sábado, 31 de janeiro de 2026

Tribunal de Justiça publica Edital para pagamento de Precatórios mediante acordo


 


Foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico hoje (30), o Edital nº 01/2026de Acordo para recebimento de precatórios do Estado da Bahia com deságio de 40% para os credores que tiverem interesse.

Principais informações:

  1. Deságio: 40% sobre o valor atualizado do precatório;
  2. Quem pode aderir: credores de precatórios do Estado da Bahia;
  3. Período de inscrição: de 19/02/2026 a 10/03/2026 (Período seguro indicado para adesão);
  4. Forma de adesão: a adesão ao acordo será realizada pelo escritório Azi & Torres que disponibilizará na segunda semana de fevereiro e-mail oficial específico para a formalização da inscrição e envio da documentação pelos associados, conforme orientações que serão divulgadas oportunamente;
  5. Pagamento: condicionado à existência de recursos, não havendo garantia de quitação imediata.

Novas informações serão disponibilizadas pelo escritório Azi & Torres em 09/02/2026, contendo orientações detalhadas e o passo a passo a ser seguido por cada credor para a correta formalização da inscrição no acordo. Na mesma data, ficará disponível, na área restrita do site do IAF, a relação dos precatórios aptos à habilitação, ocasião em que os beneficiários tomarão ciência das informações e orientações necessárias à adesão.

É importante destacar que titulares do crédito superpreferencial, (aqueles com mais de 60 anos ou com doenças), poderão aderir ao Edital sem prejuízo da preferência, pois é admitido o desmembramento dessa parcela, até o seu limite legal (100 Salários-mínimos), mantida a sua colocação em lista própria de superpreferências, enquanto apenas a parcela excedente à preferência integrará o acordo.

Os credores habilitados no último edital de acordo, cujos precatórios não foram contemplados com pagamento, deverão, por exigência do próprio Tribunal, encaminhar novamente toda a documentação exigida, a fim de viabilizar nova habilitação no acordo.

Setor público tem déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz Banco Central

 

Resultado representa maior déficit desde 2023; dado foi divulgado nesta sexta-feira (30)

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
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O setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025 (0,43% do PIB). O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (30). 

  • 2020: déficit de R$ 702,95 bilhões;
  • 2021: superávit de R$ 64,727 bilhões;
  • 2022: superávit de R$ 126 bilhões;
  • 2023: déficit de R$ 249,123 bilhões;
  • 2024: déficit de R$ 47,552 bilhões;
  • 2025: déficit de R$ 55 bilhões.

No ano, o governo central e as estatais apresentaram déficit. Veja:

  • Governo central: déficit de R$ 58,7 bilhões;
  • Estatais: déficit de R$ 5,9 bilhões;
  • Governos regionais (estados e municípios): superávit de R$ 9,5 bilhões.

Em dezembro, o setor público consolidado foi superavitário em R$6,3 bilhões. No mês, houve superávits de R$21,6 bilhões no Governo Central e de R$4,5 bilhões nas empresas estatais, e déficit de R$19,8 bilhões nos governos regionais.

Veja a série histórica do setor público consolidado em dezembro:

  • dezembro de 2020: déficit de R$ 51,8 bilhões;
  • dezembro de 2021: superávit de R$ 123,2 bilhões;
  • dezembro de 2022:  déficit de R$ 11,8 bilhões;
  • dezembro de 2023: déficit de 129,6 bilhões;
  • dezembro de 2024: superávit de R$ 15,7 bilhões;
  • dezembro de 2025: superávit de R$ 6,3 bilhões.

O resultado nominal do setor público consolidado – que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados – foi deficitário em R$1,1 trilhão (8,34% do PIB) em 2025, ante déficit nominal de R$998 bilhões observado em 2024. Somente em dezembro, o resultado nominal registrou um déficit em R$115,5 bilhões.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais – subiu para 78,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, quando alcançou R$ 10 trilhões.