Quando atingimos gestores de uma instituição, especialmente aqueles que ocupam cargos de poder, é natural que surja incômodo. O poder, quando questionado, raramente reage com humildade; na maioria das vezes, reage com defesa, ataque e autoritarismo.
Sempre haverá representantes de alguma categoria que se sentirão incomodados quando a verdade vem à tona. Não porque a crítica seja injusta, mas porque ela expõe práticas, decisões e posturas que preferiam manter longe do debate público. E quanto mais alto o cargo ocupado, maior costuma ser a tentativa de silenciar, intimidar ou deslegitimar quem ousa questionar.
O autoritarismo nasce exatamente aí:
quando o gestor deixa de agir como servidor público e passa a agir como dono do cargo.
Quando confunde liderança com imposição.
Quando usa a hierarquia não para organizar, mas para reprimir.
A crítica institucional não é ataque pessoal. É um instrumento democrático. É assim que se constrói melhoria, transparência e justiça dentro de qualquer organização séria. No entanto, para quem governa pelo medo, qualquer questionamento vira ameaça. Para quem não aceita o diálogo, toda discordância vira “afronta”.
O problema é que esse tipo de postura não atinge apenas quem critica. Ela contamina o ambiente de trabalho, enfraquece as relações institucionais e cria um clima de perseguição, retaliação e silêncio forçado. Um ambiente onde ninguém fala não é um ambiente saudável — é um ambiente adoecido.
Gestores passam. Cargos são temporários. Mas as instituições ficam.
E ficam marcadas pela forma como seus dirigentes lidaram com a crítica, com a divergência e com a liberdade de expressão.
Usar o autoritarismo para tentar calar quem cumpriu seu papel — seja como trabalhador, representante ou cidadão — não é força. É fragilidade.
Não é liderança. É medo.
Não é gestão. É abuso de poder.
A história mostra, repetidas vezes, que quem tenta silenciar a verdade apenas confirma que ela existe. E que nenhuma instituição se fortalece perseguindo vozes críticas; ao contrário, se enfraquece.
Questionar não é desrespeitar.
Denunciar não é atacar.
Falar não é crime.
Autoritarismo não constrói. Democracia, diálogo e transparência constroem.

É exatamente assim que acontece todos os dias. "Funcionários bons são aqueles que não criticam, não abrem a boca' o problema disso é que o calar volta em problema de saúde física e psíquica lá na frente
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