobáticas com aviões, faz exibições na capital. As comemorações de 7 de setembro são tão expressivas que, em 2018, por exemplo, cerca de 30 mil pessoas assistiram aos desfiles em São Paulo e Campo Grande, e 10 mil, em Florianópolis|1|.

Hino da Independência do Brasil

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa…
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.


Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temeis ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó! brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Créditos de imagem


|1| Desfile de 7 de setembro atrai milhares de brasileiros de Norte a Sul do país. Disponível em www.fab.mil.br/noticias/mostra/32744/

Bandeira do Brasil representando o Dia da Independência do Brasil.
O 7 de setembro é uma data comemorativa que relembra a declaração de independência do Brasil, realizada em 7 de setembro de 1822.
Crédito da Imagem: Shutterstock
Deseja fazer uma citação?
SILVA, Daniel Neves. 07 de setembro – Dia da Independência do Brasil. Brasil Escola, 2026. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/7-setembro-dia-independencia-brasil.htm. Acesso em 07 de setembro de 2026.

Fibromialgia: as pessoas que vivem com dores inexplicáveis e ainda lidam com a incompreensão dos outros

 

Por Fantástico

 

Uma dor que pode transformar um show, um sorriso ou até lavar a louça em um desafio. A fibromialgia atinge cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. e, para quem tem a síndrome, a dor é só uma parte do problema. Cansaço, alterações no sono e dificuldades para manter a rotina também podem fazer parte do dia a dia.

Agora uma nova lei federal ampliou a proteção a essas pessoas. Mas o que a ciência já consegue explicar sobre essa dor? Por que ela acontece? E como tratar uma doença que, muitas vezes, é invisível aos olhos de quem está de fora?

Neste episódio do podcast “Isso é Fantástico”, você ouve as entrevistas do repórter Pedro Vedova com o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, e com a psicóloga clínica Reny Oliveira.

Isabela Garcia relembra luta da mãe contra fibromialgia ao tratar do tema em novela

domingo, 6 de setembro de 2026

Deputado quer liberar porte de arma para investidores de criptomoedas sob risco de ataque físico

 

Projeto apresentado na Câmara quer liberar porte de arma para investidores de cripto em autocustódia sob risco de sequestro e extorsão

Uma pistola, munições e moeda de bitcoin sobre uma mesa

Foto: Shutetrstock

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) apresentou um projeto de lei para liberar o porte de arma de fogo a pessoas que possuem criptomoedas em autocustódia e podem ser alvo de coação física para transferir seus ativos. A proposta mira os chamados “wrench attacks” (ou “ataque de chave inglesa”), crimes em que vítimas são sequestradas, ameaçadas ou agredidas para entregar senhas, chaves privadas ou acesso a carteiras de criptomoedas.

O PL 5.297/2026, apresentado na sexta-feira (4), altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os “possuidores de ativos virtuais sob risco de coação física” entre as categorias com direito ao porte de arma de fogo. Pelo texto, esse porte teria validade nacional, nos termos de futura regulamentação.

A proposta não abrange qualquer investidor de criptomoedas. Para ter direito ao porte, a pessoa teria de preencher requisitos cumulativos: manter controle direto e exclusivo sobre ativos virtuais em autocustódia, sem uma empresa capaz de bloquear ou vetar a movimentação, e ter exposição pública relevante ligada ao mercado cripto. Isso inclui manifestações públicas em defesa de ativos virtuais ou atuação como fundador, sócio, administrador, dirigente ou figura publicamente associada a empresas do setor.

O projeto também prevê que o investidor seja potencialmente identificável como alvo de coação física para transferência de ativos digitais. Ao mesmo tempo, proíbe que a concessão do porte dependa da indicação de valores, endereços de carteiras, chaves criptográficas ou qualquer informação que permita localizar ou quantificar os criptoativos do requerente.

O texto ainda determina que os dados pessoais e informações prestadas para o pedido sejam sigilosos, com proteção reforçada pela Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. A justificativa é evitar que o próprio processo de solicitação do porte aumente o risco de exposição do titular dos ativos.

A proposta foi protocolada na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar pela tramitação legislativa antes de eventual votação.

Ataques físicos viram argumento para mudar Estatuto do Desarmamento

Na justificativa, Capitão Alden afirma que a autocustódia, feita por carteiras físicas ou virtuais, dá ao usuário controle sobre suas chaves privadas, mas também pode transformá-lo em alvo direto de criminosos. O projeto cita os “ataques de chave inglesa”, expressão usada no mercado para crimes em que a segurança digital deixa de ser o ponto fraco e a violência física passa a ser usada para obter acesso aos ativos.

