sábado, 28 de março de 2026

Adolescente apreendido em Caçapava por agressão e ameaça contra companheira é levado à Fundação CASA

 


Um caso de adolescente apreendido em Caçapava por agressão terminou com encaminhamento à Fundação CASA após a Polícia Civil ratificar o flagrante por atos infracionais análogos a lesão corporal e ameaça em contexto de violência doméstica, na noite desta quinta-feira (26/03).

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, de 19 anos, relatou que estava dentro do apartamento com o companheiro, de 17, quando ele passou a agir de forma agressiva, tomou o celular dela, fez ameaças e iniciou uma sequência de agressões físicas. O caso aconteceu na Vila Nossa Senhora das Graças.


O registro de adolescente apreendido em Caçapava por agressão aponta que a jovem foi empurrada, chutada, atingida na cabeça e chegou a apresentar sangramento corporal visível. Ainda conforme o boletim, ela também teria sido forçada a tomar banho para retirar vestígios de sangue do corpo e do ambiente.

O que diz o boletim sobre o adolescente apreendido em Caçapava por agressão

A vítima afirmou à polícia que, durante a confusão, objetos foram arremessados em sua direção, uma tesoura foi pega pelo agressor e houve ameaças de danos ao imóvel caso ele não encontrasse determinado objeto ou quantia em dinheiro. O boletim descreve ainda que ele revirou cômodos, rompeu objetos e usou itens para dificultar a saída da companheira do local

O caso ganhou contornos ainda mais graves porque a vítima só conseguiu escapar depois de se trancar no banheiro e, na sequência, pedir ajuda na portaria do prédio. A Polícia Militar foi acionada e garantiu a saída dela em segurança.

Fundação CASA no caso do adolescente apreendido em Caçapava por agressão

Após ouvir as partes, a autoridade policial entendeu que havia situação flagrancial e determinou a apreensão do adolescente, com base na gravidade dos fatos, na violência relatada e na repercussão social do caso. Ele foi encaminhado para a Fundação CASA de Taubaté.

Vale 360 News já acompanhou outros episódios de violência doméstica em Caçapava, como o caso do homem que agrediu a esposa com paulada, a ocorrência de tentativa de feminicídio com prato de micro-ondas e bloco de cimento e o caso em que um homem foi preso após agredir a mãe e ameaçá-la de morte.

Resumo da ocorrência

  • Cidade: Caçapava
  • Bairro: Vila Nossa Senhora das Graças
  • Natureza: ato infracional análogo a lesão corporal e ameaça em contexto de violência doméstica
  • Vítima: jovem companheira do adolescente
  • Encaminhamento: adolescente levado à Fundação CASA de Taubaté
  • Situação: caso segue à disposição da Justiça da Infância e Juventude
Adolescente apreendido em Caçapava por agressão
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)
Notícias Vale Paraíba

Perguntas frequentes

Onde ocorreu o caso do adolescente apreendido em Caçapava por agressão?

O caso do adolescente apreendido em Caçapava por agressão ocorreu em um apartamento na Vila Nossa Senhora das Graças.

Quais atos foram apontados no boletim?

O registro cita agressões físicas, ameaças, dano a objetos, retenção do celular e tentativa de impedir a saída da vítima.

Qual foi o destino do adolescente?

Após o flagrante, ele foi encaminhado à Fundação CASA de Taubaté.

Como o adolescente apreendido em Caçapava por agressão foi enquadrado?

A Polícia Civil registrou atos infracionais análogos a lesão corporal e ameaça em contexto de violência doméstica contra a mulher.

Precatórios da União para 2027 somam R$ 44,9 bilhões

 


Valor cai em relação a 2026, informa Planejamento
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 27/03/2026 - 17:44
Brasília
Dinheiro, Real Moeda brasileira.
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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A União deverá pagar R$ 44,9 bilhões em precatórios em 2027, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (27) pela Secretaria de Orçamento Federal, vinculada ao Ministério do Planejamento.

Os valores correspondem a dívidas judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso, e serão pagos a mais de 200 mil beneficiários.

Confira os principais números do relatório:

  • R$ 44,9 bilhões em precatórios para 2027;
  • R$ 71,9 bilhões em 2026 (queda no comparativo);
  • R$ 5,8 bilhões ligados ao Fundef;
  • R$ 2,5 bilhões é valor do o maior precatório individual;
  • 97,9% dos pedidos são de até R$ 1 milhão;
  • R$ 23,9 bilhões somam esses pequenos valores;
  • 117.855 pedidos apresentados;
  • 209.622 beneficiários.

