Homem ainda tentou furtar carro e sequestrar criança
24 mar 26
Um agente da Fundação Casa com histórico de violência doméstica e descumprimento de decisões judiciais foi condenado em Avaré por ameaçar e agredir a namorada e a filha dela, além de tentar sequestrar a criança. A sentença, publicada em 16 de março, atesta ainda a prática de perseguição, violência psicológica, descumprimento de medida protetiva e tentativa de furto, fixando a pena total em 21 anos e 6 meses de prisão em regime inicial fechado.
Denúncia oferecida pelo promotor Lucas Colombo demonstrou que, em 25 de janeiro de 2025, o réu agrediu a então companheira com empurrões e a jogou ao chão, causando lesões, além de também ferir o filho dela, um bebê com 11 meses à época, ao arremessá-lo sobre uma cama durante o episódio de violência. Em seguida, armado com uma faca, passou a ameaçar de morte as duas vítimas e tentou fugir levando a criança no carro da mulher, o que não se concretizou graças à reação da mãe. Os crimes aconteceram no Parque Santa Elizabeth I.
Após o episódio, mesmo ciente de medidas protetivas, o condenado perseguiu a vítima por dias, fez ameaças reiteradas, tentou controlar sua rotina e restringir sua liberdade, além de descumprir ordens judiciais. O histórico do agente inclui reincidência em violência doméstica, com agressões a outras companheiras em diferentes cidades, descumprimento de medidas protetivas anteriores e até furto de veículo de ex-parceira. De acordo com a denúncia, a análise dos registros judiciais e comportamentais do investigado revela um padrão de violência, desrespeito às normas legais e incompatibilidade com a função pública que exerce
A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça vai decidir se é possível a cessão de crédito oriundo de ação previdenciária inscrito em precatórios e se o juiz pode fazer o controle judicial dessa operação.
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Estoque de precatórios previdenciários alcançou R$ 32,2 bilhões em 2024
O colegiado afetou três recursos ao rito dos repetitivos, para julgamento sob relatoria do ministro Paulo Sérgio Domingues.
Houve a suspensão do processamento apenas dos recursos especiais e agravos em recurso especial nos processos pendentes que versem sobre a questão.
A tese vinculante a ser firmada é importante porque pode afetar e até derrubar um enorme mercado de cessão de precatórios envolvendo dívidas judicialmente reconhecidas contra o INSS.
Como a cessão desses créditos é permitida pela Constituição, seus titulares ganham a possibilidade de vender o direito a eles com algum deságio — ou seja, vendem a dívida para receber de forma imediata um valor consideravelmente menor.
Segundo o Balanço Geral da União de 2024, publicado pelo governo federal em 2025, o estoque de precatórios previdenciários havia alcançado R$ 32,2 bilhões — valores potencialmente possíveis de serem cedidos.
Mercado de precatórios
Esse mercado é impulsionado pelo fato de o pagamento de precatórios ser feito por ordem cronológica e preferencial, conforme as possibilidades orçamentárias de cada ano. Em regra, há uma grande demora para receber esse dinheiro.
A norma que ameaça esse cenário é a do artigo 114 da Lei 8.213/1991, que declara nula a venda ou cessão, ou a constituição de qualquer ônus sobre benefício previdenciário.
Não há consenso quanto à validade e ao alcance dessa vedação. O cerne da questão é saber se ela inclui apenas o benefício em manutenção ou se afeta as parcelas vencidas que compõem créditos em ações judiciais.
Jurisprudência em disputa
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região já fixou tese em incidente de resolução de demandas repetitivas vedando a cessão de créditos de origem previdenciária que sejam objeto de qualquer requisição judicial de pagamento.
A 1ª Turma do STJ entendeu diferente em 2023, quando concluiu que a lei só veda a transferência do próprio benefício, de forma direta, não do direito de receber os valores por meio de precatórios.
Esse cenário levou Paulo Sérgio Domingues a propor, na afetação, que a 1ª Seção analise não apenas a simples possibilidade da sua negociação, mas também se o magistrado pode perquirir o controle do negócio jurídico de transmissão do crédito.
“Há, com efeito, controvérsia jurídica multitudinária, com impacto financeiro para os segurados e seus dependentes”, resumiu o relator.
Delimitação da controvérsia
Definir se é possível:
1) A cessão de crédito oriundo de ação previdenciária inscrito em precatório e; 2) Se cabe o controle judicial, ex officio, da regularidade do negócio jurídico, nos termos do artigo 168, parágrafo único, do Código Civil.
Clique aqui para ler o acórdão de afetação REsp 2.217.133 REsp 2.216.815 REsp 2.217.137
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3) o início do teleatendimento em saúde mental pelo SUS com foco em jogos de apostas. O serviço é direcionado a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão por jogos, além de familiares e rede de apoio.
