quarta-feira, 15 de julho de 2026

STF vai decidir se trabalhador mantém vínculo com a Previdência mesmo com contribuição menor que mínimo da categoria

 


Matéria teve repercussão geral reconhecido, e entendimento a ser adotado no julgamento deverá ser aplicado em todas as instâncias

15/07/2026 10:00 - Atualizado há 21 horas atrás
Fachada de um agência do INSS com o letreiro Previdência SocialFoto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se, mesmo com o recolhimento de contribuições previdenciárias em valor inferior ao mínimo mensal exigido para sua categoria, o trabalhador pode manter seu vínculo (qualidade de segurado) com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) sem a necessidade de complementar o recolhimento. A questão é objeto do Recurso Extraordinário (RE) 1544748 , que teve repercussão geral reconhecida (Tema 1.467).  

O colegiado também determinou a suspensão nacional, até o julgamento definitivo do recurso, de todos os processos, individuais ou coletivos, que tratem dessa mesma controvérsia, independentemente do estado em que se encontrem. O objetivo é evitar insegurança jurídica diante de eventuais decisões conflitantes. O julgamento ainda não tem data fixada, e o entendimento a ser adotado deverá ser aplicado em todas as instâncias. 

Discussão 

A controvérsia envolve a interpretação de uma regra da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) segundo a qual, para que um período seja contado como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o valor recolhido pelo segurado deve ser igual ou superior à contribuição mínima exigida para sua categoria. A norma também permite somar contribuições de um mesmo mês para atingir esse valor mínimo. 

Caso 

No recurso, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contesta o entendimento da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) de que, mesmo após a Reforma da Previdência, o recolhimento de contribuição em valor inferior ao mínimo mensal não impede o reconhecimento da qualidade de segurado e a manutenção do vínculo. 

Segundo a TNU, a nova regra trata exclusivamente de “tempo de contribuição”, ou seja, visa disciplinar apenas os benefícios programados que têm o tempo de contribuição como requisito para sua concessão, como a aposentadoria. Da mesma forma, considera que a contribuição é uma consequência da relação jurídico-previdenciária, e não um antecedente lógico da filiação.  

Para o colegiado, condicionar o reconhecimento da qualidade de segurado ao pagamento de contribuição mínima deixaria sem proteção previdenciária o segurado obrigatório que contribui abaixo do mínimo mensal, a exemplo de trabalhadores intermitentes e trabalhadores em tempo parcial. 

No recurso ao STF, o INSS argumenta que restringir o alcance do termo “tempo de contribuição” à mera contagem do tempo despreza o aumento crescente da despesa pública previdenciária com benefícios não programáveis. De acordo com a autarquia, o piso contributivo é um dos principais mecanismos para viabilizar o equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência. Segundo esse argumento, o reconhecimento da qualidade de segurado de quem contribui abaixo do salário mínimo resultaria na concessão de milhões de benefícios sem contrapartida contributiva, comprometendo seriamente a sustentabilidade do sistema.  

Repercussão geral 

Em manifestação pelo reconhecimento da repercussão geral, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou que discussão tem relevância sob as perspectivas econômica, política, social e jurídica e ultrapassa os interesses das partes, com reflexos sobre todo o sistema de Previdência Social. 

(Jorge Macedo/PR//CF) 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Projeto reconhece atividade de risco de auditores fiscais agropecuários e autoriza porte de arma

 

Texto está em análise na Câmara dos Deputados

13/07/2026 - 10:28  

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - PL nº 2.511/23, Salário dos condutores de ambulância. Dep. Capitão Alden (PL - BA)
Capitão Alden: mudanças são necessárias para adequar leis à realidade da categoria

O Projeto de Lei 1248/26 reconhece como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autoriza o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto em serviço quanto fora dele.

A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, altera a Lei 10.883/04, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Pelo texto, o porte de arma de fogo ficará condicionado ao cumprimento de requisitos técnicos e psicológicos previstos em lei e em regulamentação específica.

O projeto determina ainda que o Poder Executivo defina protocolos de segurança para as atividades de fiscalização agropecuária consideradas de risco.

O autor da proposta, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que as mudanças são necessárias para adequar a legislação à realidade da categoria.

“Os auditores fiscais atuam na fiscalização, na inspeção e no controle de produtos agropecuários, além do combate a ilícitos administrativos e econômicos”, disse.