O deputado argumenta que a tendência é mundial e menciona a França como um dos países com maior número de casos recentes. O texto também cita um sequestro registrado no Brasil em 2021, envolvendo um empresário ligado ao comércio de criptoativos, e afirma que outros cinco ataques semelhantes foram registrados no país em 2025.

O tema ganhou força no mercado cripto nos últimos anos. Levantamento da CertiK apontou que ataques físicos contra donos de cripto roubaram US$ 124 milhões no primeiro semestre de 2026. Foram 52 ataques do tipo wrench no período, alta de um terço em relação aos 39 casos registrados um ano antes.

A própria CertiK já havia registrado 72 ataques físicos ao longo de 2025, avanço de 75% sobre 2024. Um dos casos mais violentos ocorreu na França, com o sequestro do cofundador da Ledger, David Balland, e de sua esposa. Segundo relatos citados pelo Portal do Bitcoin, criminosos chegaram a decepar um dedo de Balland para tentar forçar o pagamento de resgate.

A justificativa do PL sustenta que esses crimes são planejados e que permitir o porte de arma às possíveis vítimas elevaria o risco para os criminosos, funcionando como desincentivo. Por isso, a proposta inclui esse grupo no rol de pessoas autorizadas ao porte previsto na Lei nº 10.826, o Estatuto do Desarmamento.

A proposta, porém, deve abrir debate. De um lado, defensores podem argumentar que investidores expostos e profissionais de cripto em autocustódia enfrentam riscos específicos, já que transferências em blockchain podem ser irreversíveis e acessadas diretamente por quem obtém as chaves privadas. De outro, críticos tendem a questionar se a ampliação do porte é a resposta adequada para crimes de sequestro, extorsão e lavagem de dinheiro, ou se o caminho deveria passar por investigação, inteligência policial, proteção de dados e protocolos de segurança.

Caso avance, o projeto criaria uma categoria inédita no Estatuto do Desarmamento: pessoas autorizadas a portar arma não por profissão tradicional de segurança ou risco institucional, mas por exposição patrimonial e pública ligada a ativos digitais. A discussão coloca no centro do debate um problema cada vez mais comum no mercado cripto: quando a proteção das chaves deixa de ser apenas uma questão tecnológica e passa a depender também da segurança física do investidor.

Votem 

Waldir Filé 

Deputado Estadual 

Número 77.777




Câmara aprova adesão do Brasil à convenção da OIT contra violência e assédio no trabalho

 

 

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (1º), a ratificação pelo Brasil da Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece medidas para prevenir e eliminar a violência e o assédio no mundo do trabalho. Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, a proposta está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 997/26 e será encaminhada agora para análise do Senado Federal.

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A aprovação foi recomendada pela relatora do projeto, deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Segundo ela, a permanência de situações de assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência nos ambientes de trabalho reforça a necessidade de fortalecer políticas de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores. A parlamentar também destacou possíveis impactos econômicos da prevenção, como a redução de afastamentos por adoecimento, a melhoria do clima organizacional, o aumento da produtividade e a diminuição da rotatividade.

Convenção amplia conceito de violência e assédio

A Convenção nº 190 define violência e assédio no mundo do trabalho como um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou ameaças dessas condutas, que podem ocorrer uma única vez ou de forma repetida e que tenham por objetivo, causem ou sejam suscetíveis de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos. O conceito também contempla especificamente a violência e o assédio de gênero.

Entre as medidas previstas está a adoção, pelos países que ratificarem a convenção, de legislação e políticas públicas voltadas à garantia do direito à igualdade e à não discriminação no emprego e na ocupação. As disposições abrangem diferentes grupos envolvidos no mundo do trabalho, incluindo empregados, trabalhadores autônomos, estagiários, aprendizes, voluntários, trabalhadores despedidos, candidatos a emprego e profissionais em cargos de chefia e gestão. A aplicação alcança ainda os setores público e privado, a economia formal e informal e as áreas urbanas e rurais.

Dados mostram dimensão do problema

Durante os estudos sobre a ratificação da convenção, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego, registrou 5.933 demandas relacionadas a práticas discriminatórias entre 2014 e 2021. Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) citados pela Câmara apontam ainda que aproximadamente 26 mil pessoas ingressaram com ações na Justiça em razão de assédio sexual no ambiente de trabalho entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021.

A aprovação na Câmara representa, portanto, uma nova etapa no processo de adesão do Brasil à Convenção nº 190 da OIT. O texto será agora analisado pelo Senado Federal antes de prosseguir na tramitação necessária à ratificação do acordo internacional