sábado, 2 de maio de 2026

Novo modelo de fiscalização da ANS passa a valer já em Maio de 2026

 


Medidas tornam a atuação da Agência mais ágil e preventiva, com foco em melhorar a experiência dos consumidores

Entram em vigor nesta sexta-feira, 1º/5, as novas normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que atualizam o modelo de fiscalização dos planos de saúde no Brasil. As regras foram aprovadas em dezembro de 2025 e, após o período de adaptação, passam a valer para todo o setor. 

A mudança representa um avanço na forma como a ANS acompanha e fiscaliza as operadoras. O novo modelo prioriza a prevenção de problemas, a melhoria no atendimento aos beneficiários e o estímulo à adoção de boas práticas pelas empresas. 

Segundo a diretora de Fiscalização da ANS, Eliane Medeiros, a iniciativa busca promover uma mudança de cultura no setor: “O novo modelo de fiscalização reforça o papel da ANS como indutora de boas práticas. O que nós queremos é garantir os direitos dos beneficiários e melhorar o atendimento, sem deixar de aplicar penalidades quando necessário. O nosso grande objetivo com as novas regras é incentivar que as próprias operadoras corrijam falhas, pois isso resultará, diretamente, na diminuição dos conflitos e na melhoria dos serviços oferecidos aos consumidores”, pontua.

O novo modelo de fiscalização foi elaborado a partir de estudos propostos pela Agenda Regulatória 2023-2025, foi amplamente debatido com a sociedade e com o setor regulado por meio de audiência e consulta públicas, e segue uma abordagem chamada de “regulação responsiva”. Na prática, isso significa combinar ações de orientação, prevenção e punição, de acordo com a gravidade de cada situação. Entre os principais objetivos estão: 

  • tornar mais rápida a análise das reclamações; 

  • agilizar a atuação da fiscalização; 

  • incentivar as operadoras a cumprirem as regras, contribuindo para serviços de melhor qualidade.  

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Análise de reclamações por amostragem

A ANS continuará recebendo normalmente as reclamações dos beneficiários, que são encaminhadas às operadoras por meio da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), ferramenta que busca resolver problemas de forma mais rápida. 
 
Com o novo modelo, nem todas as reclamações passam por análise individual. Uma parte é examinada caso a caso, enquanto outra parte serve para identificar problemas que se repetem e orientar ações mais amplas de fiscalização. Dessa forma, a ANS consegue responder mais rapidamente aos beneficiários, evitar o acúmulo de processos e utilizar melhor seus recursos. 
 
As reclamações selecionadas para análise individual devem ser concluídas em até 45 dias após a distribuição aos técnicos. Caso não sejam resolvidas na fase inicial, outras reclamações também podem ser incluídas posteriormente nesta etapa, conforme a necessidade. 
 
Ações de Fiscalização Planejada

As ações de fiscalização planejada passam a ter papel central na atuação da ANS. Elas são definidas de acordo com a gravidade dos problemas identificados e com o desempenho das operadoras, avaliado por indicadores como o Índice Geral de Reclamações (IGR). 
 
Essas ações podem assumir diferentes formatos, conforme o tipo e a complexidade da situação identificada, e incluem: 

  • Medidas preventivas e orientadoras, com foco na correção de falhas antes que elas se agravem; 

  • Ações voltadas a um acompanhamento mais focal, quando há indícios de recorrência de irregularidades que demandam um acompanhamento mais próximo e elaboração de plano de equacionamento pela operadora; e 

  • Ações estruturadas, aplicáveis a casos mais complexos, que podem resultar em multas de até R$ 1 milhão por determinação descumprida e em outras sanções previstas em norma. 

Além disso, está prevista a Ação Coercitiva Incidental, com possibilidade de aplicação de multa diária, em especial, quando for constatado descumprimento grave das regras, com impacto relevante para os beneficiários. 
 

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Normas em vigor

As mudanças fazem parte de um conjunto de resoluções normativas (RNs) aprovadas recentemente pela ANS, com vigência a partir de 1/5/2026: 

  • RN 656/2025 – Altera regras de dosimetria relacionadas à aplicação de penalidades; 

  • RN 657/2025 – Atualiza os procedimentos de fiscalização adotados pela ANS*; 

  • RN 658/2025 – Define as regras para a estruturação e a realização das ações de fiscalização planejada;

  • RN 659/2025 – Promove ajustes nas normas sobre penalidades aplicáveis às operadoras.

Clique aqui para conhecer a nota metodológica que norteará a geração das amostragens mensais para análises individuais, aprovada pela Diretoria Colegiada na 636ª Reunião Ordinária, realizada em 24/04/2026.

