sexta-feira, 29 de maio de 2026

Primeiro lote da restituição do IRPF 2026 será pago na sexta-feira pela Receita Federal

 

Prazo para envio da declaração do Imposto de Renda termina na sexta-feira (29)
Osvaldo Sato-
Primeiro lote de restituição será pago na quinta-feira. (Joédson Alves, Agência Brasil)

A Receita Federal começa a pagar nesta sexta-feira (28) o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física 2026. O pagamento será feito diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte durante o envio da declaração. Neste lote, recebem primeiro os grupos com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix.

O início das restituições ocorre nos últimos dias do prazo de entrega da declaração do IRPF, que termina na sexta-feira (29). Quem ainda não enviou o documento deve se apressar para evitar multa por atraso. A Receita alerta que o envio perto do encerramento do prazo pode causar lentidão no sistema, devido ao grande volume de acessos.

A restituição é liberada quando a Receita identifica que o contribuinte pagou mais imposto do que deveria ao longo do ano. Após o processamento da declaração, o valor excedente é devolvido em lotes mensais. A consulta para saber se o pagamento foi liberado pode ser feita no portal da Receita Federal, utilizando CPF e data de nascimento.

Malha fina e declaração pré-preenchida

A orientação é de que os contribuintes revisem todas as informações antes do envio da declaração. Dados incorretos, omissão de rendimentos ou erros em despesas médicas e deduções podem levar a declaração para a malha fina, atrasando a restituição. Também é importante conferir os dados bancários para evitar problemas no recebimento.

Neste ano, a Receita reforçou o incentivo ao uso da declaração pré-preenchida, sistema que reúne automaticamente diversas informações fiscais do contribuinte. A ferramenta busca reduzir erros e agilizar o processamento das declarações. Quem utilizou esse modelo e escolheu receber por Pix entrou na lista de prioridade para restituição.

O contribuinte que perder o prazo de entrega estará sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido. Mesmo quem não conseguiu reunir toda a documentação deve enviar a declaração dentro do prazo e fazer correções posteriormente, se necessário.

A expectativa da Receita Federal é receber milhões de declarações até o fim desta semana. O órgão também recomenda que os contribuintes acompanhem o status do documento pelos canais oficiais, já que pendências podem ser corrigidas rapidamente para evitar atrasos na restituição dos próximos lotes.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Anistiados do governo Collor poderão ter salários recalculados

 

Prazo para adesão vai até 30 de julho. MGI reuniu perguntas e respostas para esclarecer sobre novo mecanismo. Acesse pelo link abaixo


Anistiados do governo Collor poderão ter salários recalculados
Arquivo Condsef

Condsef/Fenadsef

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) lançou uma página para orientar servidores e empregados públicos anistiados pela Lei 8.878/1994 sobre o novo mecanismo de reposicionamento remuneratório criado pelo governo federal.

>> Acesse aqui a página lançada pelo MGI: (Re)posicionamento - Anistiados Collor

A opção pela nova tabela pode ser feita até o dia 30 de julho deste ano por aqueles que seguem em exercício no serviço público federal. Os interessados devem procurar a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas ou a unidade de Recursos Humanos do órgão ou entidade onde estão lotados para formalizar a solicitação.

A medida está prevista no artigo 69 da Lei nº 15.367/2026 e estabelece, pela primeira vez, a possibilidade de considerar o tempo total de serviço prestado ao Estado brasileiro para recalcular a remuneração desses trabalhadores.

Segundo o MGI, o novo mecanismo permite contabilizar tanto o período trabalhado antes da demissão quanto o tempo de serviço após o retorno à administração pública federal. Com isso, servidores e empregados públicos anistiados poderão ser reenquadrados em uma nova tabela remuneratória, considerando toda a trajetória funcional.

A nova regra beneficia servidores e empregados públicos atingidos pelas demissões ocorridas entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, durante o governo Fernando Collor. A legislação reconheceu que essas exonerações, dispensas e demissões ocorreram com violação constitucional ou motivação política.

A anistia foi garantida pela Lei 8.878/1994, promulgada no governo Itamar Franco, assegurando o direito de retorno ao serviço público no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado. Dos cerca de 42 mil trabalhadores atingidos, aproximadamente 12 mil conseguiram retornar efetivamente ao funcionalismo.

Em matéria publicada sobre o tema, o Extra destaca que, mesmo após a reintegração, muitos servidores seguiram enfrentando dificuldades, principalmente pela ausência de critérios claros para enquadramento salarial. Agora, com o novo mecanismo criado pela Lei 15.367/2026, trabalhadores que hoje têm mais de 60, 70 e até 75 anos poderão ter a remuneração recalculada considerando todo o tempo de serviço prestado ao Estado.

Leia também | Mecanismo inédito considera tempo total de serviço de anistiados do governo Collor para recalcular remuneração

Página do MGI reúne orientações e tira dúvidas

O MGI disponibilizou um espaço específico com perguntas e respostas frequentes sobre o tema. O conteúdo reúne orientações sobre prazos, procedimentos e critérios para adesão ao novo reposicionamento remuneratório, além de esclarecer dúvidas sobre as opções mais vantajosas e diferenças entre posicionamento e reposicionamento na tabela salarial.

