quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Brasil gasta R$ 1,7 trilhão com folha de pagamento do serviço público. Judiciário concentra maiores salários e prefeituras, os menores

 

chuva de dinheiro

 

Reforma administrativa: quem ganha mais e quem ganha menos no serviço público?
Salários no Judiciário e no nível federal são maiores, enquanto profissões nas prefeituras recebem menores

Daniel Weterman
BRASÍLIA – As maiores remunerações do serviço público estão concentradas no Poder Judiciário e no nível federal, enquanto as menores estão no Executivo e nos municípios, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os dados disponíveis no Atlas do Estado Brasileiro do Ipea mostram uma desigualdade nos salários do funcionalismo público entre os Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e entre os níveis da Federação – Federal, Estadual e Municipal.

Mensalmente, o grupo com os maiores salários no Poder Judiciário recebe em média R$ 26,2 mil. O valor cai para R$ 17,2 mil no Poder Legislativo e para R$ 9,3 mil no Poder Executivo.

Conforme o Estadão revelou, o Brasil deve gastar R$ 1,7 trilhão com servidores públicos em 2025, somando as despesas da União, Estados e municípios com funcionários da ativa e aposentados, enquanto discute uma reforma administrativa.

“Em termos de remuneração, a desigualdade está concentrada no Poder Judiciário. O Judiciário tem remunerações que são muito altas, mesmo entre os setores com menor remuneração”, diz o pesquisador do Ipea e coordenador do Atlas do Estado Brasileiro, Felix Lopez.

Quando se olha para os três níveis da Federação, os salários no nível federal chegam a uma média de R$ 21 mil por mês no grupo que mais recebe, enquanto os servidores estaduais mais bem remunerados ganham em média R$ 11,9 mil e os maiores salários municipais são de R$ 6,7 mil. Os dados são de 2022, os últimos disponíveis.

O pesquisador observa que a maior parte dos funcionários públicos trabalha nos municípios, mas essas categorias são as que recebem os menores salários. A mediana de remuneração mensal no Executivo municipal — que mede o “meio” entre as menores e as maiores remunerações — é de R$ 2,6 mil por mês. Para se ter uma ideia, os grupos que menos recebem no Judiciário Federal e no Judiciário estadual já estão acima desse nível.

“A maior parte do funcionalismo está nos municípios, e eles têm uma mediana de remuneração significativamente menor do que o funcionalismo federal. Em termos de perfil, a diferença é muito grande. Não só de remuneração, mas também de escolaridade, seleção e recrutamento da burocracia dirigente.”

Quais são as ocupações que recebem mais e as que recebem menos no funcionalismo público?
Um levantamento conduzido pelos pesquisadores Wellington Nunes e José Teles com dados do Atlas do Ipea mostra as ocupações mais bem remuneradas no serviço público. O estudo leva em conta dados de 2018, os últimos disponíveis, segundo o Ipea.

Quando se olha sob esse parâmetro, quem lidera a lista são os procuradores do Judiciário estadual, com remunerações médias de R$ 40 mil por mês. Também integram o Top 10 procuradores, juízes e auditores da Receita Federal.

No outro extremo, estão os dez grupos de profissionais que recebem os menores salários. Um supervisor de crédito e cobrança no Executivo estadual ganha em média R$ 359 por mês. Um gestor em segurança de uma prefeitura recebe R$ 890. E um garçom que serve vinho no Executivo municipal tem um salário médio de R$ 1.040 por mês.

Os pesquisadores também apontam onde está a elite do funcionalismo público, aquela que recebe supersalários acima da remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O grupo concentra-se no Ministério Público da União, em tribunais regionais e superiores do Judiciário, na Câmara dos Deputados, no Senado, no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério das Relações Exteriores.

A Câmara dos Deputados, por exemplo, respondia por 70% dos supersalários no Legislativo em 2018, quando foram levantados os dados mais recentes. No sistema de Justiça, o Ministério Público da União (MPU) respondia por 40,1% dos vínculos acima do limite constitucional. No Poder Executivo, 87,4% da elite estava empregada no Itamaraty.

