- OUTRO LADO: Marcelo Castro e TV Aratu não responderam aos contatos da coluna
- Programa Alô Juca usou figuras infantis enquanto exibia cenas de crimes durante reportagens
O Ministério Público Federal abriu um inquérito civil contra Marcelo Castro, apresentador do Alô Juca, da TV Aratu, retransmissora do SBT na Bahia. O motivo foi um suposto descumprimento do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao usar elementos lúdicos e figuras infantis em reportagens sobre crimes .
A prática, segundo o MPF, configura violação às normas de classificação indicativa e proteção ao público infantojuvenil. Procurados nesta segunda-feira (1º) por telefone e WhatsApp, Marcelo Castro e TV Aratu não responderam aos contatos.
Castro é réu na Justiça da Bahia sob a acusação de liderar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 500 mil em doações feitas por Pix para pessoas pobres que eram ajudadas pelo Balanço Geral Bahia. Na época, entre 2022 e 2023, ele era repórter do programa da Record.
Segundo o MPF, o novo inquérito aconteceu devido a uma representação feita pelo uso de bonecos e animações 3D em programa de conteúdo estritamente policial. O órgão diz que isso pode causar confusão e expor crianças a conteúdos que não são destinados a elas.
Os materiais exibidos no Alô Juca foram ao ar entre maio e outubro de 2025 (veja um trecho abaixo). O procurador Leandro Bastos Nunes já notificou o apresentador e a emissora para prestar esclarecimentos. Outras figuras públicas também serão chamadas a depor.
Desde abril de 2024, Castro é apresentador do Alô Juca. A atração dobrou os índices de audiência e alcançou picos de 17 pontos na Grande Salvador (cada ponto de Ibope equivale a 86 mil telespectadores na capital baiana). Ele chega a vencer a Globo e a Record —de onde foi demitido após a repercussão do suposto golpe



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