Essas resoluções se articulam com a RN 623/2024, em vigor desde 1º/7/2025, que estabelece regras para o relacionamento entre operadoras e beneficiários, por meio do tratamento dado às solicitações apresentadas. 

Saúde e Vigilância Sanitária

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Governo de SP envia projeto à Alesp que cria abono complementar para servidores

 


Proposta define valores mínimos de remuneração mensal e prevê complemento para servidores que ganham abaixo desses limites
 
 
 
Segundo o Executivo, a proposta foi elaborada com base em estudos das áreas de planejamento, gestão e finanças do Estado

O Governo do Estado de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (29) o Projeto de Lei nº 385/2026 que prevê a concessão de um abono complementar para servidores públicos estaduais.

A proposta estabelece que servidores que recebem abaixo de um valor mínimo mensal terão direito a um complemento. Os valores definidos são de R$ 1.874,36 para jornada completa, R$ 1.405,77 para jornada comum e R$ 937,18 para jornada parcial.

O abono será aplicado a funcionários das secretarias estaduais, da Procuradoria Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e também das autarquias. A regra também vale para aposentados e pensionistas que têm direito à paridade salarial.

Para calcular quem terá direito ao benefício, o governo considera a soma dos ganhos fixos do servidor, como salário e gratificações permanentes, excluindo itens como adicionais, auxílios e prêmios específicos.

Segundo o Executivo, a proposta foi elaborada com base em estudos das áreas de planejamento, gestão e finanças do Estado.

O texto também revoga a legislação anterior sobre o tema e prevê que a nova regra passe a valer a partir do mês seguinte à sua publicação.

O projeto tramita em regime de urgência e aguarda agora a análise dos deputados.

Novo salário mínimo estadual

O Governo de São Paulo enviou, nesta terça-feira (28), o projeto de lei que estabelece o novo salário mínimo estadual para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O salário mínimo paulista deverá chegar a R$ 1.874 em 2026, com aumento nominal de 46% sobre o piso estadual pago em 2022, de R$ 1.284.

Com a nova proposta, o valor do salário mínimo paulista será 15,6% maior em relação ao atual piso nacional de R$ 1.621. A diferença de R$ 253 representa um diferencial que reflete o impacto positivo da política paulista de proteção à renda.

BLOG AGENTES NA NET | 1º DE MAIO – DIA DO TRABALHADOR

 





O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é uma data que carrega um significado profundo para toda a classe trabalhadora. No Blog Agentes na Net, esse dia ganha ainda mais relevância ao destacarmos a realidade, a luta e a resistência dos agentes socioeducativos e de todos os profissionais que atuam na linha de frente do serviço público.

Ser trabalhador, no nosso contexto, vai muito além de cumprir uma jornada. É enfrentar diariamente desafios complexos, muitas vezes em condições adversas, lidando com pressão psicológica, riscos constantes e, nem sempre, com o reconhecimento devido. Ainda assim, seguimos firmes, cumprindo nosso papel com responsabilidade, compromisso e coragem.

O Dia do Trabalhador é, acima de tudo, um momento de reflexão. Reflexão sobre os direitos conquistados com muita luta ao longo da história, mas também sobre aqueles que ainda precisam ser garantidos e respeitados. No sistema socioeducativo, essa realidade é ainda mais evidente: a necessidade de valorização profissional, melhores condições de trabalho, políticas públicas eficazes e respeito à saúde física e mental dos servidores.

O Blog Agentes na Net nasce justamente desse compromisso: dar voz à categoria, informar, denunciar quando necessário, valorizar conquistas e fortalecer a consciência coletiva. Aqui, cada pauta, cada notícia e cada posicionamento carrega a essência da luta dos trabalhadores que não se calam diante das injustiças.

Neste 1º de Maio, reforçamos que nenhum direito veio fácil — e nenhum direito está garantido sem vigilância e mobilização constante. A união da categoria é o caminho para avançar. Fortalecer o sindicato, participar das discussões, se manter informado e engajado são atitudes fundamentais para construir um futuro mais digno.

Hoje não é apenas um dia de homenagem. É um dia de reafirmar compromissos. Compromisso com a valorização profissional, com a dignidade no trabalho e com a luta coletiva.

✊ O trabalhador é a base de tudo. E quando a categoria se une, ninguém fica para trás.

CNJ capacita mais de 6 mil profissionais para implantar sistema de execução penal em SP

 

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, entre os dias 22 e 28 de abril, a primeira etapa de formação sobre o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) para 6.178 profissionais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). As aulas, ministradas on-line e ao vivo, reuniram magistrados, servidores administrativos e oficiais de justiça do tribunal. 

