quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Governo confirma reajuste no salário mínimo de 6.79% em 2026

 

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

 

  • O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo vai ser de R$ 1.621 em 2026.

  • Com isso, o valor será R$ 103 acima dos atuais R$ 1.518.

  • O reajuste, de 6,79%, será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

  • De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.

Governo confirma salário mínimo de R$1621 em 2026

Governo confirma salário mínimo de R$1621 em 2026

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo vai ser de R$ 1.621 em 2026. Com isso, o valor será R$ 103 acima dos atuais R$ 1.518.

Reportagem do g1 publicada mais cedo, nesta quarta, já informava que a estimativa de valor do salário mínimo para 2026 era essa.

O reajuste, de 6,79%, será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices:

  • a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição;
  • o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2026, vale o PIB de 2024 – que cresceu 3,4%.

Ao ser aplicada, então, considera a inflação em doze meses até novembro deste ano (4,18%, conforme divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira) mais 2,5% de alta real (PIB de 2024, limitado a 2,5%).

Referência para 59,9 milhões de pessoas

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.

Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.

O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do "salário médio" dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador.

Impacto nas contas públicas

Ao conceder um reajuste maior para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários, assim como o valor do abono salarial e do seguro-desemprego, entre outros, não podem ser menores que o valor do mínimo.

  • 💰De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2026 de aproximadamente R$ 420 milhões.
  • Um aumento de R$ 103 do salário mínimo no próximo ano, portanto, corresponde a um crescimento de cerca de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias.

O aumento maior do salário mínimo é um dos principais itens que eleva os gastos obrigatórias. Com isso, sobrarão menos recursos para os gastos "livres" do governo, chamados de "discricionários" – o que pode afetar políticas do governo federal.

Para impedir um crescimento maior da dívida pública, e consequentemente dos juros cobrados do setor produtivo, alguns economistas defendem que o piso dos benefícios previdenciários deixe de ser vinculado ao salário mínimo, e que volte a ter correção apenas pela inflação (como foi no governo Jair Bolsonaro).

Salário mínimo necessário

O Dieese, por outro lado, calculou que o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro desse ano, ou 4,66 vezes o piso mínimo nacional de R$ 1.518.

O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

-HN- Cédulas de real — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

-HN- Cédulas de real — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Governo confirma 6.79% se reajuste no salário mínimo em 2026


 Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 em 2026


O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026, um aumento de R$ 103, equivalente a 6,79% de reajuste.


O valor foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado para calcular o aumento anual do mínimo. O INPC registrou alta de 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses. O novo salário mínimo começa a valer em janeiro de 2026, com impacto no pagamento recebido pelos trabalhadores em fevereiro.


Entenda a regra do reajuste


A política atual determina que o salário mínimo seja corrigido por dois fatores:


Inflação medida pelo INPC, acumulada até novembro do ano anterior (4,18% neste caso);


Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.


No último dia 4, o IBGE revisou o PIB de 2024, confirmando expansão de 3,4%. Contudo, pelo arcabouço fiscal, o ganho real — ou seja, acima da inflação — deve ficar entre 0,6% e 2,5%.


Seguindo essas regras, o valor calculado para o salário mínimo de 2026 foi de R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621, conforme prevê a legislação.


Revisão das contas públicas


Com os índices atualizados, o governo deverá revisar os cálculos das despesas previstas para o próximo ano. Isso porque o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, já aprovado pelo Congresso Nacional, estimava um salário mínimo de R$ 1.627, o que representaria um reajuste de 7,18% — maior que o confirmado agora.


fonte e foto: Agência Brasil

Adolescente foge de internação, rouba carro e é apreendido após perseguição



Polícia reage após confronto em bairro da região; ocorrência mobilizou equipes e está sob investigação.

Por: Redação

Fonte: Visão Notícias

11/12/2025 às 15h42


Um adolescente de 16 anos protagonizou uma perseguição policial digna de filme na tarde desta quarta-feira (11), após fugir de um local onde estava internado em Lins, roubar um veículo e só ser detido já na entrada de Marília, depois de percorrer mais de 60 quilômetros.

Segundo informações da Polícia Militar, o jovem escapou da unidade de internação (não divulgada pelas autoridades) e, ainda nas proximidades, abordou uma professora de 60 anos que estacionava seu Honda HR-V na garagem. Ele ordenou que ela retirasse seus pertences, como bolsa e cadernos, afirmando que queria apenas o carro para fugir da cidade.

O plano inicial do menor era seguir até Getulina e abandonar o veículo, mas a rápida resposta da PM frustrou essa intenção. A polícia foi acionada imediatamente, iniciando uma perseguição em alta velocidade pela rodovia, enquanto o adolescente seguia sentido Marília.


 Já nas proximidades do Posto Gigantão, policiais montaram um cerco para impedir a fuga. De acordo com o boletim, o adolescente tentou jogar o carro contra um dos PMs, que então efetuou quatro disparos visando deter o veículo. Os tiros atingiram a porta do passageiro, momento em que o menor finalmente decidiu parar e se render.


Ele foi apreendido e encaminhado novamente à Fundação Casa, onde permanece à disposição da Justiça. A professora não sofreu ferimentos.