O cantor Rick, da dupla Rick & Renner, está desaparecido após o helicóptero em que viajava com o empresário Bruno Avelar perder contato nesta segunda-feira (21), na região de Urubici, na Serra de Santa Catarina.
Equipes de busca foram acionadas para tentar encontrar o helicóptero e os ocupantes.
Ainda não há informações confirmadas sobre a localização da aeronave ou sobre o que teria acontecido após a perda de contato. As circunstâncias são apuradas
Segundo a Polícia Civil, jovem estava em uma moto furtada e atropelou um guarda em Bertioga. Caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Por g1 Santos
Adolescente de 17 anos morre após ser baleado por GCM no litoral de SP
Um adolescente de 17 anos morreu após ser baleado por um guarda civil municipal em Bertioga, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o jovem foi atingido após atropelar outro guarda com uma moto furtada.
O caso aconteceu na madrugada de domingo (20), no bairro Boraceia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o menor morreu no local. A identidade dele não havia sido divulgada oficialmente até a última atualização desta reportagem.
Abordagem e menor baleado
Segundo a SSP-SP, o caso ocorreu durante uma abordagem da GCM a outro motociclista. Nesse momento, de acordo com a pasta, o adolescente surgiu em outra moto e atropelou um dos guardas.
Em nota, a Prefeitura de Bertioga afirmou que, após o agente ser atingido, outro guarda reagiu e disparou contra o adolescente, que foi atingido no peito.
Na garupa do menor baleado estava outro adolescente. Segundo a SSP-SP, ele foi ouvido pela polícia e entregue à responsável legal mediante assinatura de compromisso de comparecimento à Justiça da Infância e Juventude.
Adolescente foi atingido por disparo de GCM após atropelar um guarda em Bertioga (SP). — Foto: Reprodução
Investigação
A perícia foi acionada e a arma utilizada pelo agente foi apreendida para a realização dos exames periciais. A motocicleta usada pelo adolescente de 17 anos foi recuperada e entregue à proprietária.
O caso foi registrado na Delegacia de Bertioga como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Adolescente negro de 17 anos foi acusado de tentativa de roubo com base em descrição. Ele foi absolvido após 15 dias internado
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Cabelos volumosos e cacheados. Esta descrição fez com que o adolescente J., de 17 anos, passasse 15 dias entre diferentes unidades da Fundação Casa em São Paulo sob acusação de roubo. Inocente, o menor foi absolvido em 4 de setembro.
J. estava na calçada da casa de um amigo, na região central de São Paulo, na noite de 5 de agosto, quando os dois adolescentes foram abordados pela Polícia Militar (PM). Os agentes buscavam um suspeito que havia quebrado o vidro de um táxi para roubar o celular de uma passageira.
Com base na descrição dada pelo taxista, eles abordaram o estudante. “O taxista forneceu as características físicas e as vestes do autor, motivo pelo qual iniciaram patrulhamento nas imediações, logrando localizar um indivíduo com as mesmas características”, diz o boletim de ocorrência.
Segundo o registro policial, o suspeito “possuía cabelos raspados nas laterais e volumosos/cacheados na parte superior, utilizando um casaco de cor escura”. J. tem pele negra e black power cacheado, sem laterais raspadas, e vestia uma jaqueta preta no momento da abordagem.
Os policiais localizaram, revistaram os adolescentes na calçada e não encontrando nada ilícito. Na sequência, entraram no imóvel sem mandado judicial e encontraram em um armário da casa diversos celulares danificados. A mãe do amigo de J., e dona da residência, alegou que estava juntando os aparelhos para trocá-los por um novo. Nada estava sob posse do jovem.
O Metrópoles acessou os vídeos feitos pelas câmeras corporais dos agentes que atenderam a ocorrência. As imagens foram disponibilizadas pela corporação no processo que julgou J., mas mostram apenas os momentos finais da abordagem, e não a entrada no imóvel. A defesa solicitou a íntegra dos conteúdos, mas o Ministério Público do Estado (MPSP) considerou que o material encaminhado já era o suficiente para esclarecer o caso.
Os registros mostram que, com os adolescentes detidos na viatura, o tenente Gustavo Mitiuye Bosquê de Carvalho ligou para o taxista chamando-o ao local para reconhecer o suspeito.
“Lembra que eu falei que ia tentar achar? Eu entrei aqui e a gente conseguiu pegar o moleque. Ele mora tipo num barraco aqui perto. No barraco dele tem mais de 12 celulares roubados. Atrapalha o senhor ir lá com a gente na delegacia apresentar a ocorrência?”, perguntou. “Só pra deixar ele preso, porque senão amanhã ele tá aqui. Porque aí o carro do senhor tem vidro quebrado, tem mais materialidade. A passageira do senhor a gente encontrou ela aqui, ela tá até aqui comigo, só que o senhor era melhor porque o senhor viu certinho”, continuou o policial.
Quando o taxista chegou, o tenente mostrou uma foto de J. feita no momento da apreensão, e afirmou: “Acho que não tem muita dúvida porque só ele tem esse cabelo, né?”. O taxista apenas assentiu com a cabeça.
Esta forma de reconhecimento é irregular e contraria o que é determinado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o que prevê o Código de Processo Penal (CPP). Segundo as diretrizes, o suspeito deve ser colocado ao lado de, no mínimo, outras três pessoas que tenham semelhança física com ele, para ser reconhecido pela vítima.
“Tudo aconteceu porque os policiais induziram a vítima a reconhecer. Os policiais a todo tempo: ‘Ó, nós pegamos ele, tá aqui a foto, não é esse, não é esse? Você tem que falar que é esse, senão ele não vai sair da delegacia.’ Então todo esse erro partiu do policial”, disse o advogado Eduardo Bento, que representa o menor.
“Cabeludo”, “cabeludão” e “cabelinho”
As câmeras corporais mostram ainda que, a todo momento, durante a abordagem, os PMs se referem a J. como “cabeludo”, “cabeludão” e “cabelinho”.
“Só tem ele com esse cabelo aqui, vamos ser sinceros. Poucas pessoas usam esse cabelão black power, né? É difícil confundir a essa hora ele com outra pessoa”, afirmou o policial.
Quando outros agentes chegam ao local, o tenente resumiu a ocorrência a eles: “Tá de blusa azul e cabeludão”, disse, se referindo à descrição do taxista. “Ó lá o cabelinho dele aí, ó”, acrescentou o agente rindo
Os dois adolescentes foram levados de viatura até o 7º Distrito Policial, na Lapa. Na delegacia, J. foi acusado de ato infracional análogo ao crime de roubo. O amigo dele, branco, foi liberado