quinta-feira, 7 de maio de 2026

Metroviários denunciam precarização do trabalho e podem entrar em greve no dia 13


Os metroviários e metroviárias de São Paulo poderão cruzar os braços na próxima quarta-feira (13). A greve é uma resposta ao governo do estado que segue com a política de precarização e terceirização no serviço de transporte sobre trilhos.

O aviso de greve foi aprovado pela categoria em assembleia virtual realizada na terça (5) e quarta-feira (6). Uma nova assembleia, na terça-feira (12), deverá votar pelo início da greve a partir das 0h de quarta (13).

Em documento divulgado à população, os companheiros e companheiras denunciam que, nos últimos 10 anos, o quadro de funcionários do Metrô praticamente reduziu pela metade, contando com menos de 6 mil trabalhadores, atualmente.

A redução drástica ocorre porque o governo do estado não realiza um concurso público para a contratação de novos trabalhadores há pelo menos 10 anos. A falta de trabalhadores cria inúmeros problemas para a categoria.

A precarização e a superexploração do trabalho, ocorre em praticamente todas as áreas, dos operadores de trem aos seguranças, da manutenção à administração e atendimento ao público.

Além disso, a categoria também afirma que a direção da empresa tem realizado outros ataques contra a igualdade salarial para funcionários nas mesmas funções, plano de saúde e no pagamento da Participação dos Lucros.

A última pesquisa sobre a satisfação dos passageiros revelou que mais de 76% dos usuários consideram como bom ou muito bom o trabalho dos metroviários e metroviárias. No entanto, esta entrega esta se dando às custas da saúde física e emocional dos trabalhadores.

O Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo também afirmou que a greve somente não ocorrerá caso o governador Tarcísio de Freitas retome as negociações sobre os temas citados.

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