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 13 de julho de 2026

2º EDITAL DE CREDENCIAMENTO E CADASTRO DE RESERVA 2026 – FUNDAÇÃO CASA PARA O COMPONENTE DE MATEMÁTICA


2º EDITAL DE CREDENCIAMENTO E CADASTRO DE RESERVA 2026 – FUNDAÇÃO CASA PARA O COMPONENTE DE MATEMÁTICA

 

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Unidade Regional de Ensino de Sertãozinho


A Dirigente Regional de Ensino de Sertãozinho, no uso de suas atribuições legais, nos termos da Resolução Conjunta SE-SJDC 01 e 02/2017 e nos termos da Resolução nº 153/2025 e Resolução SEDUC 03/2026, Resolução SEDUC 44/2024, alterada pela Resolução SEDUC 8/2026, torna pública a abertura de inscrições para do processo de credenciamento de docentes interessados em atuar na Unidade da Fundação Casa (Centro de Atendimento Sócio Educativo ao Adolescente) de Sertãozinho, vinculada à EE Profº Edith Silveira Dalmaso, sito à Rua Nelsom Tomazini, 841 - Jardim Jamaica, Sertãozinho - SP, 14164-115– Sertãozinho – SP, jurisdicionada a esta Unidade Regional de Ensino.

Clique aqui para acessar o 2º EDITAL DE CREDENCIAMENTO E CADASTRO DE RESERVA 2026.

Clique aqui para acessar a FICHA DE INSCRIÇÃO

Adolescente é apreendido com 4 kg de drogas vai pra Fundação CASA

 


Jovem recebia pagamentos semanais para armazenar as substâncias em sua casa; ele foi apreendido e encaminhando à Fundação CASA

REDAÇÃO BAND VALE
REDAÇÃO BAND VALE

13/07/2026 • 15:05 • Atualizado em 13/07/2026 • 15:05

Adolescente é apreendido com quase 4 kg de drogas em Jacareí

Adolescente é apreendido com quase 4 kg de drogas em Jacareí

Polícia Civil

Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Militar na noite de domingo (12), em Jacareí, após ser flagrado com aproximadamente 3,9 kg de entorpecentes em sua casa, no bairro Jardim Maria Amélia. Durante o patrulhamento da Força Tática, o jovem confessou espontaneamente que armazenava as drogas e que recebia pagamentos semanais para realizar a guarda dos materiais ilícitos.

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A ocorrência teve início quando os policiais visualizaram um grupo de cinco indivíduos em via pública. Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. No entanto, ao ser questionado, o adolescente admitiu possuir passagens anteriores por tráfico de drogas e revelou que escondia mochilas com entorpecentes em seu quarto.

Com a autorização do jovem e acompanhados pelo pai do menor, os policiais entraram no imóvel e localizaram as seguintes substâncias:

  • 2.157,98 gramas de cocaína;
  • 1.105,45 gramas de crack;
  • 676,76 gramas de maconha.

Além das drogas, a polícia apreendeu uma balança de precisão, materiais para fracionamento e embalagem de entorpecentes, e um aparelho celular.

O caso foi registrado no Plantão da Delegacia Seccional de Jacareí como ato infracional análogo ao tráfico de drogas. No despacho policial, destacou-se a materialidade do crime pela elevada quantidade de drogas e pela confissão do jovem, que afirmou ter uma função remunerada no esquema de armazenamento.

Embora o adolescente tenha demonstrado arrependimento e colaborado com a equipe, a autoridade policial decidiu manter sua apreensão devido à gravidade dos fatos e ao risco de reiteração infracional. O jovem foi encaminhado à Fundação CASA, onde permanecerá à disposição da Vara da Infância e Juventude para a análise de

Nova lista de profissões pode ganhar direito ao porte de arma no Brasil; proposta inclui advogados, corretores e vigilantes

 

Comissões do Congresso deram aval a projetos que ampliam o acesso ao porte de arma para diversas categorias profissionais, mas a autorização ainda depende de novas etapas legislativas

Foto do perfil do autor - Carolina Sott

Florianópolis

Nova lista de profissões pode ganhar direito ao porte de arma no Brasil; textos avançam na Câmara e no SenadoComissões da Câmara e do Senado aprovam projetos que podem conceder direito ao porte de arma para novas categorias profissionais no BrasilFoto: Reprodução/ND Mais

Trabalhadores que exercem atividades em locais isolados, atendem pessoas desconhecidas ou realizam fiscalizações externas podem ter novas regras para o porte de arma de fogo no Brasil.