Queda de valores

O total previsto para 2027 é inferior ao de 2026, quando os precatórios somaram R$ 71,9 bilhões.

Segundo o governo, a redução se deve principalmente à mudança no prazo de envio das informações pelo Judiciário, antecipado de abril para fevereiro, e à alteração no indexador da dívida, que passou da Taxa Selic (juros básicos da economia) para a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 2% ao ano.

Maiores valores

Entre os precatórios, destacam-se ações relacionadas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Ao todo, 127 pedidos vinculados ao fundo somam R$ 5,8 bilhões. O maior deles, de cerca de R$ 2,5 bilhões, foi expedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, único acima de R$ 1 bilhão.

Distribuição

A maior parte dos processos é de pequeno valor: 97,9% são de até R$ 1 milhão.

Na divisão por tipo de despesa:

  • Previdência lidera em quantidade, com 79.353 pedidos;
  • Outras despesas de custeio e capital concentram o maior volume financeiro, com R$ 20,4 bilhões;
  • Pessoal e encargos sociais somam R$ 6,6 bilhões (14,7% do total).

Contexto legal

Precatórios são dívidas que a União precisa pagar após condenações definitivas na Justiça.

As regras para esses pagamentos foram alteradas recentemente por emenda constitucional, que prevê a reincorporação gradual dessas despesas às metas fiscais até 2036.

O impacto dessa transição ainda será detalhado nas próximas peças orçamentárias do governo, a começar pelo projeto de lei orçamentária de 2027, a ser apresentado no fim de agosto.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Justiça condena a 21 anos e 6 meses de prisão agente da Fundação Casa por agredir ex-companheira e bebê

 

Justiça condena a 21 anos e 6 meses de prisão agente da Fundação Casa por agredir ex-companheira e bebê em Avaré — Foto: Tribunal de Justiça de São Paulo/Arquivo
Justiça condena a 21 anos e 6 meses de prisão agente da Fundação Casa por agredir ex-companheira e bebê em Avaré — Foto: Tribunal de Justiça de São Paulo/Arquivo

A Justiça condenou, em 16 de março, um agente da Fundação Casa a 21 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de ameaça e agressão contra a ex-namorada e o filho dela, no bairro Parque Santa Elizabeth I, em Avaré (SP). O homem também tentou sequestrar a criança.

De acordo com a sentença, os crimes ocorreram em 25 de janeiro de 2025. Na ocasião, o agente agrediu a então companheira com empurrões e a jogou ao chão, causando lesões. Durante o episódio, ele também feriu o filho dela, um bebê de 11 meses à época, ao arremessá-lo sobre uma cama.


Em seguida, armado com uma faca, passou a ameaçar de morte as duas vítimas e tentou fugir levando a criança no carro da mulher, o que foi impedido pela reação da mãe.

Após o ocorrido, mesmo ciente das medidas protetivas, o condenado perseguiu a vítima por dias, fez novas ameaças, tentou controlar a rotina da mulher e descumpriu ordens judiciais.

O histórico do agente inclui reincidência em casos de violência doméstica, com agressões a outras companheiras em diferentes cidades, descumprimento de medidas protetivas anteriores e até o furto de veículo de uma ex-parceira.

Segundo a denúncia do promotor Lucas Colombo, os registros policiais e judiciais mostram que o homem tem um padrão de comportamento violento, desrespeita a lei e não tem perfil adequado para exercer a função pública na instituição.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Auxílio-reclusão é vetado a familiares de integrantes de facções


 



Conforme a legislação recente em 24 de março de 2026, o presidente sancionou o chamado "PL Antifacção" (Projeto de Lei nº 5.582/2025), que proíbe o pagamento de auxílio-reclusão aos dependentes de presos envolvidos com organizações criminosas, milícias ou grupos paramilitares. 

Familiares de integrantes de facções perdem o direito de receber o auxílio-reclusão, mesmo que o preso tenha contribuído para a Previdência Social antes da prisão.

Justificativa: A medida visa endurecer o combate ao crime organizado, com a intenção de que o criminoso sinta que suas ações prejudicam diretamente sua própria família.

Além do auxílio-reclusão, a nova lei estabelece:

Suspensão do título de eleitor e do direito ao voto para esses presos.

Cumprimento de pena de líderes em presídios federais de segurança máxima.

Proibição de benefícios como anistia, indulto e liberdade condicional para membros de facções. 

Essa mudança é considerada uma das mais impactantes do pacote de segurança pública, alterando regras históricas do benefício gerido pelo INSS.

GREVE BRANCA, Polícia Penal organiza mutirão de doação de sangue


 

✊ "SE TODOS FOREM DOAR SANGUE, SALVAREMOS MAIS VIDAS!"

