domingo, 8 de fevereiro de 2026

Adolescente mata ex por ciúmes em padaria de MG; 2 são mortas e uma ferida

 

Segundo testemunhas, autor teria ido ao local onde a ex-namorada trabalhava e iniciado a discussão

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, em São Paulo
Jovem teria discutido com a ex-namorada no local onde ela trabalhava  • Itatiaia
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Uma mulher de 56 anos e uma garota de 16 morreram, em uma padaria, na noite da última quarta-feira (4), após um jovem iniciar briga por ciúmes com a menor de idade, que seria sua ex-namorada, e efetuar disparos contra elas. Uma outra menina, que estaria nos fundos do estabelecimento, também foi atingida. O caso ocorreu  na cidade de Ribeirão das Naves, em Minas Gerais

Segundo relatos de uma testemunha à PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais), o jovem de 17 anos, teria chegado na padaria por volta das 20h e iniciado uma briga com a ex, que trabalhava como balconista na padaria do tio. Segundo relatos, a causa do desentendimento foi ciúmes. A cliente, de 56 anos, tentou intervir na discussão, mas o autor teria se exaltado.


Ele atirou na cabeça e corpo da jovem de 16 e nas costas da mulher de 56, que morreram no local.

A outra vítima, que seria filha do dono, estava no fundo da loja quando o sujeito atirou contra ela. A menina de 14 anos teria pedido para ele não matá-la. Segundo relatos, antes de sair da padaria, o menor de idade teria feito gestos de deboche à moça após pedido. A menor de idade foi levada para um hospital na região.

Leia também: SP: Estado e capital registram recorde de feminicídios em 2025

Não há atualizações sobre o estado da vítima.

Equipes da PM encontraram o suspeito que foi detido. Os policiais apreenderam dois celulares, sendo um da balconista. O caso foi registrado como homicídio.

*Sob supervisão de Tonny Aranha

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Concurso Dom sistema Socieducativo é retificado e cronograma é atualizado; veja



Cronograma do concurso Degase é atualizado em nova retificação. Confira as datas das etapas finais da seleção!

 edital do concurso Degase teve uma nova retificação publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 3. A mudança ocorre no cronograma das etapas finais da seleção.


A publicação do resultado definitivo da prova de títulos, por exemplo, que estava prevista para o dia 2 de fevereiro, passou para quarta-feira, 4, com a convocação para a verificação das cotas.


Os documentos serão disponibilizados no site do Idecan, organizador do concurso. Na prova de títulos, de caráter classificatório, os candidatos convocados recebem pontos ao comprovarem especializações acadêmicas.


O edital de chamada para o curso de formação será divulgado no dia 20 de fevereiro. As aulas serão realizadas de 9 de março a 2 de abril.


O resultado final do concurso e do curso de formação está previsto para 20 de abril.

Degase atualiza cronograma do concurso público

(Foto: Governo do Rio de Janeiro)


Veja o cronograma completo abaixo:

  • Publicação do resultado definitivo da Prova de Títulos: 4 de fevereiro;
  • Edital de convocação para a avaliação biopsicossocial e procedimento de heteroidentificação + confirmação de autodeclaração de indígenas: 4 de fevereiro;
  • Realização da avaliação biopsicossocial e o procedimento de heteroidentificação + confirmação de autodeclaração de indígenas: 7 e 8 de fevereiro;
  • Divulgação do resultado preliminar da biopsicossocial e heteroidentificação + confirmação de autodeclaração de indígenas na área do candidato: 10 de fevereiro;
  • Prazo para interposição de recurso contra o resultado preliminar da biopsicossocial e heteroidentificação + confirmação de autodeclaração de indígenas: 11 e 12 de fevereiro;
  • Publicação do resultado definitivo da biopsicossocial e heteroidentificação + confirmação de autodeclaração de indígenas: 20 de fevereiro;
  • Publicação do Edital de Convocação para matrícula no Curso de Formação Inicial: 20 de fevereiro;
  • Prazo para realização da matrícula no Curso de Formação Inicial: de 20 a 23 de fevereiro;
  • Publicação do resultado preliminar da matrícula no Curso de Formação Inicial na área do candidato: 25 de fevereiro;
  • Prazo para interposição de recurso contra o resultado preliminar da matrícula no Curso de Formação Inicial: 26 e 27 de fevereiro;
  • Publicação da homologação das matrículas no Curso de Formação Inicial: 5 de março;
  • Chamada das vagas remanescentes para matrícula no Curso de Formação Inicial: 5 de março;
  • Período de realização do Curso de Formação Inicial: de 9 de março a 2 de abril;
  • Prova final do Curso de formação: 5 de abril;
  • Publicação do resultado preliminar do Curso de Formação Inicial na área do candidato: 10 de abril;
  • Período de recurso contra o resultado preliminar do Curso de Formação Inicial: 13 e 14 de abril;
  • Publicação do resultado definitivo do Curso de Formação Inicial: 20 de abril;
  • Resultado final: 20 de abril;
  • Homologação: a definir.

O concurso para o Degase também teve provas objetivas e discursivas aplicadas em outubro de 2025. Mais de 30 mil inscritos foram convocados. O número de faltosos não foi revelado.


A preparação mais completa está no Qconcursos. Clique aqui e comece!

Saiba como foram as provas do concurso Degase

Na parte objetiva, os concorrentes tiveram que responder a 70 questões, distribuídas da seguinte maneira: 


Conhecimentos Comuns

  • Língua Portuguesa: 10 questões;
  • Raciocínio Lógico: 5 questões;
  • Noções de Direitos Humanos: 5 questões;
  • Noções de Direito Penal: 5 questões;
  • Noções de Direito Constitucional: 5 questões;
  • Noções de Direito Administrativo: 5 questões;
  • Noções de Direito Civil: 5 questões; e
  • Leis Especiais: 10 questões.

Conhecimentos Específicos

  • Conhecimentos específicos ao cargo: 20 questões.

As questões de Conhecimentos Comuns tinham peso 1, enquanto as de Conhecimento Específico tinham peso 2.


A prova de redação, por sua vez, teve dois temas, sendo que o candidato tinha que escolher apenas um para desenvolver.


Confira também

Concurso Degase tem oferta de mais de 3 mil vagas

O Departamento de Ações Socioeducativas do Rio de Janeiro oferece, neste concurso, 3.009 vagas, sendo 564 para contratação imediata e 2.445 para a formação de um cadastro de reserva. 


As remunerações iniciais serão de R$3.634,25, para cargos de níveis médio e técnico, e de R$4.441,89, para funções de nível superior.


A seguir, veja a distribuição completa das vagas do concurso Degase, por cargo e nível de escolaridade

Nível médio

  • agente administrativo: 221 vagas, sendo 62 imediatas e 159 em cadastro de reserva.

Nível técnico

  • técnico de contabilidade: 17 vagas, sendo 2 imediatas e 15 em cadastro de reserva;
  • técnico de enfermagem: 107 vagas, sendo 7 imediatas e 100 em cadastro de reserva;
  • técnico de segurança do trabalho: 17 vagas, sendo 2 imediatas e 15 em cadastro de reserva; e
  • técnico em suporte e comunicação em TI: 40 vagas, sendo 10 imediatas e 30 em cadastro de reserva.