Nos últimos meses, diferentes projetos de lei avançaram na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para regulamentar o direito de categorias específicas.

Apesar do avanço nas comissões do Congresso, as mudanças ainda não estão em vigor. Os textos precisam concluir toda a tramitação legislativa e receber a sanção presidencial antes de virar lei. Além disso, o porte não será automático: os profissionais precisarão cumprir exigências técnicas, psicológicas e legais.

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Quais profissões tiveram o porte de arma aprovado em comissões?

Conforme levantamento das propostas em andamento no Congresso, as categorias que já receberam parecer favorável em comissões de segurança são:

Nova lista de profissões pode ganhar direito ao porte de arma no Brasil; textos avançam na Câmara e no SenadoAs propostas já avançaram em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado, mas ainda precisam concluir a tramitação para virar leiFoto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Outros setores, como servidores do Procon e a ampliação de direitos para guardas municipais, também possuem projetos protocolados, mas em estágios menos avançados.

Entenda a situação de cada categoria

Corretores de Imóveis

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou a proposta que permite aos corretores com registro ativo no Creci solicitar o porte funcional. A atividade é considerada de risco por envolver visitas a imóveis vazios com clientes desconhecidos em regiões afastadas.

A autorização valerá apenas durante o exercício profissional. O texto segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Advogados

O projeto aprovado na Comissão de Segurança Pública do Senado autoriza o porte para defesa pessoal em território nacional para profissionais com registro regular na OAB.

O texto traz restrições: fica proibido entrar armado em fóruns, tribunais e presídios. A justificativa defende a proteção contra ameaças decorrentes de processos complexos. A proposta aguarda relator na CCJ do Senado.

Nova lista de profissões pode ganhar direito ao porte de arma no Brasil; textos avançam na Câmara e no SenadoProposta para advogados prevê porte de arma para defesa pessoal, mas mantém restrições em fóruns, tribunais e presídiosFoto: Freepik/ND Mais

Agentes de Trânsito

A proposta cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito e autoriza o porte de arma dentro e fora do serviço para servidores que atuam na fiscalização e patrulhamento viário (excluindo funções administrativas).

O projeto já passou pela Câmara e pela comissão do Senado, aguardando votação na CCJ do Senado.

Fiscais Ambientais

Aprovado na Comissão de Segurança Pública da Câmara, o texto beneficia agentes que atuam no combate a crimes como desmatamento e garimpo ilegal. O direito se justifica pelo perigo enfrentado em florestas e áreas isoladas. O projeto seguiu para a CCJ da Câmara.

Médicos Veterinários

Aprovado na comissão da Câmara, o projeto autoriza veterinários regulares a solicitar o porte de arma de uso permitido à Polícia Federal. A justificativa aponta o risco do trabalho em propriedades rurais distantes e sem patrulhamento. A validade do documento seria de cinco anos.

Vigilantes e Segurança Privada

A mudança reconhece a segurança privada como atividade de risco permanente e estende o porte para fora do horário de trabalho. A regra exige a Carteira Nacional do Vigilante ativa e vínculo empregatício comprovado. Segue para análise na CCJ da Câmara.

Nova lista de profissões pode ganhar direito ao porte de arma no Brasil; textos avançam na Câmara e no SenadoProjeto amplia a possibilidade de porte de arma para vigilantes e agentes de segurança privada, inclusive fora do horário de trabalhoFoto: Divulgação/ND

Diferença entre Posse e Porte de Arma

É importante entender os conceitos legais que regem a circulação de armamento:

Posse de arma: Permite ao cidadão manter a arma registrada exclusivamente dentro de sua residência ou no local de trabalho (caso seja o responsável legal pelo estabelecimento).

Porte de arma: Autoriza o cidadão a transportar e carregar a arma fora de casa ou do trabalho, de forma discreta, respeitando os limites territoriais da licença.

Quais serão os requisitos exigidos?

Mesmo que os projetos virem lei, a Polícia Federal continuará avaliando individualmente os pedidos. O profissional precisará apresentar:

  • Certidões negativas de antecedentes criminais;
  • Laudo de aptidão psicológica e comprovação de capacidade técnica (tiro);
  • Justificativa de necessidade e registro regular da arma;
  • Inscrição e regularidade ativa no respectivo conselho de classe (OAB, Creci, CRMV, etc.).

Carolina Sott

Carolina Sott Editora/Repórter

Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em J

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