A nossa força não está apenas nas armas, mas na nossa união e legalidade. O Metrópoles destacou a nossa mobilização e o presidente do Sinppenal, Fabio Jabá, foi direto ao ponto:

> "Nossa ideia não é só pra estes dias. É uma mobilização permanente para incentivar todos a doarem. Não se deixe intimidar por interpretações equivocadas. A doação de sangue é um ato altruísta, pacífico e legalmente amparado."

📢 POR QUE PARTICIPAR?

 * É LEGAL: A lei garante folga para quem doa sangue.                        Marque um  amigo , seja das forças de segurança ou não, vamos fazer um corrente para abastecer os bancos de sangue!

 * É SOLIDÁRIO: Ajudamos os hemocentros que estão sempre em níveis críticos.

 * É UM PROTESTO: Mostramos ao Governo que, sem o Policial Penal valorizado, o sistema não gira.

O recado foi dado: a comunicação do estado é uma tentativa de "apavorar a base", mas nós seguimos firmes no nosso direito.

O MOVIMENTO GANHOU CORPO!

📸 Já doou hoje? Mande sua foto ou o comprovante no privado.

🚫 ANONIMATO GARANTIDO: Não precisa se identificar. Vamos mostrar que a Polícia Penal de SP está unida!

Governo Tarcísio endurece regra e passa a exigir 40% de desconto em precatórios

 

Nova regra uniformiza deságio, reduz atratividade do programa e reacende disputa com mercado secundário por compra de dívidas judiciais

Por da Redação 27 mar 2026, 15h37 • Atualizado em 27 mar 2026, 15h58 
  
  • O governo de Tarcísio de Freitas endureceu as condições para pagamento antecipado de precatórios em São Paulo ao fixar um desconto linear de 40% para credores que optarem por acordos diretos com o Estado.

    A mudança, formalizada pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, ocorre após um déficit superior a R$ 12 bilhões nas contas públicas e altera de forma significativa a lógica anterior, que previa deságios menores para dívidas mais antigas.

    Com a nova regra, deixam de valer os descontos progressivos que partiam de 20% para precatórios anteriores a 2015 e aumentavam gradualmente conforme o ano da dívida.

    Agora, o abatimento será padronizado em 40% sobre o valor atualizado do crédito.

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    Apenas credores com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência ou portadores de doenças graves, terão condições diferenciadas, com deságio reduzido a 20% sobre parte do montante.

    O estoque de precatórios paulistas supera R$ 30 bilhões, segundo dados da própria administração estadual.

    Esses títulos representam dívidas já reconhecidas pela Justiça e, no regime tradicional, podem levar anos, em alguns casos mais de uma década, para serem quitados, dada a ordem cronológica e as limitações orçamentárias.

    A política de acordos diretos, prevista no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), busca acelerar pagamentos em troca de desconto, funcionando como instrumento de gestão do passivo judicial.

    Na prática, o governo reduz o valor desembolsado e antecipa a liquidação de parte das dívidas.

    A elevação do deságio, porém, foi interpretada por especialistas como um movimento de ajuste fiscal que transfere maior ônus aos credores.

    Para advogados que atuam no setor, a medida reduz a atratividade do programa e pode deslocar ainda mais interessados para o mercado secundário de precatórios, onde investidores compram esses créditos com desconto para lucrar na espera pelo pagamento integral.

    Esse mercado paralelo tem crescido no Brasil nos últimos anos, impulsionado por fundos e empresas especializadas. Os deságios variam conforme o risco do ente devedor, o prazo estimado e o perfil do crédito, podendo, em alguns casos, ser semelhantes ou até superiores aos praticados pelo poder público.

    A decisão sobre aderir ao acordo, vender o crédito ou aguardar a fila judicial envolve uma equação financeira complexa.

    De um lado, o acordo com o Estado oferece maior previsibilidade institucional e menor risco jurídico; de outro, impõe um desconto elevado e prazos que ainda podem chegar a até um ano para pagamento.

    Já a venda no mercado pode garantir liquidez mais rápida, mas depende de negociação privada e está sujeita a maior variação de preço.

    O novo edital da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo estabelece que os pedidos poderão ser feitos até o fim de 2026, exclusivamente por meio digital.

    Após a adesão, os acordos ainda precisam ser homologados pelo Judiciário, e o pagamento dependerá da disponibilidade orçamentária anual, o que mantém um grau de incerteza.

    A mudança ocorre em um momento de pressão crescente sobre as finanças estaduais, em que governos têm recorrido a diferentes mecanismos para administrar passivos judiciais elevados sem comprometer o caixa.

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