Nível superior

  • agente de segurança socioeducativa feminina: 341 vagas, sendo 29 imediatas e 312 para cadastro de reserva;
  • agente de segurança socioeducativa masculina: 1.552 vagas, sendo 408 imediatas e 1.144 em cadastro de reserva;
  • analista de tecnologia da informação: 17 vagas, sendo 2 imediatas e 15 em cadastro de reserva;
  • assistente social: 105 vagas, sendo 15 imediatas e 90 em cadastro de reserva;
  • arquivologista: 15 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • bibliotecário: 22 vagas, sendo 7 imediatas e 15 em cadastro de reserva;
  • contador: 16 vagas, sendo 1 imediata e 15 em cadastro de reserva;
  • enfermeiro do trabalho: 15 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • enfermeiro: 40 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • estatístico: 15 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • farmacêutico: 15 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • médico clínico: 16 vagas, sendo 1 imediata e 15 em cadastro de reserva;
  • médico psiquiatra: 16 vagas, sendo 1 imediata e 15 em cadastro de reserva;
  • musicoterapeuta: 35 vagas apenas em cadastro de reserva;
  • nutricionista: 31 vagas, sendo 1 imediata e 30 em cadastro de reserva;
  • odontólogo: 31 vagas, sendo 1 imediata e 30 em cadastro de reserva;
  • pedagogo: 156 vagas, sendo 6 imediatas e 150 em cadastro de reserva;
  • professor de Educação Física: 30 vagas apenas em cadastro de reserva ;
  • psicólogo: 108 vagas, sendo 8 imediatas e 100 em cadastro de reserva; e
  • terapeuta ocupacional: 31 vagas, sendo 1 imediata e 30 em cadastro de reserva.

O cargo de agente de segurança socioeducativa é o destaque do concurso. Nesta edição, ele passou a exigir o nível superior completo em qualquer área, além da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B.


Somente para esse cargo, são 1.893 vagas, sendo 437 para o sexo feminino e 1.456 para o sexo masculino. O agente não tem porte de arma.

VAMOS APROVAR A “LEI ORELHA”!


 


 


Você sabia que o Estatuto da Criança e do Adolescente só determina medida socioeducativa para atos violentos contra “pessoas”? Ou seja, a punição não considera a violência contra animais! É justamente essa brecha que quero corrigir, com o Projeto de Lei 372/2026.


Quem pratica violência contra animais revela alto grau de agressividade e insensibilidade, além de indicar potencial risco à convivência social. Trata-se de um comportamento de extrema reprovabilidade, que demanda resposta adequada do sistema socioeducativo. Precisamos ser a voz de quem não pode se defender!


Também sigo lutando pela aprovação do Projeto de Lei 1.473/2025, de minha autoria. Ele aumenta o tempo de internação para até 10 anos para jovens que cometerem atos gravíssimos, como aqueles equiparados a crimes hediondos. Já aprovamos no Senado e está agora na Câmara dos Deputados!


COM OU SEM SINDICATO, A LUTA É DO TRABALHADOR, REFLITAM!!!

 







Os coletores de lixo da cidade de Ribeirão Preto estão em greve. E essa paralisação não surgiu por acaso, nem por oportunismo, nem por capricho. Ela é resultado de anos de descaso, falta de transparência e desvalorização de uma categoria essencial para o funcionamento da cidade.

Independentemente de haver ou não sindicato à frente, o fato concreto é um só: há trabalhadores sendo prejudicados sistematicamente. Durante anos, aproximadamente R$ 50,00 foram descontados mensalmente dos salários desses coletores. Anos de desconto contínuo, sem clareza, sem explicação adequada, sem retorno visível. O que era esse valor? Para onde foi? Por que só agora isso veio à tona?

Quando o trabalhador descobre que foi lesado por tanto tempo, o sentimento não é apenas revolta — é traição. É a percepção de que, enquanto cumpre sua função com responsabilidade, alguém se aproveita do seu silêncio, da sua rotina pesada e da sua pouca visibilidade social.

Como se não bastasse, a proposta apresentada é um reajuste salarial de apenas 2%. Um percentual que não cobre a inflação, não acompanha o aumento do custo de vida e não reflete, em absolutamente nada, o esforço físico extremo e os riscos diários da função. Dois por cento não é valorização. É um número simbólico que ignora a realidade de quem sustenta suas famílias com um trabalho duro, pesado e muitas vezes invisível.

A situação do convênio médico aprofunda ainda mais essa injustiça. Os mesmos trabalhadores que lidam diariamente com resíduos, risco biológico, esforço repetitivo, acidentes e adoecimento físico e mental, muitas vezes não têm acesso digno à própria saúde. É contraditório, cruel e inaceitável que quem cuida da limpeza da cidade não tenha garantido o direito básico de cuidar de si.

