Outra mulher é acusada de envolver a própria filha no esquema, capturando e armazenando imagens da menina para oferecer a outros criminosos
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RESUMO
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Uma mulher foi presa em flagrante, nesta segunda-feira, por suspeita de envolver a própria filha em uma rede de abuso sexual de menores de idade. Ela é acusada de capturar e armazenar imagens da menina para vender a envolvidos com o esquema. Dentro da mesma investigação, a Operação Apertem os Cintos, comandada pela Polícia Civil paulista, foi averiguado que outra mulher, de 55 anos, também aliciava suas netas, que mantinham relações sexuais com um piloto de avião apontado como chefe da quadrilha. Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso nesta manhã dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
De acordo com a polícia, a menina aliciada pela mãe tem 14 anos e estaria sendo vítima de pornografia infantil virtual. Sua genitora vendia imagens sexuais da menina por valores que variavam de R$ 50 a R$ 100 para o aviador. Já foram identificadas outras dez vítimas do bando.
— Alguns familiares dizem que não sabiam. Ela (a mãe) sabia, permitia isso e até auxiliava, mandando imagens e fazendo filmagens. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material — revelou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz as investigações do caso.
Duas crianças e uma adolescente, de Jabaquara, também estariam sendo envolvidas na rede de abuso sexual por uma parente. A avó das meninas também venderia conteúdos multimídia das netas e, além disso, providenciava encontros das menores com o aviador em motéis de São Paulo. Elas teriam 10, 12 e 14 anos na época em que as relações com Sérgio começaram.
— Foi um trabalho de meses de investigação que conseguimos esclarecer. As imagens que temos são de outro mundo, não esperamos isso de um ser humano — disse o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves.
De acordo com as investigações, o piloto entrava em contato com mulheres, como se estivesse em busca de um relacionamento com elas, mas, ao longo da conversa, expunha que o seu real interesse era por crianças e tentava convecê-las a aliciarem suas familiares menores de idade. Algumas dessas adultas, como a avó e a mãe acusadas de envolvimento no caso, cediam ao apelo.
Além da prisão temporária da avó e do piloto, e da prisão em flagrante da mãe, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As diligências ocorreram na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na Região Metropolitana, com a participação de 32 policiais civis.
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Em nota, a Latam disse estar ciente do ocorrido. De acordo com a companhia, o piloto foi detido durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont). O voo, afirmou, operou normalmente.
A companhia também pontuou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e que repudia veementemente qualquer ação criminosa
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