Índice subiu cinco pontos percentuais em relação a 2022. Defesa da reeducação recuou para 27%, segundo levantamento.
Por Redação g1 — São Paulo
A parcela de brasileiros que defende que adolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultos subiu para 70%, segundo dados da nova pesquisa Datafolha divulgada na sexta (3).
O levantamento faz parte do eixo de comportamento da matriz ideológica do instituto e aponta um crescimento no endurecimento da opinião pública: em 2022, esse índice era de 65%.
Em contrapartida, o apoio à reeducação dos menores infratores recuou de 34% (em 2022) para 27% (em 2026). Outros 3% dos entrevistados não souberam responder.
🔎 O que diz a lei: Embora a pesquisa utilize o termo "crimes" na pergunta feita aos eleitores, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que condutas ilícitas praticadas por menores de 18 anos são classificadas juridicamente como atos infracionais.
Agora no g1
O levantamento foi realizado presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Recorte por religião e intenção de voto
O levantamento detalhou a opinião dos entrevistados de acordo com o perfil religioso e a preferência política para a eleição presidencial.
Por religião:
- Evangélicos: 75% defendem punição como adulto; 24% defendem reeducação.
- Católicos: 72% defendem punição como adulto; 25% defendem reeducação.
Por intenção de voto:
- Eleitores de Flávio Bolsonaro: 81% são a favor de punir como adulto; 17% preferem a reeducação.
- Eleitores de Lula: 61% apoiam a punição como adulto; 37% optam pela reeducação.
Rejeição à liberação das drogas segue estável
O Datafolha também questionou os eleitores sobre a proibição de entorpecentes no país. A ampla maioria dos brasileiros se posicionou de forma contrária à descriminalização.
- 85% concordam com a frase: "o uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequências".
- 13% concordam com a alternativa oposta: "o uso de drogas não deve ser proibido, porque é o usuário que sofre com as consequências".
- 2% não souberam responder.
Na pesquisa anterior, de 2022, os percentuais eram de 83% e 15%, respectivamente. O Datafolha aponta que a variação ficou dentro da margem de erro, o que configura estabilidade e mantém o tema em patamar consolidado no país.
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