A greve, nesse contexto, não é radicalismo. É último recurso. É o grito de quem tentou dialogar, tentou esperar, tentou confiar. Greves não acontecem porque trabalhadores querem parar — acontecem porque ninguém os escutou quando ainda estavam trabalhando.

Rapidamente surgem discursos prontos: tentam criminalizar a paralisação, jogar a população contra os trabalhadores, reduzir a luta a “interesses” ou “politização”. Mas raramente se fala do essencial: por que foi preciso chegar a esse ponto?

Com sindicato ou sem sindicato, a verdade permanece:

➡️ há descontos indevidos,

➡️ há proposta salarial insuficiente,

➡️ há falhas na assistência à saúde,

➡️ há outras demandas ignoradas.

Os coletores de lixo não pedem privilégios. Pedem respeito. Pedem transparência. Pedem condições mínimas de dignidade para continuar fazendo um trabalho que ninguém quer fazer, mas que todos dependem.

Cidade limpa não se constrói apenas com caminhões e discursos.

Constrói-se com valorização humana, justiça salarial e compromisso real com quem mantém tudo funcionando.

Quando o trabalhador para, a cidade sente.

Mas quando o trabalhador é explorado por anos, quem realmente parou foi o respeito.

A greve dos coletores de lixo de Ribeirão Preto é um alerta.

Ignorar esse alerta é escolher empurrar o problema para frente — até que ele volte ainda maior.

Porque quem limpa a cidade todos os dias merece mais do que migalhas, silêncio e descaso.

Quando a crítica incomoda o gestor, o autoritarismo vira ferramenta.”

 


Quando atingimos gestores de uma instituição, especialmente aqueles que ocupam cargos de poder, é natural que surja incômodo. O poder, quando questionado, raramente reage com humildade; na maioria das vezes, reage com defesa, ataque e autoritarismo.

Sempre haverá representantes de alguma categoria que se sentirão incomodados quando a verdade vem à tona. Não porque a crítica seja injusta, mas porque ela expõe práticas, decisões e posturas que preferiam manter longe do debate público. E quanto mais alto o cargo ocupado, maior costuma ser a tentativa de silenciar, intimidar ou deslegitimar quem ousa questionar.

O autoritarismo nasce exatamente aí:

quando o gestor deixa de agir como servidor público e passa a agir como dono do cargo.

Quando confunde liderança com imposição.

Quando usa a hierarquia não para organizar, mas para reprimir.

A crítica institucional não é ataque pessoal. É um instrumento democrático. É assim que se constrói melhoria, transparência e justiça dentro de qualquer organização séria. No entanto, para quem governa pelo medo, qualquer questionamento vira ameaça. Para quem não aceita o diálogo, toda discordância vira “afronta”.

O problema é que esse tipo de postura não atinge apenas quem critica. Ela contamina o ambiente de trabalho, enfraquece as relações institucionais e cria um clima de perseguição, retaliação e silêncio forçado. Um ambiente onde ninguém fala não é um ambiente saudável — é um ambiente adoecido.

Gestores passam. Cargos são temporários. Mas as instituições ficam.

E ficam marcadas pela forma como seus dirigentes lidaram com a crítica, com a divergência e com a liberdade de expressão.

Usar o autoritarismo para tentar calar quem cumpriu seu papel — seja como trabalhador, representante ou cidadão — não é força. É fragilidade.

Não é liderança. É medo.

Não é gestão. É abuso de poder.

A história mostra, repetidas vezes, que quem tenta silenciar a verdade apenas confirma que ela existe. E que nenhuma instituição se fortalece perseguindo vozes críticas; ao contrário, se enfraquece.

Questionar não é desrespeitar.

Denunciar não é atacar.

Falar não é crime.

Autoritarismo não constrói. Democracia, diálogo e transparência constroem.