Presença da APP-Sindicato nos Dias de Estudo e Planejamento fortalece organização sindical e união da categoria
Relatos de professores(as) e funcionários(as) durante as atividades nas escolas reafirmam a importância e o reconhecimento do sindicato na luta por melhores condições de trabalho e salário
Presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, durante visita no Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba - Foto: Altvista / APP-Sindicato
“Nós sempre queremos saber de alguma coisa, queremos saber se tal questão é nosso direito ou não. Por isso é fundamental pra gente ter o apoio da APP-Sindicato”. O comentário é da funcionária do Colégio Cívico-Militar João Loyola, de Curitiba, Sirlei dos Santos, que aprovou o trabalho de base realizado pela diretoria do sindicato durante os Dias de Estudo e Planejamento, nesta semana, que deu início ao ano letivo de 2026.
Nos dois dias de atividades, dirigentes estaduais e regionais visitaram estabelecimentos de ensino em todas as regiões do Paraná, fortalecendo a organização sindical e a unidade dos(as) educadores(as). Assim como Sirlei, os(as) educadores(as) aproveitaram o momento para sanar dúvidas acerca da campanha salarial e das pautas da categoria, temas que estarão em discussão na assembleia estadual que acontece neste sábado(7), em Curitiba.
Educadores(as) do Colégio Cívico Militar João Loyola, após conversa com a secretária Geral da APP-Sindicato, Natália dos Santos Silva – Foto João Paulo Vieira/APP-Sindicato
Da mesma escola, o professor Silvio dos Santos, que atua há 20 anos na educação pública paranaense, também reconheceu a importância da proximidade da categoria com o sindicato para avanço das pautas. “Todo mundo deveria ser sindicalizado. É com a sindicalização que vamos ficar cada vez mais fortes. Volto a dizer: a APP somos todos nós. Que a gente se sindicalize, participe das assembleias e das escolas, e crie um polo de discussão e reflexão. Quando precisar, que chamemos a APP para que os vínculos se tornem cada vez mais fortes”, disse.
Presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, durante visita no Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba – Foto: Altvista / APP-Sindicato
Para a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, a avaliação é muito positiva. Ela destaca a recepção e acolhida feita por professores(as) e funcionários(as) durante as visitas. A APP-Sindicato foi muito bem recebida em todas as escolas que visitamos. Levamos as nossas pautas, fizemos os informes e conversamos para que possamos fortalecer cada dia mais esta luta coletiva em prol de uma educação pública de qualidade e na defesa do nosso trabalho”, disse.
A funcionária de escola e secretária secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da APP-Sindicato, Celina Wotcoski, fez as visitas em escolas da região do município de Araucária. Ela também destacou a receptividade da categoria e criticou a decisão da Secretaria da Educação que reduziu os dias dedicados ao estudo e planejamento feito antes do início das aulas.
A secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo Celina Wotcoski, em visita ao Colégio Estadual Szymanski, em Araucária – Foto: Divulgação
“Antes era uma semana, hoje são só dois dias e tudo que a Seed manda para trabalhar nesses dias é bem engessado, porque são metas, metas, metas e resultados. Mas a gente consegue dar o nosso recado enquanto sindicato, para fazer o enfrentamento, a luta, neste ano que é um ano muito crucial para a nossa campanha salarial e a recomposição das tabelas também”, comentou.
Dúvidas
Sirlei dos Santos é merendeira. Ela e a colega de trabalho, Ariane Borges, questionaram sobre as promoções e progressões, principalmente sobre pagamentos e como utilizar a formação para avançar na carreira. A secretária Geral da APP-Sindicato, Natália dos Santos Silva, apresentou as respostas. Ela ressaltou que o governo mudou o entendimento da lei aprovada em 2023, que estabelecia o pagamento em janeiro ou fevereiro de 2026, a partir da autorização de pagamento em abril de 2025, sendo necessária uma nova autorização por parte do governador para 2026.
As merendeiras, Ariane Borges e Sirlei dos Santos, do Colégio Cívico-Militar João Loyola, acompanharam atentas a visita da APP-Sindicato – Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato
Natalia informou que o Sindicato protocolou um ofício ao governador, à Seed, à Seap e à Sefa no final de janeiro, exigindo que a publicação ocorra o mais rápido possível e que o governador autorize o pagamento ainda em fevereiro. Já as formações podem ser utilizadas para as progressões, porém o certificado não poderá ser utilizado novamente para obter uma promoção.
A funcionária Ariane também questionou como funciona o Piso Nacional do Magistério e por que os Agente I e II não recebem o índice. A dirigente explicou que oProjeto de Lei 2531/2021, que institui o piso salarial nacional para os(as) funcionários(as)de escola da educação básica, está tramitando na Câmara dos Deputados. “A expectativa é que a aprovação no Senado transforme o piso nacional em uma política sólida e abrangente, que alcance toda a categoria”, destacou.
“O que eu falo para todos os funcionários é que é muito importante se sindicalizar para a APP ter força para lutar por nós, porque sozinhos não conseguiremos. Precisamos de alguém para estar à frente e estarmos unidos nessa luta, porque o governo finge que nós não existimos”, reforça Ariane.
Professor Silvio dos Santos, destaca a importância de que todos(as) educadores(as) precisam estar sindicalizados(as) para fortalecer a luta da categoria – Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato
Já para o professor Silvio, as dúvidas eram a respeito dos debates sobre a Campanha Salarial 2026. O tema tem gerado muitas dúvidas, principalmente por conta da proposta de mudança nas carreiras, da luta por equiparação e de uma nova tabela salarial. O docente pontuou que, além das carreiras, os(as) educadores(as) têm incertezas sobre a Lei do “Descongela”, que autoriza os estados, o Distrito Federal e os municípios a pagarem retroativamente aos(às) servidores(as) os direitos remuneratórios congelados durante a pandemia de Covid-19.
Santos foi informado de que a lei sancionada pelo presidente Lula revoga o artigo 8º da Lei 173/2020 e que no entendimento da APP-Sindicato, quinquênios e anuênios devem ser implantados imediatamente. Já o pagamento dos retroativos necessita da aprovação de uma lei estadual ou municipal que preveja o pagamento desse período. O Sindicato já protocolou na Seed e na Seap requerimento de implementação de quinquênios, anuênios e outros direitos que venceram ao longo do período de congelamento.
Sobre as carreiras, o sindicato cobra a equiparação salarial dos(as) professores(as) com as demais carreiras do Executivo. Atualmente, a APP-Sindicato integra um grupo de trabalho com a Seed, Sefa e Seap, que realiza estudos sobre a viabilidade e formas de equiparar os salários dos(as) docentes aos dos demais trabalhadores(as) do Estado com mesma carga horária e exigência de nível superior.
Assembleia estadual
Durante as visitas, os(as) dirigentes reforçaram a importância da participação dos(as) educadores(as) na primeira Assembleia Extraordinária Estadual do ano, que será realizada neste sábado (7). O encontro será na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), localizada na Avenida Victor Ferreira do Amaral, 771, no Tarumã, em Curitiba, com início às 8h30. Os(as) educadores(as) vão debater propostas para a Campanha Salarial 2026, calendário de lutas e outras pautas importantes para a categoria.
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