Calouros do curso de agropecuária da Escola Técnica Estadual (Etec) de Iguape (SP) alegam ter sido torturados por veteranos no alojamento da instituição.
Por g1 Santos
Justiça de Iguape determinou que um adolescente fique internado na Fundação Casa por até três anos após ser acusado de torturar calouros da Etec do município.
Os calouros eram agredidos no alojamento da instituição por meio de um "juramento de trote" firmado com três veteranos. Os relatos indicam que os abusos ocorriam principalmente à noite, durante a semana, e incluíam agressões físicas e atos de humilhação. Ao menos cinco calouros teriam sido vítimas, e o juramento proibia os estudantes de exporem o caso.
A medida mais severa foi aplicada apenas a um dos adolescentes porque a Justiça entendeu que os atos dele envolveram violência e grave ameaça. O outro menor recebeu liberdade assistida por seis meses e deve prestar serviços à comunidade pelo mesmo período.
A situação veio à tona após a família de uma das vítimas perceber um ferimento provocado por um alicate no peito do calouro quando ele voltou para casa, em um fim de semana.
Alunos são acusados de torturarem calouros por 'juramento de trote' em alojamento de Etec
A Justiça de Iguape, no litoral de São Paulo, determinou que um adolescente de 16 anos fique internado na Fundação Casa por até três anos após ser acusado de torturar calouros do curso de agropecuária da Escola Técnica Estadual (Etec) do município.
Os calouros eram agredidos no alojamento da instituição por meio de um 'juramento de trote' firmado com três veteranos. O trio formado por dois adolescentes, ambos de 16 anos, e um homem de 18, identificado como Kauê Vinicius Martins Souza, chegou a ser detido em março. Um dos menores vai responder em liberdade (veja detalhes adiante).
Os relatos indicam que os abusos ocorriam principalmente à noite, durante a semana, e incluíam agressões físicas e atos de humilhação (veja o vídeo). Ao menos cinco calouros teriam sido vítimas, e o juramento proibia os estudantes de exporem o caso.
Decisão judicial
Segundo o documento, obtido pelo g1 neste sábado (23), a Justiça determinou que um dos adolescentes fique internado por até três anos na Fundação Casa de Peruíbe (SP). O juiz também apontou que a internação dele deve ser revista a cada seis meses.
A medida mais severa foi aplicada apenas a um dos adolescentes porque a Justiça entendeu que os atos dele envolveram violência e grave ameaça. O outro menor recebeu liberdade assistida por seis meses e deve prestar serviços à comunidade pelo mesmo período, podendo recorrer em liberdade.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dos menores. Procurado, o Centro Paula Souza (CPS) não informou se o estudante que foi solto retornou à Etec.
Investigação
A situação veio à tona após a família de uma das vítimas perceber um ferimento provocado por um alicate no peito do calouro quando ele voltou para casa, em um fim de semana.
A Polícia tomou conhecimento dos atos, localizou e encaminhou os envolvidos à Delegacia de Iguape, onde o caso foi inicialmente registrado como lesão corporal e vias de fato.
Na delegacia, foram apreendidos os celulares dos três indiciados, assim como dois alicates e uma faca. No telefone dos jovens, foram encontrados registros em vídeo das agressões.
O que diz a Etec
Em nota publicada nas redes sociais, a Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros afirmou que repudia os fatos. "Toda unidade escolar foi fortemente atingida pelas notícias. A surpresa e a indignação nos paralisaram por um momento", declarou a instituição.
"Agora enfrentando a realidade dos fatos, foi criado um comitê de crise, que teve como primeira medida, o afastamento imediato dos 3 alunos envolvidos", destacou.
O comunicado, assinado pelo diretor Mauro Sérgio Adinolfi, ressaltou que a unidade acompanha a apuração dos fatos para "analisar todas as questões legais, no intuito de solucionar o caso e restabelecer a ordem no âmbito escolar".
A escola acrescentou que os envolvidos já não permanecem no convívio escolar, situação que, segundo a nota, "deve trazer tranquilidade e paz aos demais alunos para continuidade de seus projetos educacionais".
Já o Centro Paula Souza (CPS), que administra a unidade, informou que apura rigorosamente os fatos para aplicação das medidas legais cabíveis e se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Segundo o CPS, os alunos envolvidos no caso seguirão com atividades remotas até que os trâmites legais sejam concluídos. "O CPS repudia todo e qualquer ato de violência, dentro ou fora do ambiente escolar, e presta auxílio aos estudantes e suas famílias”.

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