sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Trabalhadores dos Correios anunciam greve nacional nesta sexta (11) em meio à crise bilionária

 


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A mobilização foi articulada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). O principal ponto de estrangulamento da negociação é o plano de saúde da categoria, benefício que a direção da companhia pretende alterar contra a vontade dos funcionários.

"A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", afirmou a Findect em nota oficial, que destacou ainda que o movimento "marca a nova fase da campanha salarial", que já viu greves anteriores como a de dezembro.

A adesão engloba sindicatos dos 26 estados e do Distrito Federal, além de diversas bases regionais estratégicas, como Campinas e Santos. Segundo Tony Sérgio, presidente do sindicato da categoria na Paraíba (Sintect-PB), o impacto nas agências é imediato: apenas os serviços administrativos internos estão em funcionamento. Até o momento, a direção nacional dos Correios não se pronunciou sobre um plano de contingência para as entregas.

A paralisação cruza o caminho de uma profunda crise financeira na instituição. Os Correios já acumulam 15 trimestres consecutivos no vermelho, e um saldo negativo de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026. Apesar de uma leve desaceleração no prejuízo do segundo trimestre, o buraco nas contas continua exigindo medidas de resgate.

Para ganhar fôlego, a companhia planeja captar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões até o dia 15 de setembro, operado por um consórcio bancário que inclui nomes como Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. A manobra repete a estratégia adotada no final do ano passado, quando a estatal precisou levantar R$ 12 bilhões para manter as operações

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