sábado, 13 de junho de 2026

Redução da maioridade penal pressiona governo Lula na segurança


Proposta de reduzir a maioridade penal para 16 anos avançou na CCJ da Câmara no momento em que governo quer melhorar índices de popularidade

Daniela Santos, Alice Groth12/06/2026 02:00, atualizado 11/06/2026 22:26
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 LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos colocou pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um momento no qual o Executivo tenta emplacar ações para melhorar a percepção da população na área de segurança pública.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10/6). O texto agora será analisado em comissão especial na Casa antes de seguir para votação em plenário.

No Planalto, o clima é de cautela. O governo evita tomar posição sobre a proposta com receio de impactar a campanha de reeleição do petista. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em maio, aponta que 90% dos entrevistados apoiam a redução da maioridade penal no país, enquanto apenas 8% são contrários.

Historicamente, a pauta é rejeitada por setores da esquerda. A bancada do PT na Câmara se posicionou contra a proposta e alega que o texto é inconstitucional.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Milena Teixeira, o entorno de Lula defende que ele não faça manifestações sobre a matéria. A preocupação é que uma posição contrária seja explorada por adversários para associar o presidente à leniência com a criminalidade. Por outro lado, uma manifestação favorável à mudança poderia gerar cobranças de sua base política.

O texto aprovado na CCJ prevê a mudança na maioridade apenas no âmbito penal, quando existe a responsabilização por crimes cometidos. A proposta original, do ex-deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE), propunha a antecipação da maioridade civil para 16 anos, isto é, a obrigatoriedade do voto nessa faixa etária e a redução da idade mínima para disputar cargos públicos.

A criação de uma comissão especial para analisar a proposta depende do aval do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Conforme mostrou o Metrópoles, com a Copa do Mundo, festividades de São João e a proximidade do período eleitoral, o ato tende a ser postergado.

Ofensiva na segurança

A proposta vem na contramão da ofensiva que o governo Lula tem feito na área de segurança pública. Além de medidas já anunciadas, como a implementação da Lei Antifacção, o plano contra o crime organizado e os decretos para combater delitos cometidos em plataformas digitais, o Planalto prevê apertar o cerco contra o roubo de celular.

A ideia é lançar uma nova fase do programa Celular Seguro para combater roubos e furtos de aparelhos no país. A iniciativa busca tornar mais efetivas a recuperação e a devolução dos celulares, além de reforçar a responsabilização de criminosos e de redes envolvidas na revenda de aparelhos roubados.


O programa Celular Seguro

  • O Celular Seguro é uma das principais apostas do Ministério da Justiça no terceiro mandato de Lula.
  • Lançado em 2023, o aplicativo permite que usuários cadastrem aparelhos e números de telefone e, em casos de roubo, furto ou perda, solicitem o bloqueio do dispositivo.
  • A plataforma também oferece a possibilidade de bloquear contas bancárias vinculadas ao celular.
  • Em 2025, o Ministério da Justiça informou que mais de 3,8 milhões de usuários aderiram ao programa desde seu lançamento.
  • Apenas naquele ano, segundo a pasta, cerca de 198 mil pedidos de bloqueio de aparelhos foram registrados.
  • Com as mudanças em discussão, o governo pretende ampliar a eficácia e o alcance social do programa, abrindo caminho para uma recuperação maior de aparelhos roubados ou furtados.

Com a nova atualização, o programa passará a enviar mensagens automáticas para aparelhos identificados como roubados, orientando os usuários a devolver os dispositivos em delegacias ou agências dos Correios.

A medida foi anunciada pelo presidente durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, na última quarta-feira (10/6). Segundo o petista, estudos do governo apontam que há 2,5 milhões de aparelhos oriundos do crime em circulação.

“Eu convoquei uma reunião com ministros que eu vou despachar o sinalzinho para quem tiver com o telefone roubado devolver porque senão poderá ter consequências”, alertou.

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Pré lançamento da candidatura do futuro Deputado Estadual, Waldir Filé



















SERVIDORES DA FUNDAÇÃO CASA FORTALECEM APOIO À CANDIDATURA DE WALDIR FILÉ

A mobilização dos servidores da Fundação CASA segue crescendo e ganhando força em todas as regiões do Estado de São Paulo. Profissionais que atuam diariamente na linha de frente do sistema socioeducativo, enfrentando desafios e dedicando suas vidas à ressocialização de adolescentes, têm demonstrado apoio à candidatura de Waldir Filé, em um movimento que representa a busca por mais diálogo, valorização e representatividade para a categoria.

De São Paulo Capital a Ribeirão Preto, passando por Sorocaba, Carapicuíba e diversas outras cidades paulistas, servidores estão se unindo em torno de um projeto que busca dar voz aos trabalhadores que conhecem de perto a realidade das unidades socioeducativas. A participação crescente demonstra a importância de fortalecer a presença dos servidores nos espaços de decisão, garantindo que suas demandas sejam ouvidas e respeitadas.

Ao longo dos anos, os profissionais da Fundação CASA têm desempenhado um papel fundamental na construção de oportunidades para milhares de jovens. São trabalhadores que atuam com responsabilidade, comprometimento e profissionalismo, muitas vezes enfrentando condições complexas e desafios diários para garantir a segurança, a disciplina e o desenvolvimento socioeducativo dos adolescentes atendidos pela instituição.

Nesse contexto, a união da categoria se torna cada vez mais importante. O fortalecimento da participação dos servidores nas discussões que envolvem o futuro do sistema socioeducativo é essencial para a construção de políticas públicas mais eficientes, que valorizem os trabalhadores e contribuam para a melhoria contínua dos serviços prestados à sociedade.

O apoio que vem sendo demonstrado em diferentes regiões do estado reflete o desejo de muitos servidores por maior reconhecimento profissional, melhores condições de trabalho, valorização salarial e fortalecimento das estruturas necessárias para o desenvolvimento das atividades socioeducativas. Mais do que um apoio político, trata-se de uma mobilização construída a partir da realidade vivida por milhares de profissionais que acreditam na importância da representatividade e da defesa permanente dos interesses da categoria.

A participação ativa dos servidores demonstra maturidade, consciência coletiva e compromisso com o futuro da Fundação CASA. Quando trabalhadores se unem em torno de objetivos comuns, fortalecem não apenas suas reivindicações, mas também a capacidade de contribuir para avanços significativos em toda a estrutura do sistema socioeducativo paulista.

O momento é de diálogo, construção e fortalecimento da união entre os profissionais. Cada manifestação de apoio representa a voz de servidores que acreditam na importância de ampliar a representatividade da categoria e de continuar lutando por conquistas que beneficiem todos os trabalhadores da Fundação CASA.

A caminhada segue avançando com a participação de servidores de diversas regiões, demonstrando que a força da categoria está na união, na mobilização e no compromisso com um futuro de mais respeito, reconhecimento e valorização para todos aqueles que dedicam suas vidas ao sistema socioeducativo.

🤝 Unidos pela valorização dos servidores!

🤝 Unidos pela representatividade da categoria!

🤝 Unidos pelo fortalecimento do sistema socioeducativo!

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