sábado, 13 de dezembro de 2025

Relator da PEC da Segurança exclui pontos sobre o sistema de inteligência a pedido do governo

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Mudança atende a solicitação do Ministério da Justiça, reflete divergências internas no governo e altera o eixo original da proposta na Câmara

BRASÍLIA|Do Estadão Conteúdo

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

 
Mendonça Filho explicou que não existe consenso dentro do governo sobre com a inteligência entraria na PEC da SegurançaMarina Ramos/Agência Câmara de Notícias - 09.12.2025

O relator da proposta de emenda à Constituição da Segurança Pública na Câmara, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE), excluiu do texto trechos que tratam do Sistema Brasileiro de Inteligência. O pedido foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, segundo o parlamentar.

relatório da PEC foi apresentado por Mendonça Filho na quarta-feira (10), e deve ser votado na semana que vem na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.


O parecer traz mudanças drásticas em relação ao texto original e uma espécie de mistura do projeto de lei antifacção em tramitação no Senado.

E prevê brecha para reduzir a maioridade penal, endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas — na contramão do proposto por Lewandowski.

O pedido de Lewandowski se dá pela falta de consenso dentro do próprio governo federal acerca do tema, segundo o deputado. A PEC original não tratava desse assunto.

Abin pede normatização

Em nota, Mendonça filho diz que os dispositivos foram incluídos “a partir das audiências públicas com operadores da área de segurança e, especialmente, atendendo à demanda da direção da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)”. E que a própria agência que defendeu uma normatização do sistema de inteligência, com o controle externo e a fiscalização do Congresso.

“Lewandowski não considera conveniente incluir nessa discussão da segurança as normas gerais sobre o sistema nacional de inteligência”, explicou o deputado.

O parlamentar afirma que os dispositivos retirados tratavam do “fortalecimento do trabalho conjunto de órgãos de inteligência financeira para identificar líderes de facções, criminosos violentos e agentes públicos ligados ao crime; e garantia do compartilhamento seguro de dados entre autoridades para combater crime”.

O relatório mencionava a atividade de inteligência em alguns pontos.

Um deles, relativo ao artigo 122 da Constituição Federal (sobre as competências exclusivas da União), tirava do projeto original a previsão da criação da Polícia Viária Federal e a atribuição privativa da União sobre a segurança pública e a defesa social, só restando ao governo federal legislar sobre a atividade de inteligência.

Congresso fiscaliza a inteligência

Em outro trecho, colocava como competência exclusiva do Congresso Nacional a fiscalização e o controle da atividade de inteligência, dando poder ao Legislativo sobre o Executivo. E dizia que competia exclusivamente ao presidente da República fixar a Política Nacional de Inteligência.

O relatório traz uma seção inteira sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência.

Também há previsão de que juízes federais possam processar e julgar “os pedidos de autorização do órgão central de inteligência da União para o emprego de técnicas e meios sigilosos, nas hipóteses previstas em lei” e que a nomeação em cargos de segurança pública e inteligência passará por alguns procedimentos como a pesquisa social e o exame psicológico.

Mendonça Filho desfez várias das mudanças do governo Lula e entrou numa seara que o projeto original não versava.

O deputado propõe, por exemplo, um referendo a ser feito durante as eleições municipais de 2028 para a população decidir sobre a redução da maioridade penal para 16 anos — atualmente ela é de 18 anos. A mudança valeria para casos de crimes cometidos “com violência ou grave ameaça à pessoa”.

A PEC incorpora o espírito do projeto de lei antifacção, cuja versão original também foi elaborada pelo ministério, ao criar uma nova categoria penal de “organização criminosa de alta periculosidade”, incluindo facções e milícias, que teriam um regime penal mais rigoroso.

Diferente da PEC, que trata de questões mais estruturantes para dar segurança constitucional para os entes e corporações agirem, o projeto de lei versa sobre mudanças nas legislações penais para aprimorar o combate ao crime de forma prática.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Dia Internacional da Saúde Universal


 

🌍 Dia Internacional da Saúde Universal

12 de dezembro

Hoje celebramos uma das conquistas mais importantes para a dignidade humana: o direito de todos a terem acesso à saúde — sem barreiras, sem distinções, sem exclusões.

A Saúde Universal lembra ao mundo que nenhuma pessoa deve ficar para trás. É um compromisso com a vida, com a igualdade e com sistemas de saúde que acolham, protejam e cuidem.

Que este dia inspire governos, gestores e toda a sociedade a fortalecer políticas públicas, valorizar os profissionais de saúde e garantir que cada cidadão tenha acesso a atendimento digno, humano e de qualidade.


Porque saúde não é privilégio — é direito.

E juntos podemos construir um futuro onde esse direito seja plenamente respeitado. 💙


#SaúdeUniversal #DireitoÀSaúde #12DeDezembro #SaúdeParaTodos


CCJ do Senado aprova redução da jornada máxima de trabalho para 36 horas

 


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial. Agora, o tema segue para plenário do Senado.


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148 de 2025 foi incluída na pauta da CCJ como matéria “extra”, sem aviso prévio, e aprovada por votação simbólica. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a PEC foi relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).


O relator explicou que a PEC reduz, já no primeiro ano após a aprovação do texto, a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Durante os quatro anos seguintes, haveria uma redução de uma hora de trabalho, por ano, até chegar às 36 horas semanais.

#BandJornalismo


Salário mínimo será reajustado em 6.79%

 

Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 em 2026

Novo valor vale a partir de janeiro a ser pago no salário de fevereiro
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 10/12/2025 - 12:18
Brasília
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Versão em áudio

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo será reajustado dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103, um reajuste de 6,79%.

O valor foi confirmado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses.  

O reajuste do salário mínimo será aplicado a partir de janeiro de 2026, com efeito no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de 2 anos.

No dia 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.

Revisão

Os resultados dos índices farão o governo revisar cálculos para as contas públicas no ano que vem, já que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional, estimava o salário mínimo em R$ 1.627, um reajuste de 7,18