
O Corinthians e a Fundação CASA, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, realizaram, na sexta-feira (15/05), uma ação de inclusão social por meio do esporte. O projeto “Handebol no CASA – Vivência Esportiva com o Corinthians”, desenvolvido na quadra interna do CASA João do Pulo, centro socioeducativo na capital paulista, reuniu cerca de 25 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e atletas da categoria sub-16 masculina do clube.
A iniciativa surgiu a partir do histórico esportivo da coordenadora pedagógica da unidade, Andreia Briscola, ex-atleta e ex-árbitra de handebol, que, por meio de sua relação com a diretoria do departamento de handebol do Corinthians, levou o projeto à Fundação CASA.
Na quadra, o treinador Aldo Amorim conduziu duas horas de atividades. A tarde começou com aquecimento e avançou para exercícios de passe, gol e defesa. No início, havia timidez dos dois lados. A dinâmica, porém, quebrou o gelo, e o clima mudou à medida que a bola circulou, até o momento em que jovens dos dois grupos comemoraram juntos, sem distinção.
Em determinado momento, a tarde ganhou um contorno ainda mais especial. Durante a atividade, um atleta do Corinthians e um adolescente da Fundação perceberam que se conheciam desde a infância. O reencontro inesperado, em circunstâncias tão diferentes, interrompeu a atividade por alguns instantes.
Amorim, que esperava conduzir uma vivência introdutória, precisou adaptar o plano diante do que observou. “Fui bem surpreendido. Eles estão muito além de uma vivência. A disciplina, o respeito, a educação e a interação foram muito positivos”, afirmou o treinador.
A felicidade dos jovens da Fundação também marcou os atletas do Timão. “Estou com o coração quentinho por poder ajudar os meninos com o handebol. Falo pelo time inteiro”, disse o ponta-esquerda da equipe do Corinthians, Juan Ueta.
Do lado dos adolescentes, a experiência também trouxe novidades. Um deles, jogador de futebol federado que inicialmente resistiu à participação, recebeu um convite do professor durante a atividade. “Sempre fui mais do futebol, então isso tudo era novidade para mim. No começo eu nem queria participar, mas treinei, gostei e me adaptei bem. Foi uma oportunidade”, contou.
Para o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, ver o Corinthians dentro do centro socioeducativo teve um significado que ultrapassa o esporte. “O handebol foi o pretexto, mas o que aconteceu aqui foi muito maior. Esses jovens viram que pertencem à sociedade, que têm valor. Isso é o que o esporte faz, e é por isso que seguiremos em busca de parcerias como essa”, afirmou.
A visita foi planejada como uma ação pontual, mas a repercussão interna no Corinthians abriu caminho para a continuidade do projeto.

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