sexta-feira, 22 de maio de 2026

Nossos sentimentos aos familiares e amigos do Rafael Rosa, irmão do Fabiano, diretor SITSESP e servidor da Fundação CASA


 NOTA DE FALECIMENTO

RAFAEL ROSA

IRMÃO DO DIRETOR SITSESP e servidor da Fundação CASA, FABIANO ROSA

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Rafael Rosa, irmão do diretor do SITSESP e servidor da Fundação CASA, Fabiano Rosa.

Rafael deixará saudades eternas em todos que tiveram o privilégio de conviver com sua alegria, amizade e generosidade.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos, rogando a Deus que conforte seus corações.

VELÓRIO

Será realizado no Seixas

Rua Marechal Gaspar Dutra, 255

22/05 ÀS 18 HORAS

SEPULTAMENTO

Cemitério Vale da Colinas

23/05 ÀS 09:00 HORAS DA MANHÃ

O blog Agentes na Net se solidariza com os familiares e amigos de Rafael neste momento de dor e despedida.


Câmara solicita ao Estado uma ETEC na área da antiga Fundação Casa

 

A Câmara Municipal de Campinas aprovou uma Moção de Apelo para a implantação de uma Escola Técnica Estadual no prédio da antiga Fundação CASA Jequitibá, no Jardim São Vicente. A

Câmara solicita ao Estado uma ETEC na área da antiga Fundação Casa em Campinas
Foto: Reprodução/EPTV

A Câmara Municipal de Campinas aprovou uma Moção de Apelo para a implantação de uma Escola Técnica Estadual no prédio da antiga Fundação CASA Jequitibá, no Jardim São Vicente. A solicitação foi encaminhada ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan. 

O documento também aponta problemas como acúmulo de lixo e falta de conservação no entorno do prédio, e indica que as ações de limpeza são apenas paliativas, sem resolver o abandono do espaço. 

A criação da escola técnica, segundo o texto, ampliaria o acesso à qualificação profissional e abriria novas perspectivas para adolescentes e jovens. 

No último sábado, houve um ato no local pedindo a transformação do prédio em espaço de educação, cultura e qualificação profissional. 

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A moção, do vereador Ailton da Farmácia (PSB), também solicita a realização de uma reunião entre moradores, Prefeitura e Governo do Estado para discutir a destinação definitiva do imóvel.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Fundação CASA inaugura espaço de memória com acervo de 660 mil documentos históricos na capital paulista

 


Novo equipamento cultural abriga registros de crianças e adolescentes atendidos pelo Estado desde 1925 e abre com exposição sobre arte na medida socioeducativa.

Fundação CASA inaugura espaço de memória com acervo de 660 mil documentos históricos na capital paulista. Fonte: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
21 de maio de 202622:10
Atualizado agora há pouco às 23:19

A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, inaugurou nesta quinta-feira (21) a CASA da Memória Sergio Ranalli, no antigo Complexo do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O espaço foi criado para preservar e difundir o acervo histórico da instituição, que reúne cerca de 660 mil prontuários e materiais iconográficos produzidos desde o início do século XX.

A mostra inaugural se chama “A Arte que Transforma na Medida Socioeducativa” e destaca produções artísticas de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, incluindo textos, pinturas, música e audiovisual. A exposição busca valorizar essas obras como manifestações culturais legítimas, com função estética e significado humano.

O acervo da CASA da Memória está sob guarda do Núcleo de Acervo Institucional e Documental (NAID), que conserva registros datados a partir de 1925, fotografias, plantas arquitetônicas, pinturas e materiais audiovisuais. O conjunto documental permite traçar a evolução das políticas públicas voltadas à infância e juventude em diferentes períodos históricos.

O local funcionará como centro de referência para pesquisadores, com exposição de longa duração em formato de linha do tempo, mostras temporárias, sala de formação para servidores e programação cultural contínua. Estão previstas visitas mediadas, rodas de conversa, cine-debates e ações educativas ao longo do ano.

O secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Arthur Lima, afirmou que a iniciativa representa um ato de responsabilidade do Estado com sua própria história. “Políticas públicas melhores se constroem quando entendemos os erros e acertos do passado. Esse espaço é um instrumento de reflexão para gestores, pesquisadores, educadores e para a sociedade”, declarou.

O projeto foi desenvolvido pela Universidade Corporativa da Fundação CASA (UNICASA), em parceria com o NAID e a Gerência de Arte e Cultura (GAC). A concepção pedagógica e as ações educativas ficam a cargo da UNICASA, enquanto o NAID responde pela curadoria e preservação do acervo. A GAC atua na curadoria das exposições.

A inauguração ocorre no ano em que se completam 20 anos da transformação da antiga Febem em Fundação CASA, mudança que simbolizou uma nova abordagem na política socioeducativa paulista. O espaço está instalado em um local historicamente ligado ao atendimento de crianças e adolescentes, o que agrega valor simbólico à experiência do visitante.

O presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, destacou a importância de preservar as histórias registradas nos prontuários. “Não estamos falando de números, mas de crianças que tiveram suas histórias registradas no momento mais difícil de suas vidas. A CASA da Memória existe para que essas histórias não se percam”, afirmou.