Realizado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o serviço garantira assistência especializada a pessoas com compulsão pelas conhecidas bets. A expectativa inicial é a de 600 atendimentos online por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda. A ideia é chegar a 100 mil atendimentos mensais.
As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente, em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.
O excesso de trabalho é frequentemente glorificado como um sinal de dedicação e produtividade excepcional no mercado corporativo atual. Entretanto, essa dedicação desmedida pode esconder dinâmicas emocionais profundas, onde o profissional assume o peso de falhas sistêmicas da organização. Compreender esse papel é vital para preservar a saúde mental e o equilíbrio pessoal hoje.
Por que a produtividade tóxica esconde carências internas?
No ambiente profissional, o excesso de tarefas serve muitas vezes como um mecanismo de defesa contra sentimentos de insegurança ou insuficiência pessoal. Ao se tornar indispensável, o trabalhador busca uma validação externa que preencha lacunas de sua própria autoestima fora do escritório. O excesso de labor funciona então como uma armadura emocional contra vulnerabilidades que permanecem ocultas.
Além disso, o foco absoluto no desempenho impede que o indivíduo lide com questões íntimas que exigem tempo e reflexão profunda e calma. A correria desenfreada atua como uma distração eficiente, permitindo que dores existenciais sejam ignoradas em favor de metas e indicadores de desempenho. A ocupação constante é, em muitos casos, uma fuga deliberada da própria realidade atual.
Trabalhar demais pode esconder um desgaste emocional silencioso no dia a dia
Como o sistema utiliza sua dedicação emocional?
As estruturas organizacionais costumam identificar e incentivar aqueles que estão dispostos a sacrificar o próprio tempo em prol da produtividade. Esse movimento cria uma dependência mútua, onde o sistema se beneficia da sobrecarga alheia para evitar correções estruturais que seriam financeiramente custosas. A exploração silenciosa ocorre quando o limite entre o profissional e o pessoal desaparece totalmente.
O colaborador que assume responsabilidades extras geralmente atua como um estabilizador emocional para lideranças ineficientes ou equipes desorganizadas no dia a dia. Ele absorve o caos e entrega ordem, muitas vezes ao custo da própria sanidade e convívio familiar importante. A função de salvador corporativo é um fardo pesado que raramente traz recompensas que compensem o cansaço.
Quais sinais indicam que você virou o pilar emocional?
Perceber que sua carga de trabalho ultrapassou o limite técnico é o primeiro passo para retomar o controle de sua vida. Quando a empresa depende exclusivamente da sua presença para funcionar sem crises constantes, você deixou de ser apenas um funcionário produtivo. O pilar emocional sustenta falhas que deveriam ser resolvidas por processos melhores e gestão eficiente.
Para identificar se você está assumindo responsabilidades que transcendem o escopo técnico do cargo e protegendo excessivamente o sistema, observe estes sinais fundamentais no dia a dia corporativo:
Sensação de culpa extrema ao se ausentar por doença ou férias.
Assumir erros de terceiros para evitar conflitos na equipe direta.
Dificuldade crônica em delegar tarefas simples para outros colaboradores.
Sentir-se responsável direto pela felicidade e paz dos seus colegas.
Quais as consequências de carregar o peso do sistema?
O esgotamento profissional, conhecido como Burnout, é a consequência mais comum para quem assume o papel de amortecedor de tensões organizacionais. A longo prazo, o corpo manifesta sinais de exaustão que afetam a cognição, a memória e a capacidade de tomada de decisão. O colapso físico sinaliza que os limites da mente foram ignorados por tempo demais.
Relações familiares e amizades também sofrem com a ausência emocional de quem está sempre conectado às demandas de um sistema insaciável. A perda da capacidade de relaxar e desfrutar do ócio criativo reduz a qualidade de vida e a longevidade. A alienação social é um efeito colateral frequente de quem vive para sustentar estruturas alheias.
Alguns comportamentos e sensações passam despercebidos no dia a dia, mas podem indicar que algo não vai bem internamente e merece atenção. Em um vídeo do Venus Podcast, que já acumula 267 mil visualizações, são discutidos sinais importantes e reflexões que ajudam a identificar padrões e compreender melhor quando a saúde mental precisa de cuidado especial e apoio adequado:
Existe uma saída saudável para o vício em trabalho?
Estabelecer limites claros entre a identidade profissional e o valor pessoal é essencial para romper o ciclo da produtividade tóxica e exaustiva. Reconhecer que o sistema deve funcionar de forma independente da sua sobrecarga emocional devolve a liberdade de escolha para o seu cotidiano. A autonomia emocional permite que você trabalhe com propósito sem sacrificar sua saúde vital.
Segundo a International Labour Organization, promover um ambiente de trabalho equilibrado é fundamental para a produtividade econômica e o bem-estar social duradouro das nações. Você pode consultar o guia completo sobre saúde e segurança ocupacional no portal oficial da entidade para aprender a estabelecer normas mais justas e seguras hoje mesmo de forma oficial agora.