Proposta em discussão
A reforma administrativa, em discussão na Câmara, deve estabelecer uma tabela fixa de remuneração para todo o funcionalismo e limitar a criação de verbas que fazem nascer os supersalários.

“É preciso criar um limite crível e realista nas remunerações muito altas e criar um panorama em que se veja a disparidade das remunerações mais baixas e mais altas em toda a federação”, diz Felix Lopez.

Ele chama a atenção, porém, para o problema de criar normas genéricas para todo o funcionalismo. “A maior parte do funcionalismo está nos municípios, mas usualmente as pessoas falam com a imagem do funcionalismo federal na cabeça”, afirma.

“Tem municípios muito pobres, tem municípios muito mais ricos; então, criar regras gerais é uma receita de difícil implementação e às vezes até contraproducente.”
ESTADÃO – Edição: Montedo.com

CNJ lança sistema nacional para gestão de precatórios

 

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FOTO: Rômulo Serpa/CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta terça-feira (23/9), o Sistema Nacional de Precatórios e Requisições de Pequeno Valor (SisPreq). O anúncio foi feito na 5ª Sessão Extraordinária de 2025 pelo presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, que elegeu o desenvolvimento dessa ferramenta eletrônica como uma das entregas prioritárias de sua gestão, ante a necessidade de implementar soluções estruturantes que fortaleçam a governança, ampliem a transparência e elevem a eficiência na gestão do passivo estatal.

Precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) são ordens de pagamento demandadas pela Justiça para cobrar de municípios, estados ou União valores devidos após uma condenação judicial em relação às quais não caiba mais recursos. “Os precatório são outro ‘calcanhar de Aquiles’ do Judiciário brasileiro, sobre o qual colocamos grande energia para criar o SisPreq, que é uma ferramenta que objetiva gerenciar de forma mais eficaz o ciclo de vida de todos os ofícios de requisição, desde o cadastramento inicial até o pagamento”, destacou o ministro.

O SisPreq constitui uma plataforma tecnológica unificada que melhora a gestão de precatórios no Brasil, pois integra todos os atores do processo — tribunais, entes devedores, credores — em um ambiente digital único, padronizado e transparente.

Desenvolvido no âmbito do Programa Justiça 4.0 — parceria entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) —, o SisPreq tem como objetivo conferir mais agilidade, clareza e padronização à expedição, à gestão e ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor, oferecendo previsibilidade para cidadãos, advogados, municípios e a União. O sistema está disponível na Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) para adesão dos tribunais.

O SisPreq foi concebido em 10 módulos. O lançamento desta terça consagra a entrega de sete deles: (1) Cadastro de Precatório e RPV; (2) Gestão de Devedores; (3) Saldos, Correção Monetária e Juros; (4) Prioridades, Consulta (estado do precatório/RPV) e Lista de Ordem Cronológica; (5) Gestão e Acompanhamento do Regime Especial; (6) Atualização das Requisições (retenção, cessão e sucessão); e (7) Pagamento e Comunicação Bancária.

Projeto-piloto

projeto-piloto foi implantado inicialmente no Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e, agora, se encontra em operação no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que tem desenvolvido importante colaboração para que o sistema consolide todas as etapas de produção.

“O lançamento de hoje consagra um marco importante para disponibilizarmos à sociedade um sistema que permita a expedição, o gerenciamento e o pagamento célere e transparente das dívidas decorrentes de condenação imposta aos entes públicos”, ressaltou a juíza auxiliar da Presidência do CNJ e mentora do SisPreq, Wanessa Mendes de Araújo.

“Para dar continuidade ao projeto, promoveremos as adequações decorrentes da Emenda Constitucional n. 136/2025 e o desenvolvimento dos três módulos pendentes”, completou a magistrada. Também se envolveram no desenvolvimento do SisPreq a juíza Marina Lorena Nunes Lustosa (TJAP) e o juiz Rafael Rodrigues de Castro Silva (TJDFT).