O nome do espaço homenageia Sergio Ranalli, servidor que dedicou 38 anos à organização e preservação do acervo histórico da instituição, desde o período da Pró-Menor até a Fundação CASA. A escolha do nome foi feita por meio de concurso cultural entre servidores.

A Fundação CASA aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em todo o estado de São Paulo

Medidas socioeducativas têm papel pedagógico exigido pelo ECA

 


Marina Araújo explica âmbito educativo nas diretrizes de espaços socioeducativos como a Fundação Casa

Gabriela Carvalho, colaboração para a CNN Brasil
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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados pautou, na terça-feira (19), a análise da admissibilidade de três PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que propõem a redução da maioridade penal do Brasil de 18 para 16 anos.

Apesar de a pauta ser levada à Comissão, a análise da proposta foi adiada devido à Ordem do Dia do Plenário. Agora o tema será deixado para a próxima semana.

O debate sobre a redução da maioridade penal, no entanto, traz críticas de educadores que atuam em instituições que conciliam o caráter punitivo e o caráter pedagógico. Isso porque, segundo o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, e o SINASE, Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, as medidas socioeducativas são sistematizadas a partir da escolarização e da profissionalização para adolescentes.

O que punição tem a ver com educação?

Quando se trata de infrações de jovens e adolescentes com menos de 18 anos, a responsabilização compatível com a faixa etária deve ser baseada na Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que se baseia na noção de criança e adolescente como sujeitos de direitos; pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e na exigibilidade da absoluta prioridade para os direitos de criança e adolescentes.

Com isso, as medidas socioeducativas visam garantir o melhor cenário para o desenvolvimento dos jovens e adolescentes. Marina Araújo, coordenadora-geral do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) do Ceará, e integrante da Coordenação Colegiada da Coalizão pela Socioeducação, explica que o sistema socioeducativo tem o objetivo de garantir assistência e proteção.

“Essa proteção engloba o âmbito social, psicológico, da saúde, bem como nas áreas da educação e formação profissional, possibilitando o desenvolvimento de um papel construtivo e produtivo na sociedade, conforme está estabelecido nas Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça de Menores de 1985”, explica ela.

Com isso, as políticas estabelecidas em espaços socioeducativos, como é o caso da Fundação CASA (Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), no estado de São Paulo, possuem, além do caráter punitivo, o caráter pedagógico. “As ações pedagógicas precisam ser sistematizadas no atendimento destinado ao adolescente, considerando sua condição peculiar de desenvolvimento e de sujeito de direitos”, afirma Marina Araújo.

Além disso, as atividades pedagógicas nestes espaços precisam fazer parte do PIA (Plano Individual de Atendimento), que propõe ações baseadas em:

  • prevalência sobre aspectos meramente sancionatórios;
  • projeto pedagógico como ordenador da ação;
  • participação dos adolescentes na construção, no monitoramento e na avaliação;
  • respeito à singularidade do adolescente, presença educativa e exemplaridade;
  • exigência e compreensão;
  • diretividade no processo socioeducativo;
  • dinâmica institucional garantindo a horizontalidade na socioeducação;
  • organização espacial e funcional que garantam possibilidades de desenvolvimento para o adolescente;
  • diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual norteadora da prática pedagógica;
  • família e comunidade participando ativamente.

Marina Araújo pontua ainda que o Sistema Socioeducativo é formado por regras e critérios obrigatoriamente utilizados pelos sistemas estaduais, distritais e municipais para se pensar programas voltados para adolescentes em conflito com a lei.

“Medida socioeducativa engloba a integração com outros subsistemas (Sistema Educacional, Sistema Único de Saúde, Sistema Único da Assistência Social, e Sistema de Justiça), para que se garanta o atendimento socioeducativo integrado às políticas sociais básicas”, completa Araújo.

Por que é tão difícil ver o infrator de forma humana?

Parte do estigma em torno das infrações cometidas por jovens de 12 a 16 anos se dá pela ideia de que estes adolescentes corroboram para o aumento da violência.

No entanto, dados do SINASE de 2024 revelam que 31,7% das infrações cometidas nesta faixa etária se referem a roubos. Enquanto isso, crimes como tentativa de homicídio, estupro e associação a organizações criminosas correspondem a 2,6%, 2,4% e 0,8%, respectivamente.

Os dados revelam um diagnóstico de desigualdade social que corrobora para que estes jovens cometam tais infrações.

Marina Araújo ainda aponta que a redução da maioridade penal não enfrenta a violência. “Na verdade, ela apenas amplia o encarceramento e aprofunda a seletividade penal sobre uma população que já é a principal vítima da letalidade no país”, aponta.

Ela também explica que "a PEC 32/2015 ou qualquer proposta que tenha como objeto a redução da maioridade penal não promove simples alteração legislativa, mas busca suprimir uma garantia constitucional essencial ao regime de proteção integral ao jovem e adolescente, o que caracteriza a proposta como inconstitucional."

O ECA reitera ainda a necessidade de garantir e observar os direitos destes jovens em questão. “O poder público tem a obrigação de garantir a escolarização e a profissionalização para adolescentes na execução da medida socioeducativa de semiliberdade”, lembra a especialista.

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