De 4 a 22 de maio, o TJSP promoverá formação abrangendo também estagiários do tribunal, advogados, defensores públicos e integrantes de outras organizações. Já a terceira etapa, de 29 de junho a 23 de julho, será presencial e reforçará os ciclos anteriores, acompanhando o início da utilização do SEEU para registros de novos casos de execução penal em todo o estado de São Paulo. 

A integração do TJSP ao SEEU teve início em julho de 2025, com um projeto piloto na Comarca de Bauru, no interior paulista. 

“A grandiosidade dessa formação, com mais de 3 mil pessoas acompanhando as aulas simultaneamente em um único dia, é símbolo da maturidade da implantação do sistema, que após chegar a tribunais de todo o país, completa sua nacionalização no estado que concentra quase um terço da população prisional”, explica o juiz auxiliar da Presidência do CNJ com atuação no Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), Ricardo Alexandre da Silva Costa. 

“O conjunto de dados que o SEEU fornecerá sobre a execução penal será decisivo para repassar o sistema penal a limpo, como propõe o Plano Pena Justa”, concluiu.

Para o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em apoio ao DMF, Marcelo Gobbo Dalla Déa, a entrada de São Paulo no SEEU marca um avanço decisivo pela escala e pelos efeitos práticos na gestão da execução penal. “O estado sozinho representa entre 30% e 40% do volume de execuções penais do país, o que mostra a importância dessa integração. Com isso, passamos a ter uma execução penal mais automatizada, ágil e transparente, com procedimentos como transferências, progressões de regime e unificação de penas sendo realizados diretamente no sistema”, destacou. 

Segundo ele, a integração também contribui para a padronização de práticas em todo o país e para a produção de dados confiáveis, fundamentais para o planejamento de políticas criminais e prisionais. 

“O SEEU tem papel fundamental na superação do Estado de Coisas Inconstitucional no sistema prisional brasileiro”, afirma Davi Marcio Prado Silva, juiz assessor da Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo. “É uma resposta tecnológica de inteligência institucional, capaz de contribuir de maneira ímpar ao gerenciamento eficiente dos processos de execução de pena no país”, disse. 

A migração da maior parte dos processos de São Paulo deve ocorrer até o final de 2026, como parte do Plano Pena Justa, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para superar a situação de calamidade nas prisões. 

O impacto na ponta

Para Everaldo Francisco de Castilho, servidor que coordena o Departamento Estadual de Execução Criminal da 10ª Região Administrativa Judiciária (Sorocaba), a capacitação trouxe segurança para a adoção do novo sistema. “Desde o início, tivemos acesso a ensinamentos essenciais que afastaram dúvidas e inseguranças, permitindo conhecer previamente as principais ferramentas e a operabilidade do SEEU”, afirmou. 

Segundo ele, o aprofundamento nos conteúdos apresentados é fundamental para o domínio do sistema e para garantir uma transição eficiente, com menor impacto aos jurisdicionados. “Mais do que entender uma ferramenta, a capacitação mostrou a importância de preparar as equipes para aproveitar as possibilidades tecnológicas que virão no futuro”, completou. 

Já Eduardo de Souza Cruz, escrevente da Vara de Execuções Criminais de Ourinhos, destacou o potencial do sistema logo no primeiro contato. “Ficou clara a importância da implementação do SEEU no TJSP e nos demais tribunais. A abrangência de suas funcionalidades permite total controle processual e gerencial, garantindo a efetiva aplicação da justiça com mais celeridade e eficiência”, avaliou. 

Sobre o SEEU

O SEEU é uma política judiciária do CNJ que integra processos de execução penal em todo o país – atualmente, tramitam no sistema mais de 1,4 milhão de execuções penais de 37 tribunais estaduais, regionais federais e militares, além dos processos do projeto piloto em Bauru. São Paulo tem atualmente 565 mil pessoas em execução penal. 

Desde 2019, o desenvolvimento do SEEU tem apoio do programa Fazendo Justiça, que também auxilia o CNJ no acompanhamento do Plano Pena Justa. 

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Essa ação está alinhada às metas gerais do Plano Nacional Pena Justa: Implantação do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) no estado de São Paulo e Capacitação de gestores(as) do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) (códigos verificadores 3.2.1.2.1.1 e 3.2.1.7.1.1)

Texto: Pedro Malavolta e Leonam Bernardo
Edição: Débora Zampier
Revisão: Cauã Samôr
Agência CNJ de Notícias