Já estre os servidores e as servidoras envolvidas, destacam-se: Adilson Gomes da Costa (TJSP), Antonio Carlos da Silva Luque (TJSP), Claudia Alvez dos Santos Mota (TJSP), João Bezerra Junior (TJSP), Juliana Santarossa (TJSP), Odeilton de Jesus Mota (TJSP), Mônica Vogl (TJMT), Uires Rodrigues (TJGO), Clóvis Nunes (TJSC), Adelson Anderson Marques (TJAP), Hilton Vieira Coelho (TRF-1), Daniela Chamma (TRF-8), Marcos Mochel (TJMA) e Marcos Almeida (TJMA). Por parte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o gerente do projeto é Artur Maurilio Lopes do Nascimento.

2º Workshop SisPreq, realizado em abril de 2024, em Porto Alegre. FOTO: arquivo.

Programa Justiça 4.0

Iniciado em 2020, o Programa Justiça 4.0 é fruto de um acordo de cooperação firmado entre o CNJ e o Pnud, com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Seu objetivo é desenvolver e aprimorar soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população, além de otimizar a gestão processual para magistrados, servidores, advogados e outros atores do sistema de justiça.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

NRs e e-Social: o futuro da fiscalização digital das condições de trabalho

 

Como integração das Normas Regulamentadoras ao e-Social está transformando a gestão e fiscalização da saúde e segurança do trabalho

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Crédito: Agência Brasil

A fiscalização das condições de trabalho no Brasil também está passando por uma transformação digital. A integração das Normas Regulamentadoras (NRs) com o e-Social está abrindo caminho para uma nova forma de fiscalização da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nas empresas, o que certamente provocará mudanças na forma como as empresas organizam as rotinas de trabalho e como os riscos legais e operacionais são gerenciados.

 

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As recentes alterações nas NRs

As NRs, instituídas pela Portaria MTE 3.214/1978, são o principal instrumento infralegal de regulamentação do meio ambiente do trabalho no Brasil. Elas estabelecem diretrizes técnicas, administrativas e organizacionais voltadas à SST, sendo aplicáveis aos empregadores e empregados.

Nos últimos anos, as NRs passaram por um processo de revisão, com foco na simplificação, desburocratização e harmonização dos textos, além da modernização para se adequarem à realidade do trabalho atual. Por exemplo, a atualização da NR-01, publicada pela Portaria MTE 1.419/2024, introduziu o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que exige uma abordagem mais sistemática e detalhada para identificação, avaliação, controle e monitoramento dos riscos no ambiente de trabalho, reforçando a necessidade de compatibilidade entre os documentos físicos e os dados enviados ao e-Social.

Essa modernização passou a exigir das empresas não apenas atualização documental, mas também revisão de processos internos, capacitação de equipes e adoção de uma cultura de conformidade digital.

SST e e-Social

O e-Social, instituído pelo Decreto 8.373/2014, é uma plataforma unificada e digitalizada para o envio de informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias ao governo federal.

No campo da SST, há diversos eventos que devem ser informados pelos empregadores, como por exemplo, no caso de Comunicação de Acidente de Trabalho (código S-2210) ou de informações sobre as Condições Ambientais de Trabalho (Fatores de Risco S-2240), dentre outros. Além disso, o eSocial substituiu diversas obrigações acessórias, como a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) em meio físico, promovendo maior integração entre os dados, além de ampliar a transparência e a rastreabilidade das informações prestadas pelas empresas.

A correta escrituração desses eventos passou a ser não apenas um dever formal, mas uma evidência concreta de conformidade legal.