Clique na imagem e baixe o arquivo em pdf.: 

A Condsef/Fenadsef orienta os servidores e empregados públicos anistiados a buscarem informações junto aos setores de Recursos Humanos de seus órgãos e acompanharem atentamente os prazos estabelecidos pelo governo federal.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Absenteísmo no setor de serviços: um problema que não pode ser ignorado

 


Escrito porLais Soaresproducaodiario@svm.com.br
24 de Maio de 2026 - 06:00
capa da noticia
Legenda: Lais Soares é empreendedora
O Brasil enfrenta uma crise silenciosa no mundo do trabalho. O crescimento expressivo de faltas e atestados médicos, especialmente por transtornos mentais, já não é apenas uma estatística preocupante: é um sinal de alerta que afeta diretamente a operação e a sustentabilidade das empresas, sobretudo nos setores de serviços.
 
Os dados são contundentes. Mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais em 2025, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. São números que revelam uma ferida estrutural no mercado de trabalho brasileiro e que não podem ser tratados como ruído estatístico.
 
Parte do problema tem raiz legítima. O adoecimento mental dos trabalhadores é real e exige atenção genuína. Ambientes de alta pressão, instabilidade econômica, jornadas excessivas e falta de suporte emocional no trabalho contribuem diretamente para esse quadro. As empresas que ainda enxergam saúde mental como pauta secundária estão, na prática, cultivando o próprio prejuízo. 
 
Mas há outro lado que precisa ser dito com clareza: o uso irregular de atestados médicos, obtidos pela internet ou mediante pressão sobre profissionais de saúde, distorce o sistema e pune quem age de boa-fé. Empresas que precisam manter equipes completas para garantir serviços essenciais, como segurança, limpeza e manutenção em condomínios, não podem ser reféns de fraudes documentais. 
 
A banalização do atestado médico enfraquece uma proteção que existe para amparar quem realmente precisa. A resposta a esse cenário passa por dois caminhos simultâneos: tecnologia e gestão humanizada. Ferramentas de análise de dados e inteligência artificial já permitem identificar padrões de ausência e possíveis irregularidades com precisão crescente. Ao mesmo tempo, investir na saúde, no engajamento e nas condições de trabalho das equipes reduz, de forma estrutural, as ausências legítimas, criando um ciclo virtuoso para empresas e trabalhadores.
 
O absenteísmo não é fatalidade nem privilégio de setor. É um problema gerenciável, desde que seja encarado com seriedade, dados concretos e responsabilidade compartilhada entre gestores e colaboradores.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Corinthians e Fundação CASA promovem inclusão social com handebol

 


Projeto reuniu adolescentes do CASA João do Pulo e atletas sub-16 do Timão (Foto: Marcelo Machado/ Fundação CASA)

O Corinthians e a Fundação CASA, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, realizaram, na sexta-feira (15/05), uma ação de inclusão social por meio do esporte. O projeto “Handebol no CASA – Vivência Esportiva com o Corinthians”, desenvolvido na quadra interna do CASA João do Pulo, centro socioeducativo na capital paulista, reuniu cerca de 25 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e atletas da categoria sub-16 masculina do clube.

A iniciativa surgiu a partir do histórico esportivo da coordenadora pedagógica da unidade, Andreia Briscola, ex-atleta e ex-árbitra de handebol, que, por meio de sua relação com a diretoria do departamento de handebol do Corinthians, levou o projeto à Fundação CASA.

Na quadra, o treinador Aldo Amorim conduziu duas horas de atividades. A tarde começou com aquecimento e avançou para exercícios de passe, gol e defesa. No início, havia timidez dos dois lados. A dinâmica, porém, quebrou o gelo, e o clima mudou à medida que a bola circulou, até o momento em que jovens dos dois grupos comemoraram juntos, sem distinção.

Em determinado momento, a tarde ganhou um contorno ainda mais especial. Durante a atividade, um atleta do Corinthians e um adolescente da Fundação perceberam que se conheciam desde a infância. O reencontro inesperado, em circunstâncias tão diferentes, interrompeu a atividade por alguns instantes.

Amorim, que esperava conduzir uma vivência introdutória, precisou adaptar o plano diante do que observou. “Fui bem surpreendido. Eles estão muito além de uma vivência. A disciplina, o respeito, a educação e a interação foram muito positivos”, afirmou o treinador.

A felicidade dos jovens da Fundação também marcou os atletas do Timão. “Estou com o coração quentinho por poder ajudar os meninos com o handebol. Falo pelo time inteiro”, disse o ponta-esquerda da equipe do Corinthians, Juan Ueta.

Do lado dos adolescentes, a experiência também trouxe novidades. Um deles, jogador de futebol federado que inicialmente resistiu à participação, recebeu um convite do professor durante a atividade. “Sempre fui mais do futebol, então isso tudo era novidade para mim. No começo eu nem queria participar, mas treinei, gostei e me adaptei bem. Foi uma oportunidade”, contou.

Para o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, ver o Corinthians dentro do centro socioeducativo teve um significado que ultrapassa o esporte. “O handebol foi o pretexto, mas o que aconteceu aqui foi muito maior. Esses jovens viram que pertencem à sociedade, que têm valor. Isso é o que o esporte faz, e é por isso que seguiremos em busca de parcerias como essa”, afirmou.

A visita foi planejada como uma ação pontual, mas a repercussão interna no Corinthians abriu caminho para a continuidade do projeto.

Comunicado da Fundação CASA aos servidores, sobre reajuste Salarial 2026


 C O M U N I C A:

1 – DO REAJUSTE SALARIAL

1.1 – A Fundação CASA concederá a todos os servidores reajuste de 3,54%, aplicado a partir de

1º de março de 2026 sobre os salários vigentes de fevereiro de 2026. O índice de reajuste foi

autorizado pela Comissão de Política Salarial (CPS), do Governo de São Paulo, por meio do

Despacho CPS/Pres. nº 023/2026.

1.2 – O pagamento do salário do mês de maio já reajustado e dos retroativos ocorrerá no dia

05/06/2026