sábado, 21 de março de 2026

Encaminhado para a Fundação CASA, Adolescente após agredir cuidadora de abrigo com cabeçada e empurrões , diz Polícia Civil

 

Por g1 Piracicaba e Região

 

Fundação Casa de Limeira — Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa/Divulgação
Fundação Casa de Limeira — Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa/Divulgação

Um adolescente de 13 anos foi apreendido suspeito de agredir com uma cabeçada a cuidadora de um abrigo em que morava no Jardim Santa Josefa em Limeira (SP), na tarde desta quarta-feira (18).

Segundo a Polícia Militar (PM), o menino empurrou a mulher, de 35 anos, e ameaçava dar um soco no rosto da vítima.

Conforme registro do boletim de ocorrência na Polícia Civil, as equipes ouviram gritos quando chegaram à unidade para atender à ocorrência.

Tanto o jovem quanto a mulher sofreram escoriações leves, ainda conforme o registro da polícia. O adolescente precisou ser contido porque estava em crise e apresentava comportamento agressivo.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

“O adolescente frequenta o abrigo há certo tempo. Tem histórico de agressividade, já passou pela Fundação Casa pelos mesmos motivos, agride as cuidadoras com palavras chulas”, detalhou a polícia ao g1 nesta quinta-feira (19).

A cuidadora e o jovem foram levados para a Santa Casa de Limeira e passaram por procedimentos e exames.

Em seguida, o adolescente foi encaminhado para a Fundação Casa.

Menina foi atendida na Santa Casa de Limeira — Foto: Reprodução/EPTV
Menina foi atendida na Santa Casa de Limeira — Foto: Reprodução/EPTV

TJSP anuncia índice de 4,25% de reposição salarial em reunião extraordinária

 


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) anunciou, nesta sexta-feira (20/3), que chegou ao índice de 4,25% de reposição salarial para os servidores do Judiciário paulista. O anúncio foi feito durante reunião extraordinária realizada por meio da plataforma Teams.
A informação foi apresentada pela secretária da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), Vanessa Cristina Martiniano, em encontro que contou com a participação do presidente da AOJESP, Cássio Ramalho do Prado, além de representantes das entidades de servidores do Judiciário paulista.
Mais cedo, as entidades haviam se reunido para deliberar sobre o rumo das mobilizações da categoria. Na ocasião, foi definida a realização de uma assembleia geral no dia 28 de março, quando o índice proposto pelo Tribunal será submetido à avaliação e votação dos servidores.
O anúncio do novo percentual ocorre após uma série de reuniões entre o TJSP e as entidades representativas, no âmbito da campanha salarial de 2026.

68% das empresas não sabem como cumprir a nova NR-1 que entra em vigor em maio; aponta pesquisa


Mudança na norma exige gestão de riscos psicossociais e pode impactar custos, produtividade e retenção nas empresas

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em 26 de maio, promete mudar de forma significativa a forma como as empresas lidam com saúde mental no ambiente de trabalho.

A nova diretriz do Ministério do Trabalho e Emprego amplia as responsabilidades das organizações ao exigir a inclusão dos riscos psicossociais na gestão de segurança e saúde ocupacional.

Apesar da proximidade do prazo, grande parte das empresas ainda não está preparada para a mudança. Uma pesquisa realizada em janeiro pela consultoria de recursos humanos Heach revela que 68% das organizações admitem não compreender plenamente as novas exigências da norma.

Empresas ainda não compreenderam totalmente a nova NR-1

A pesquisa também mostra que muitas empresas ainda lidam com a saúde mental de forma reativa. Segundo o levantamento, 58% das organizações só atuam quando surgem situações críticas, como afastamentos, denúncias formais ou processos judiciais.

Com a atualização da NR-1, essa postura deixa de ser suficiente. A norma exige que as companhias passem a adotar uma abordagem preventiva, identificando e monitorando riscos relacionados ao ambiente organizacional.

Para Amanda Bittencourt, gerente de unidade de negócio da Care Plus Ocupacional, a mudança representa uma transformação importante na forma como as empresas precisam lidar com o tema.

“Muitas empresas focam em casos isolados. A nova NR-1 convida a um olhar estatístico e comparativo, permitindo entender o perfil epidemiológico da empresa em relação ao seu segmento e grau de risco”, explica.

Saúde mental deixa de ser pauta opcional nas empresas

A atualização da norma estabelece que o bem-estar emocional dos colaboradores deve fazer parte da gestão de riscos corporativos, exigindo que as empresas identifiquem fatores organizacionais que possam afetar a saúde psicológica dos trabalhadores.