Fiscalização digital das condições de trabalho

A principal inovação trazida pela integração entre SST e e-Social está na forma de fiscalização. Antes, a atuação do auditor-fiscal dependia exclusivamente de inspeções presenciais ou da entrega documental pelas empresas para verificar o cumprimento das NRs. Hoje, o envio necessário dos eventos eletrônicos relacionados à SST permite ao Estado monitorar, em tempo real, o cumprimento das obrigações legais previstas nas NRs.

Na medida em que avança o desenvolvimento do uso de inteligência artificial, a tendência é ficar ainda mais fácil o cruzamento de informações inseridas no e-Social, de forma que inconsistências entre documentos – como o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), Atestados de Saúde Ocupacionais (ASO), treinamentos e registros de exposição a agentes nocivos – podem ser automaticamente identificadas.

Com isso, espera-se que a fiscalização seja ainda mais precisa e menos burocrática. Afinal, a atuação do auditor-fiscal do trabalho passa a ser orientada por dados, o que deve aumentar a efetividade da fiscalização e reduzir a margem de erros ou omissões por parte das empresas.

Riscos para as empresas: autuações, passivos e impactos reputacionais

O cenário normativo brasileiro, especialmente no campo da SST, é reconhecidamente complexo. O número elevado de NRs, somado à densidade técnica e à frequência de atualizações, representa um desafio significativo para o empresariado. A conformidade exige não apenas investimento em sistemas e capacitação, mas também uma interpretação cuidadosa das exigências legais.

A ausência, o atraso ou o envio incorreto de eventos obrigatórios pode ser interpretado como descumprimento normativo, gerando autos de infração, multas administrativas e reflexos em ações individuais ou coletivas.

Além disso, divergências entre os dados enviados ao eSocial e os documentos físicos podem comprometer a análise de aposentadoria especial, o cálculo de benefícios previdenciários e a caracterização do nexo causal em doenças ocupacionais, ampliando significativamente o passivo trabalhista e previdenciário das empresas.

Além dos reflexos trabalhistas, inconsistências no eSocial podem gerar impactos previdenciários relevantes, como ações regressivas do INSS ou dificuldades na concessão de benefícios, ampliando o risco jurídico da empresa.

Em setores com maior exposição a riscos ocupacionais, como construção civil, transporte rodoviário, metalúrgica e saúde, há também a possibilidade de impactos reputacionais, especialmente em casos de atuação do Ministério Público do Trabalho. Nesse contexto, a transparência proporcionada pelo eSocial pode funcionar como um instrumento de boa governança, desde que haja aderência efetiva às exigências legais e consistência entre os dados informados e a realidade da empresa.

Boas práticas para garantir conformidade

Diante desse novo cenário, algumas medidas são fundamentais para mitigar riscos e garantir a conformidade com as exigências legais. Entre elas, destacam-se:

  • Digitalização e atualização contínua da documentação de SST, garantindo que os registros estejam sempre acessíveis e em conformidade com as exigências normativas;
  • Revisão dos processos internos, desburocratizando o levantamento e acesso às informações pertinentes, integrando as diferentes áreas;
  • Capacitação das equipes envolvidas, por meio de treinamentos e especializações, especialmente dos setores de RH, segurança do trabalho e jurídico, para assegurar o correto cumprimento das normas;
  • Realização de auditorias internas periódicas, com o objetivo de identificar falhas, corrigir inconsistências e prevenir autuações.

Essas práticas não apenas reduzem o risco de autuações, como também fortalecem a cultura de prevenção e responsabilidade dentro das organizações.

E quando não há conformidade?

Mesmo com boas práticas, falhas podem ocorrer. Por isso, é fundamental que as empresas estejam preparadas para responder de forma ágil e estruturada. A adoção de planos de ação corretiva, com revisão de processos e requalificação das equipes, contribui para a resolução eficiente dos problemas e demonstra compromisso com a conformidade.

Nesse contexto, soluções integradas, que combinam diagnóstico técnicosuporte jurídico especializado e acompanhamento contínuo, têm se mostrado eficazes na construção de ambientes corporativos mais seguros e alinhados às exigências legais, transformando a conformidade em um diferencial competitivo.

Também é importante que as empresas estejam preparadas para lidar com eventuais não conformidades, pois a adoção de mecanismos de resposta rápida contribui para a resolução eficiente de falhas e reforça o compromisso com a conformidade.

A integração entre as NRs e o e-Social representa um avanço na eficiência da administração pública e uma oportunidade para as empresas aprimorarem sua governança trabalhista. Para as companhias, isso também abre espaço para melhorar a gestão das informações trabalhistas e de saúde e segurança no trabalho.

Por outro lado, essa mudança exige mais do que tecnologia. É necessário investir na capacitação das equipes, revisar processos internos e adotar uma postura preventiva. A conformidade não se resume ao cumprimento formal das normas – ela precisa ser incorporada à rotina da empresa de forma prática e efetiva.

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Com a digitalização da fiscalização, inconsistências podem ser identificadas com mais rapidez. Por isso, é fundamental que as empresas estejam preparadas para lidar com possíveis não conformidades, adotando medidas corretivas ágeis e bem estruturadas. Processos claros e apoio técnico-jurídico podem fazer a diferença na hora de evitar autuações e garantir respostas satisfatórias aos órgãos fiscalizadores.

O suporte especializado das áreas de saúde e segurança do trabalho, em sinergia com o departamento de pessoas e jurídico, além de tornar o ambiente de trabalho mais seguro, garantem que a empresa esteja mais alinhada às exigências legais, de modo a atuar diretamente na prevenção dos passivos trabalhistas.logo-jota

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TV SITSESP HOJE AS 14:00 HORAS, TEMA: PL 875/2019 MUDANÇA DE NOMENCLATURA DIS AGENTES SOCIEDUCATIVOS


 Hoje a TV SITSESP abre espaço para um momento a PL 975/2019, Mudança da Nomenclatura dos Agentes Socioeducativos.

Teremos como convidado Waldir Teixeira, um dos idealizadores do Projeto de Lei que busca garantir uma conquista tão sonhada: a mudança da nomenclatura dos Agentes de Segurança Socioeducativos, também fazem parte desse projeto Jessita Camargo que faz parte da direção atual do SITSESP e do Agente Socieducativo Alan Branquinho um grande batalhador na luta sindical.

Pode parecer apenas uma alteração de nome, mas, para nós, significa muito mais. Significa respeito, reconhecimento e identidade. Significa enxergar no nosso trabalho não apenas a função de vigiar, mas também o papel humano que exercemos todos os dias. Muitas vezes somos escudos daqueles que estão à nossa volta; arriscamos a vida para proteger quem necessita; buscamos justiça mesmo quando somos injustiçados; saímos feridos para defender pessoas; e, até mesmo, deixamos nosso sangue nos pátios, sem nunca deixar alguém desprotegido.

Cada agente carrega em sua jornada histórias de sacrifício, coragem e resistência. A mudança da nomenclatura é o reflexo de tudo aquilo que já somos na prática: profissionais que dedicam suas vidas a garantir que jovens em conflito com a lei tenham a chance de reconstruir seus caminhos.

Receber Waldir é revisitar o início dessa luta e perceber que nada foi em vão. Cada passo dado, cada voz levantada, cada enfrentamento teve um propósito: mostrar que somos mais fortes quando estamos juntos e que o nosso suor jamais será esquecido.

Além dele, teremos também a presença dos servidores Ailton Marques e Diego Santos, que compartilharão suas experiências e reflexões.

Hoje não é apenas uma entrevista. É um chamado à reflexão: quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir como categoria. A mudança da nomenclatura é símbolo de que podemos conquistar muito mais, desde que não percamos a fé, a união e a coragem de lutar.


👉 Venha somar conosco na TV SITSESP. Porque cada conquista da nossa categoria é também uma vitória da justiça e da dignidade.


Não perca a programação de hoje!