Isso inclui aspectos como carga de trabalho excessiva, pressão constante por resultados, conflitos organizacionais e ambientes profissionais que possam gerar desgaste emocional.

Nesse contexto, o exame ocupacional também ganha um novo papel dentro da gestão corporativa. De acordo com Amanda Bittencourt, ele deve ser tratado como um instrumento estratégico para análise do ambiente de trabalho.

“A nova resolução reforça que o exame ocupacional não é uma burocracia, mas uma potente ferramenta de inteligência diagnóstica sobre hábitos, comportamentos e ambiente de trabalho”, afirma.

Impactos financeiros e operacionais nas empresas

A importância da nova regulamentação está diretamente ligada a dados globais preocupantes sobre saúde mental no trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos todos os anos devido à depressão e à ansiedade, gerando um impacto econômico de cerca de US$ 1 trilhão na economia mundial.

Nesse cenário, a gestão da saúde mental passa a ser também uma questão de desempenho organizacional.

Para Amanda Bittencourt, empresas que investem em bem-estar emocional conseguem observar efeitos concretos em indicadores operacionais e financeiros.

“Empresas que priorizam o acolhimento e a saúde mental conseguem mensurar o impacto em indicadores claros, como a redução da procura por prontos-socorros e a diminuição dos custos com rotatividade”, afirma.

Tecnologia pode transformar obrigação legal em vantagem competitiva

Um dos maiores desafios para as organizações será estruturar sistemas capazes de analisar dados relacionados à saúde mental e ao ambiente de trabalho. A especialista destaca que o uso de tecnologia será essencial para transformar as exigências legais em uma gestão eficiente.

A adoção de metodologias internacionais de avaliação e o uso de dashboards com indicadores comparativos podem ajudar as empresas a monitorar riscos e identificar tendências internas.

“O ponto-chave é utilizar metodologias validadas internacionalmente para mapear e cruzar dados de forma inteligente. Ter esses resultados em dashboards que permitam a comparação com indicadores de mercado é o que garantirá uma promoção contínua e real da saúde e do bem-estar”, conclui Amanda Bittencourt.

Fonte: Exame

www.contec.org.br

quinta-feira, 19 de março de 2026

Mais uma cidade adere ao programa da Fundação CASA

 

Vargem Grande Paulista adere ao programa da Fundação CASA

A Fundação CASA e a Prefeitura de Vargem Grande Paulista assinaram na terça-feira (17) um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento do programa de pós-medida Depois do Amanhã.

Criado para garantir que a socioeducação ultrapasse os muros da Fundação CASA, o Depois do Amanhã oferece acompanhamento de até seis meses após a saída do adolescente infrator, incentivando o desenvolvimento de projetos de vida e a continuidade de vínculos positivos. O programa articula esse acompanhamento com a rede de serviços e políticas públicas dos municípios, assegurando suporte integral e inclusivo. Desde sua criação, mais de 1,7 mil jovens infratores já participaram da iniciativa.

Para Claudia Carletto, a parceria amplia as possibilidades reais de transformação para os jovens atendidos. “O acordo com a prefeitura de Vargem fortalece o programa Depois do Amanhã e dá continuidade ao processo socioeducativo para além dos nossos centros, ampliando as oportunidades para que esses jovens construam novas trajetórias de vida.”

O Depois do Amanhã é um programa de reintegração e empoderamento de jovens em pós-medida, desinternados pelo Poder Judiciário com extinção de medida socioeducativa. O adolescente adere voluntariamente e recebe acompanhamento técnico especializado por até seis meses, com foco no acesso à educação, saúde, lazer e trabalho.

A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) aprovou projetos que dão mais proteção a mulheres e crianças vítimas de violência.


 


A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) aprovou projetos que dão mais proteção a mulheres e crianças vítimas de violência. Um deles, PL 1.729/2023, determina que, quando for necessário realizar exame de corpo de delito em virtude de violência sofrida por mulher, criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência, a vítima será examinada em espaço apropriado ao seu atendimento humanizado e, preferencialmente, por profissional do sexo feminino.


A outra proposta modifica o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940)  mudando o início da contagem do prazo de prescrição do crime de assédio sexual. O prazo passa a ser contado a partir do momento em que cessar a condição de superior hierárquico ou outra forma de ascendência do agressor sobre a vítima. Saiba mais https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/18/avanca-alteracao-da-contagem-do-prazo-de-prescricao-em-crime-de-assedio-sexual


https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/18/ccj-aprova-exame-de-corpo-de-delito-humanizado